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História8º anoBNCC EF08HI06Média⏱ medio

— Por que essa estátua mostra um guerreiro com armadura segurando uma cruz? — perguntou um visitante ao ler a…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EF08HI06

Aplicar os conceitos de Estado, nação, território, governo e país para o entendimento de conflitos e tensões.

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

— Por que essa estátua mostra um guerreiro com armadura segurando uma cruz? — perguntou um visitante ao ler a inscrição no pedestal: “Nuno Álvares Pereira — Beato Nuno (1360–1431)”. A placa ao lado, produzida pela prefeitura de Rio Maior, explica que ele foi “condestável”, isto é, comandante militar que liderou tropas portuguesas na crise de 1383–1385, quando a sucessão ao trono abriu a possibilidade de Portugal ser incorporado por Castela. O texto também afirma que, após as vitórias militares, ele se retirou para a vida religiosa, o que ajuda a entender a presença do símbolo cristão na escultura. Para o folheto, lembrar essa figura em praça pública é uma forma de “valorizar a independência do reino e a unidade do povo”. Interprete, com base no texto-base e nos símbolos presentes na imagem, a finalidade histórica mais coerente com a construção dessa homenagem em espaço público.

  1. A) Evidenciar a submissão do poder régio português às ordens diretas do papado.
  2. B) Evidenciar a denúncia da colonização americana como base do Estado português.
  3. C) Evidenciar a aceitação da anexação de Portugal por Castela após 1383.
  4. D) Evidenciar o impulso das navegações e conquistas ultramarinas do século XV.
  5. E) Evidenciar a defesa da autonomia do reino e legitimar a nova dinastia na crise de 1383–1385.

✅ Resposta correta: alternativa E

Resolução passo a passo

  1. Identifique o personagem e o contexto. A inscrição no pedestal traz Nuno Álvares Pereira, condestável que comandou as tropas portuguesas durante a crise de 1383–1385, quando a morte do rei D. Fernando abriu a disputa sucessória e a possibilidade de Portugal ser incorporado por Castela.
  2. Relacione o símbolo religioso à biografia. O texto diz que, após as vitórias militares, Nuno se retirou para a vida religiosa. Por isso a cruz na escultura não indica submissão política, mas sim a dimensão religiosa de sua trajetória, que também foi usada para associá-lo à identidade cristã do reino.
  3. Identifique a finalidade da homenagem. O folheto afirma que lembrar a figura em praça pública serve para valorizar a independência do reino e a unidade do povo. Assim, a estátua funciona como memória cívica que associa a defesa da autonomia portuguesa à legitimação da nova dinastia de Avis, que venceu a crise com apoio decisivo do condestável.
  4. Conclua. A alternativa E reúne os dois elementos centrais: defesa da autonomia do reino e legitimação da nova dinastia no contexto de 1383–1385.
  5. Analise as demais alternativas. A foi descartada porque a homenagem enfatiza a independência, não a submissão ao papado. B foi descartada porque o texto não trata de colonização americana, que ocorreu séculos depois. C foi descartada porque a anexação por Castela era justamente o que a crise evitou. D foi descartada porque as navegações e conquistas ultramarinas não aparecem no texto nem na crise de 1383–1385.

💡 Dica: Analise o texto e os símbolos para relacionar com o contexto histórico da crise de 1383–1385.

Alternativa por alternativa

A Erradaerro: Interpretaçãoa que mais engana

O aluno associa a cruz e a vida religiosa do personagem a uma subordinação política do rei ao papa, ignorando que o texto enfatiza a independência do reino.

Por que engana: Confundir a crise de 1383–1385 com outros eventos históricos ou interpretar erroneamente o papel de Nuno Álvares Pereira.

B Erradaerro: Conceitual

O aluno confunde o contexto do século XIV com a colonização da América, que só ocorreu a partir do final do século XV, e imagina uma crítica que não aparece no texto.

C Erradaerro: Interpretação

O aluno entende que a crise de 1383–1385 teria sido resolvida com a aceitação da anexação castelhana, quando o texto mostra que Nuno lutou justamente para impedi-la.

D Erradaerro: Conceitual

O aluno associa Portugal do período a navegações e expansão marítima, de forma anacrônica, sem perceber que a crise e a estátua tratam de sucessão e independência, não de expansão ultramarina.

E Correta

A cruz e a armadura reforçam a memória do “guerreiro-santo”, ligada às vitórias que sustentaram a independência e o novo rei.

Raio-X da questão

Dificuldade Média
Bloom Avaliar
Leitura medio
Discriminação alto
Peso pedagógico medio
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade unica
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativa🧩 consolidacao
🎯 Conceito central

Crise de 1383–1385 e independência

📌 Objetivo

avaliacao

🧱 Pré-requisitos

Contexto histórico Portugal medieval · Dinastias portuguesas

📚 Reveja

Estude a crise de 1383–1385 e o papel de Nuno Álvares Pereira na independência de Portugal.

⚠️ Erro mais comum

Confundir a crise de 1383–1385 com outros eventos históricos ou interpretar erroneamente o papel de Nuno Álvares Pereira.

🌎 Tema transversal

cidadania_etica

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

historico

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