Um museu de história prepara um áudio-guia sobre o Império Cajar (Pérsia) no século XIX. Na sala dedicada à…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Um museu de história prepara um áudio-guia sobre o Império Cajar (Pérsia) no século XIX. Na sala dedicada à corte, a curadoria decidiu expor o retrato fotográfico de Maleque Jaã Canum, Made e Olia, apresentado ao público como esposa do xá Maomé Xá Cajar e, depois, como rainha-mãe de Naceradim Xá. O texto de parede informa que ela ocupou formalmente a posição de xabanu por um curto intervalo em 1848, mas destaca sua influência política por décadas, em meio a disputas dinásticas e decisões de governo tomadas no ambiente palaciano. Observando a imagem, os estudantes notam o uso de fotografia de estúdio e a pose cuidadosamente construída, associada a status e autoridade na cultura de corte. Analise o texto-base e a fotografia e conclua qual formulação melhor sintetiza uma hipótese histórica para o áudio-guia sobre como esse retrato pode ser usado para discutir poder político na corte cajar.
- A) Defender que a imagem representa uma líder eleita, típica de regimes republicanos, e por isso sua autoridade não era dinástica.
- B) Afirmar que a fotografia prova a existência de direitos políticos iguais para todas as mulheres na Pérsia do século XIX.
- C) Indicar que o poder feminino na corte podia ser exercido por posição dinástica e redes palacianas, mesmo com cargos formais breves.
- D) Sustentar que o retrato evidencia ausência de participação política, pois a imagem mostra apenas uma figura em situação doméstica.
- E) Concluir que a influência de Maleque Jaã Canum ocorreu porque a fotografia, ao circular, criou o cargo de xabanu em 1848.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Identifique o foco da questão. O enunciado pede a hipótese histórica que melhor sintetiza como o retrato pode ser usado para discutir poder político na corte cajar. A fotografia de estúdio e a pose construída indicam status e autoridade, e o texto de parede mostra que Maleque Jaã Canum teve influência política por décadas, mesmo ocupando o cargo formal de xabanu apenas por um curto intervalo em 1848. Passo 2: Separe o cargo formal da influência real. O texto diz que o cargo foi breve, mas a influência durou décadas e se deu em disputas dinásticas e em decisões tomadas no ambiente palaciano. Isso mostra que o poder na corte não dependia só de títulos oficiais, mas também de vínculos familiares e de redes de contatos dentro do palácio. Passo 3: Verifique a alternativa C. Ela afirma que o poder feminino na corte podia ser exercido por posição dinástica e redes palacianas, mesmo com cargos formais breves. Essa formulação combina a evidência do texto (cargo breve, influência longa, disputas dinásticas) e a leitura da pose e do estúdio como símbolos de autoridade na cultura de corte. Passo 4: Analise as alternativas erradas. A afirma que a imagem representa uma líder eleita, mas o texto fala de posição dinástica e de corte, não de eleição. B tira uma conclusão geral que a fotografia de uma única mulher não consegue provar. D confunde a pose de estúdio com ausência de poder, quando a pose é justamente um sinal de status. E inverte a causalidade, porque a fotografia não criou o cargo de xabanu; ela apenas registra a posição de quem já tinha influência. Passo 5: Conclusão. A alternativa C é a única que relaciona a imagem, o cargo breve e a influência duradoura por meio de mecanismos dinásticos e palacianos, por isso é a hipótese mais adequada para o áudio-guia.
💡 Dica: Relacione a posição dinástica e as redes palacianas à influência política, sem extrapolar o que a fotografia comprova.
Alternativa por alternativa
O aluno imagina que qualquer líder com autoridade política precisa ter sido eleita, como em repúblicas, e não percebe que na corte cajar o poder vinha de linhagem e de posição dinástica.
O aluno transforma um retrato individual em prova de direitos políticos gerais para todas as mulheres, extrapolando de um caso isolado para uma conclusão que a fonte não sustenta.
Por que engana: Confundir a representação visual com prova direta de direitos políticos universais ou de ausência de participação política, sem considerar o contexto dinástico e palaciano.
Articula o dado do texto (regência curta e influência longa) à imagem (retrato oficial), sugerindo agência política por status dinástico.
O aluno interpreta a pose e o cenário de estúdio como sinais de vida doméstica e de ausência de poder, quando o texto e a própria pose indicam status e autoridade.
O aluno inverte a causalidade e supõe que a fotografia criou o cargo e a influência da personagem, quando o registro fotográfico apenas representa uma posição de poder já existente.
Raio-X da questão
Poder feminino na corte
avaliacao
Poder dinástico e sucessão · Leitura crítica de fontes visuais
Revise as formas de exercício do poder dinástico e a atuação de mulheres nas cortes do século XIX.
Confundir a representação visual com prova direta de direitos políticos universais ou de ausência de participação política, sem considerar o contexto dinástico e palaciano.
multiculturalismo
pensamento_critico
historico
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