Dados de uma pesquisa em fala coloquial revelam que, em 72% das conversas informais, falantes dizem “para mim…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Comparar o tratamento dado pela gramática tradicional e pelas gramáticas de uso contemporâneas em relação a diferentes tópicos gramaticais, de forma a perceber as diferenças de abordagem e o fenômeno da variação linguística e analisar motivações que levam ao predomínio do ensino da norma-padrão na escola.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Dados de uma pesquisa em fala coloquial revelam que, em 72% das conversas informais, falantes dizem “para mim fazer” em vez de “para eu fazer”. A gramática tradicional proíbe essa construção, argumentando que o verbo no infinitivo carece de sujeito expresso em forma oblíqua. Por outro lado, gramáticas de uso contemporâneas registram essa forma como efeito de mudança na norma, reconhecendo sua frequência e função comunicativa em contextos informais. Analise as orientações da gramática tradicional e das gramáticas de uso contemporâneas quanto ao uso do pronome em estruturas com infinitivo e identifique a alternativa que apresenta corretamente esse contraste.
- A) Tradicional tolera o pronome reto e uso contemporâneo critica essa forma em contexto informal
- B) Tradicional exige pronome reto antes do infinitivo e uso contemporâneo aceita apenas o oblíquo
- C) Tradicional proíbe o pronome oblíquo antes do infinitivo e uso contemporâneo admite sua ocorrência
- D) Tradicional admite alternância de caso do pronome e uso contemporâneo restringe-se ao pronome reto
- E) Tradicional considera obrigatório pronome oblíquo e uso contemporâneo recomenda pronome reto
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O fenômeno central é o uso do pronome oblíquo mim como sujeito de infinitivo, como em 'para mim fazer', em lugar da forma reta eu, prescrita em 'para eu fazer'. Passo 2: A gramática tradicional proíbe essa construção, pois considera que o infinitivo, nesse caso, pede sujeito expresso em forma reta. Passo 3: As gramáticas de uso contemporâneas não condenam a forma: reconhecem sua frequência na fala informal e a registram como resultado de mudança na norma, com função comunicativa. Passo 4: Portanto, a alternativa C descreve exatamente o contraste pedido: a tradição proíbe o pronome oblíquo antes do infinitivo, e o uso contemporâneo admite essa ocorrência. Passo 5: A alternativa A inverte as posições, pois a tradição não tolera o pronome reto nesse caso e o uso contemporâneo não critica a forma informal. Passo 6: A alternativa B também inverte o contraste, já que a tradição não é a que exige o reto no sentido de aceitar apenas essa forma, e o uso contemporâneo não aceita somente o oblíquo. Passo 7: A alternativa D está errada porque a tradição não admite alternância de caso, mas sim a proíbe, e o uso contemporâneo não se restringe ao pronome reto. Passo 8: A alternativa E também está invertida, pois a tradição não torna obrigatório o oblíquo e o uso contemporâneo não recomenda o reto como forma preferencial. Passo 9: Conclusão: concordo com o gabarito oficial, C.
💡 Dica: Compare as orientações tradicionais e contemporâneas sobre o uso do pronome antes do infinitivo.
Alternativa por alternativa
O aluno inverte as posições: acredita que a tradição tolera o pronome reto e que o uso contemporâneo condena a forma informal, sem perceber que a tradição é a que proíbe o oblíquo.
O aluno identifica corretamente a exigência tradicional do pronome reto, mas acredita que o uso contemporâneo aceita apenas o oblíquo, ignorando que o texto diz que a forma oblíqua é registrada como mudança de uso, não como única forma aceita.
Por que engana: Confundir o uso dos pronomes retos e oblíquos antes do infinitivo, invertendo as normas tradicionais e contemporâneas.
Tradicional condena “para mim fazer”; gramáticas de uso reconhecem e admitem essa ocorrência.
O aluno acredita que a gramática tradicional admite alternância de caso, confundindo a norma prescritiva com a variação observada na fala real, que o texto apresenta como fenômeno do uso.
O aluno inverte completamente as orientações, supondo que a tradição torna o oblíquo obrigatório e que os usos atuais recomendam o reto, o que contradiz o texto, que descreve o movimento inverso.
Raio-X da questão
uso do pronome antes do infinitivo
diagnostico
pronomes retos e oblíquos · estrutura do infinitivo
Estude o uso dos pronomes retos e oblíquos em estruturas com infinitivo.
Confundir o uso dos pronomes retos e oblíquos antes do infinitivo, invertendo as normas tradicionais e contemporâneas.
pensamento_critico
abstrato
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