Pergunta retórica: “Como garantir a posse exclusiva das riquezas comerciais sem recorrer ao uso direto da…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Caracterizar a ação dos europeus e suas lógicas mercantis visando ao domínio no mundo atlântico.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Pergunta retórica: “Como garantir a posse exclusiva das riquezas comerciais sem recorrer ao uso direto da força?” Registros fictícios de correspondência entre mercadores portugueses no século XVI indicam que a resposta encontrada foi a implantação de feitorias – armazéns fortificados – em pontos estratégicos do litoral africano e americano. Esses postos operavam sob autorização régia, estabelecendo monopólio na compra e venda de ouro, marfim, açúcar e escravos. Ao centralizar o fluxo de produtos e regular preços, a Coroa assegurava lucros elevados e barrava concorrentes estrangeiros. Simultaneamente, leis proibiam colonos de comerciar livremente, mantendo toda a mercancia sob o controle do Estado e de companhias privilegiadas. Analise o texto e avalie qual prática revela a lógica mercantil europeia para dominar o comércio no mundo atlântico.
- A) O estabelecimento de feitorias ao longo da costa atlântica africana para controlar o comércio de escravos e produtos tropicais
- B) O estímulo à imigração de europeus para criar mercados consumidores nos territórios ultramarinos
- C) A adoção de práticas de troca direta de bens com povos nativos sem intermediação comercial
- D) A concessão de terras a colonos para criação de plantações e redução da dependência de produtos importados
- E) O envio de missionários cristãos a interiores do continente com exclusividade de apreender riquezas locais
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Antes de olhar as alternativas, identifico a ideia central do texto. A Coroa queria garantir lucro sem depender da força direta. Para isso, usava feitorias, armazéns fortificados com autorização régia, que monopolizavam a compra e venda de ouro, marfim, açúcar e escravos, regulavam preços e barravam concorrentes. Ou seja, a lógica é de controle do comércio por meio de monopólio estatal e de companhias privilegiadas.
- Procuro a alternativa que expresse essa lógica. A alternativa A descreve o estabelecimento de feitorias para controlar o comércio de escravos e de produtos tropicais, o que corresponde diretamente ao texto. Essa é a prática que revela o monopólio mercantil.
- Analiso a restrição da alternativa A. Ela menciona apenas a costa africana, enquanto o texto cita também pontos do litoral americano. Mesmo assim, é a melhor opção, porque as demais não trazem a prática do monopólio comercial.
- Verifico as outras alternativas. A B está errada porque a imigração para criar mercados consumidores não aparece no texto, que trata de controle do comércio. A C está errada porque o texto fala de intermediação estatal e de proibição do comércio livre, o oposto da troca direta sem intermediários. A D está errada porque a concessão de terras para plantações e a redução de importações não são o foco do texto. A E está errada porque a atuação missionária e a apreensão de riquezas com exclusividade não são descritas no texto.
- Conclusão. A alternativa A é a que melhor revela a lógica mercantil europeia de domínio do comércio atlântico, em concordância com o gabarito oficial.
💡 Dica: Analise o texto para identificar a prática mercantil descrita.
Alternativa por alternativa
Corresponde ao sistema de postos fortificados monopolistas descrito, centralizando e controlando o comércio para benefício da Coroa.
O aluno acredita que a lógica mercantil dependia sobretudo de povoamento e de criação de consumidores nas colônias. O texto, porém, trata de controle do fluxo de mercadorias por monopólio, não de ocupação populacional.
Por que engana: Confundir práticas mercantis com outras ações coloniais, como imigração ou missão religiosa.
O aluno imagina que o comércio colonial se dava por troca direta, sem intermediários, como uma intuição de senso comum sobre escambo. O texto descreve justamente o contrário, com intermediação do Estado e de companhias e proibição do comércio livre.
O aluno associa a presença de colonos à autossuficiência produtiva e à redução de importações. O texto fala de proibição do comércio livre pelos colonos e de controle centralizado, e não de incentivo à produção local.
O aluno vincula a expansão europeia à ação missionária e à busca de riquezas locais por meio da religião. O texto não menciona missionários e trata de monopólio comercial exercido por feitorias e companhias.
Raio-X da questão
mercantilismo e feitorias
avaliacao
mercantilismo europeu · colonialismo e comércio atlântico
Estude o mercantilismo e o papel das feitorias no comércio colonial.
Confundir práticas mercantis com outras ações coloniais, como imigração ou missão religiosa.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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