Em setembro de 1792, durante a Revolução Francesa, rumores de uma conspiração realista provocaram ataques de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em setembro de 1792, durante a Revolução Francesa, rumores de uma conspiração realista provocaram ataques de grupos de sans-culottes contra prisões de Paris. Em poucos dias, clérigos, nobres e outros presos acusados de traição foram assassinados. Uma gravura posteriormente divulgada representa corpos espalhados diante de uma prisão e militantes populares conduzindo detentos para serem cercados. Ao circular no período pós-revolucionário, essa imagem participou dos debates sobre a legitimidade da violência política e sobre os limites da ação popular em defesa da Revolução. Com base no texto-base, qual hipótese explica melhor a contribuição dessa representação dos Massacres de Setembro para a construção da memória política na França pós-revolucionária?
- A) A representação enfatizou a violência popular, favorecendo leituras críticas aos excessos revolucionários e aos limites da ação política em nome da defesa do novo regime.
- B) A representação transformou os massacres em consenso político, eliminando divergências sobre a legitimidade da violência durante a Revolução Francesa.
- C) A representação apresentou os acontecimentos de maneira neutra, impedindo interpretações políticas sobre a violência ocorrida nas prisões parisienses.
- D) A representação confirmou que os presos assassinados eram conspiradores, transformando as acusações revolucionárias em fatos comprovados pela imagem.
- E) A representação glorificou a atuação dos sans-culottes, apresentando seus atos como defesa heroica e incontestável da Revolução Francesa.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Identifique o foco da pergunta. Ela pede a hipótese que melhor explica a contribuição da gravura sobre os Massacres de Setembro para a memória política na França pós-revolucionária, e não apenas o que a imagem mostra.
- Reúna as pistas do texto-base. Os massacres foram ataques de grupos populares (sans-culottes) contra presos acusados de traição; a imagem mostra corpos e militantes conduzindo detentos; e ela circulou no período pós-revolucionário, participando dos debates sobre a legitimidade da violência política e os limites da ação popular.
- Analise o sentido político dessa circulação. Se a gravura entrou nesses debates, ela não serviu como consenso nem como registro neutro: tornou visível a violência e alimentou questionamentos sobre seus excessos.
- Conclua. A alternativa A é a correta, pois afirma que a representação enfatizou a violência popular e favoreceu leituras críticas aos excessos revolucionários e aos limites da ação política, o que corresponde ao papel de contribuir para a memória política e para o debate.
- Verifique as alternativas erradas. A B está errada porque os debates existiam justamente por haver divergência sobre a violência. A C está errada porque a imagem é uma representação carregada de sentido político, não neutra. A D está errada porque uma gravura não comprova acusações e os presos não foram julgados pela imagem. A E está errada porque a imagem mostra a violência de forma dura, sem glorificar os atos como defesa incontestável.
💡 Dica: Analise a imagem e o texto para relacionar a representação dos massacres com a memória política.
Alternativa por alternativa
O texto-base informa que a imagem destacava corpos, prisões e a atuação de militantes populares, além de ter sido usada em debates sobre a legitimidade e os limites da violência política. Assim, é possível formular a hipótese de que sua circulação contribuiu para uma memória crítica dos excessos revolucionários, sem transformar automaticamente os envolvidos em heróis ou apresentar o episódio como neutro.
O aluno entende que a memória sobre os massacres foi unânime, como se a imagem tivesse encerrado as discussões sobre a violência revolucionária.
O aluno acredita que uma imagem de acontecimento violento pode ser neutra e, por isso, não gera interpretações políticas, ignorando que o próprio texto diz que ela participou dos debates.
O aluno confunde representação visual com prova: supõe que a gravura comprova que os presos eram conspiradores, quando ela apenas registra a violência e circulou como parte de um debate.
O aluno lê a cena de violência como exaltação dos sans-culottes, ignorando que a gravura mostra corpos e detentos sendo conduzidos, o que aponta para a crítica e não para a glorificação heroica.
Raio-X da questão
memória política e representação histórica
avaliacao
Revolução Francesa e contexto histórico
estude como imagens e relatos influenciam a construção da memória histórica
Confundir a representação da violência com uma narrativa neutra ou glorificadora sem considerar o contexto político.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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