Os centros artísticos, na verdade, poderiam ser definidos como lugares caracterizados pela presença de um…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Debater e avaliar o papel da indústria cultural e das culturas de massa no estímulo ao consumismo, seus impactos econômicos e socioambientais, com vistas à percepção crítica das necessidades criadas pelo consumo e à adoção de hábitos sustentáveis.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Os centros artísticos, na verdade, poderiam ser definidos como lugares caracterizados pela presença de um número razoável de artistas e de grupos significativos de consumidores, que por motivações variadas — glorificação familiar ou individual, desejo de hegemonia ou ânsia de salvação eterna — estão dispostos a investir em obras de arte uma parte das suas riquezas. Este último ponto implica, evidentemente, que o centro seja um lugar ao qual afluem quantidades consideráveis de recursos eventualmente destinados à produção artística. Além disso, poderá ser dotado de instituições de tutela, formação e promoção de artistas, bem como de distribuição das obras. Por fim, terá um público muito mais vasto que o dos consumidores propriamente ditos: um público não homogêneo, certamente (...). (Carlo Ginzburg. A micro-história e outros ensaios, 1991.) Os “centros artísticos” descritos no texto podem ser identificados UNESP - 2012
- A) nos mosteiros medievais, onde se valorizava especialmente a arte sacra.
- B) nas cidades modernas, onde floresceu o Renascimento cultural.
- C) nos centros urbanos romanos, onde predominava a escultura gótica.
- D) nas cidades-estados gregas, onde o estilo dórico era hegemônico.
- E) nos castelos senhoriais, onde prevalecia a arquitetura românica.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O texto de Carlo Ginzburg define centros artísticos como lugares com muitos artistas e grupos de consumidores ricos que investem em obras de arte por motivos como glorificação familiar ou individual, desejo de hegemonia e ânsia de salvação eterna. Também fala de instituições de formação, tutela e distribuição de obras, e de um público amplo.
- Esse quadro corresponde às cidades italianas da Idade Moderna, como Florença, Veneza e Roma, durante o Renascimento. Nelas, banqueiros, comerciantes e nobres (como a família Médici) financiavam pintores, escultores e arquitetos, e surgiram academias e oficinas que formavam artistas.
- Por isso, a alternativa correta é a B, nas cidades modernas, onde floresceu o Renascimento cultural. O gabarito oficial coincide com essa conclusão.
- Por que as outras estão erradas: a A fala de mosteiros medievais, mas o texto destaca consumidores ricos e um público amplo, não a produção concentrada em conventos. A C aponta a escultura gótica, que não é estilo romano, e o gótico é posterior ao período romano. A D cita o estilo dórico das cidades-estados gregas, que não corresponde à descrição de investimento privado e instituições de formação. A E situa a arquitetura românica em castelos senhoriais, o que não bate com um centro urbano com instituições e público vasto.
💡 Dica: Identifique o contexto histórico e artístico descrito no texto para relacionar com as alternativas.
Alternativa por alternativa
O aluno associa a arte à Igreja medieval e acredita que o investimento artístico estava concentrado nos mosteiros, ignorando o papel de mecenas leigos e de consumidores ricos descrito no texto.
Certa porque as cidades modernas do Renascimento, especialmente na Itália, tinham muitos artistas, consumidores ricos como burgueses e nobres interessados em investir em arte, instituições de formação e promoção artística, e um público mais amplo e diversificado. Esse cenário corresponde ao conceito de 'centro artístico' apresentado no texto.
O aluno confunde o período romano com o gótico, achando que a escultura gótica era predominante em centros urbanos da Roma antiga, sem perceber a cronologia dos estilos.
Por que engana: Confundir períodos históricos e estilos artísticos, como associar escultura gótica a Roma ou arquitetura românica a castelos senhoriais.
O aluno supõe que a riqueza artística grega se explica por seu estilo dórico, esquecendo que o texto trata de financiamento privado e de instituições de formação e promoção, características que não aparecem no enunciado.
O aluno vincula a arte românica aos castelos senhoriais, sem reconhecer que o texto descreve um centro urbano com público amplo e instituições, e não residências feudais isoladas.
Raio-X da questão
centros artísticos históricos
diagnostico
historia da arte · movimentos artísticos históricos
Estude os principais centros artísticos e estilos históricos da antiguidade e Renascimento.
Confundir períodos históricos e estilos artísticos, como associar escultura gótica a Roma ou arquitetura românica a castelos senhoriais.
multiculturalismo
pensamento_critico
historico
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