— Por que essa estátua mostra um guerreiro com armadura segurando uma cruz? — perguntou um visitante ao ler a…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Aplicar os conceitos de Estado, nação, território, governo e país para o entendimento de conflitos e tensões.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Por que essa estátua mostra um guerreiro com armadura segurando uma cruz? — perguntou um visitante ao ler a inscrição no pedestal: “Nuno Álvares Pereira — Beato Nuno (1360–1431)”. A placa ao lado, produzida pela prefeitura de Rio Maior, explica que ele foi “condestável”, isto é, comandante militar que liderou tropas portuguesas na crise de 1383–1385, quando a sucessão ao trono abriu a possibilidade de Portugal ser incorporado por Castela. O texto também afirma que, após as vitórias militares, ele se retirou para a vida religiosa, o que ajuda a entender a presença do símbolo cristão na escultura. Para o folheto, lembrar essa figura em praça pública é uma forma de “valorizar a independência do reino e a unidade do povo”. Interprete, com base no texto-base e nos símbolos presentes na imagem, a finalidade histórica mais coerente com a construção dessa homenagem em espaço público.
- A) Evidenciar a submissão do poder régio português às ordens diretas do papado.
- B) Evidenciar a denúncia da colonização americana como base do Estado português.
- C) Evidenciar a aceitação da anexação de Portugal por Castela após 1383.
- D) Evidenciar o impulso das navegações e conquistas ultramarinas do século XV.
- E) Evidenciar a defesa da autonomia do reino e legitimar a nova dinastia na crise de 1383–1385.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Identifique o personagem e o contexto. A inscrição no pedestal traz Nuno Álvares Pereira, condestável que comandou as tropas portuguesas durante a crise de 1383–1385, quando a morte do rei D. Fernando abriu a disputa sucessória e a possibilidade de Portugal ser incorporado por Castela.
- Relacione o símbolo religioso à biografia. O texto diz que, após as vitórias militares, Nuno se retirou para a vida religiosa. Por isso a cruz na escultura não indica submissão política, mas sim a dimensão religiosa de sua trajetória, que também foi usada para associá-lo à identidade cristã do reino.
- Identifique a finalidade da homenagem. O folheto afirma que lembrar a figura em praça pública serve para valorizar a independência do reino e a unidade do povo. Assim, a estátua funciona como memória cívica que associa a defesa da autonomia portuguesa à legitimação da nova dinastia de Avis, que venceu a crise com apoio decisivo do condestável.
- Conclua. A alternativa E reúne os dois elementos centrais: defesa da autonomia do reino e legitimação da nova dinastia no contexto de 1383–1385.
- Analise as demais alternativas. A foi descartada porque a homenagem enfatiza a independência, não a submissão ao papado. B foi descartada porque o texto não trata de colonização americana, que ocorreu séculos depois. C foi descartada porque a anexação por Castela era justamente o que a crise evitou. D foi descartada porque as navegações e conquistas ultramarinas não aparecem no texto nem na crise de 1383–1385.
💡 Dica: Analise o texto e os símbolos para relacionar com o contexto histórico da crise de 1383–1385.
Alternativa por alternativa
O aluno associa a cruz e a vida religiosa do personagem a uma subordinação política do rei ao papa, ignorando que o texto enfatiza a independência do reino.
Por que engana: Confundir a crise de 1383–1385 com outros eventos históricos ou interpretar erroneamente o papel de Nuno Álvares Pereira.
O aluno confunde o contexto do século XIV com a colonização da América, que só ocorreu a partir do final do século XV, e imagina uma crítica que não aparece no texto.
O aluno entende que a crise de 1383–1385 teria sido resolvida com a aceitação da anexação castelhana, quando o texto mostra que Nuno lutou justamente para impedi-la.
O aluno associa Portugal do período a navegações e expansão marítima, de forma anacrônica, sem perceber que a crise e a estátua tratam de sucessão e independência, não de expansão ultramarina.
A cruz e a armadura reforçam a memória do “guerreiro-santo”, ligada às vitórias que sustentaram a independência e o novo rei.
Raio-X da questão
Crise de 1383–1385 e independência
avaliacao
Contexto histórico Portugal medieval · Dinastias portuguesas
Estude a crise de 1383–1385 e o papel de Nuno Álvares Pereira na independência de Portugal.
Confundir a crise de 1383–1385 com outros eventos históricos ou interpretar erroneamente o papel de Nuno Álvares Pereira.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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