Dados ilustrativos: em regiões ribeirinhas de um grande rio, grupos de artistas populares percorrem vilarejos…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, contextualizar e criticar tipologias evolutivas (populações nômades e sedentárias, entre outras) e oposições dicotômicas (cidade/campo, cultura/ natureza, civilizados/bárbaros, razão/emoção, material/virtual etc.), explicitando suas ambiguidades.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Dados ilustrativos: em regiões ribeirinhas de um grande rio, grupos de artistas populares percorrem vilarejos e pequenas cidades, ofertando espetáculos itinerantes segundo o calendário festivo local. Eles não mantêm residência fixa e improvisam palcos em diferentes localidades. Há, no entanto, programas estatais que condicionam apoio financeiro à criação de ateliês fixos, exigindo endereço cadastrado e comprovante de habitação regular. Em contraste, ceramistas urbanos mantêm oficinas permanentes em centros culturais, contando com infraestrutura de abastecimento e divulgação estável. Essa dicotomia entre práticas móveis e estabelecidas reflete diferentes formas de apropriação do espaço social e cultural. Com base no texto-base, proponha medida sociológica que valorize as práticas nômades sem impor sedentarização compulsória.
- A) Construir ateliês fixos em áreas urbanas para todos os grupos artísticos itinerantes
- B) Exigir comprovação de endereço para liberação de recursos a todos os artistas
- C) Criar editais de circulação itinerante assegurando direitos territoriais em múltiplas localidades
- D) Limitar a circulação itinerante a roteiros oficiais predefinidos pelo poder público
- E) Destinar verbas apenas para oficinas permanentes em centros culturais
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O texto descreve artistas itinerantes ribeirinhos que não têm residência fixa e se apresentam em vilarejos conforme o calendário festivo. Em contraste, os programas estatais exigem endereço cadastrado e ateliês fixos, o que obriga a sedentarização. A pergunta pede uma medida que valorize as práticas nômades sem impor sedentarização compulsória.
- A alternativa C propõe editais de circulação itinerante, ou seja, um instrumento de apoio pensado para a mobilidade. Ao assegurar direitos territoriais em múltiplas localidades, reconhece que o território desses grupos é o conjunto de lugares por onde circulam, e não um endereço único. Isso valoriza a prática nômade e não exige fixação.
- A alternativa A é errada porque obriga os grupos itinerantes a construir ateliês fixos em áreas urbanas, o que é justamente a sedentarização compulsória que o enunciado proíbe.
- A alternativa B é errada porque exigir comprovação de endereço para liberar recursos repete a exigência criticada no texto e exclui quem não tem residência fixa.
- A alternativa D é errada porque limitar a circulação a roteiros oficiais restringe a liberdade de movimento e subordina a prática cultural ao controle estatal, indo contra a valorização do nomadismo.
- A alternativa E é errada porque destina verbas somente às oficinas permanentes, deixando de fora as práticas itinerantes e reforçando a dicotomia criticada no texto.
- Conclusão: o gabarito oficial C está correto. A medida que valoriza as práticas nômades sem impor sedentarização é a criação de editais voltados à circulação itinerante.
💡 Dica: Analise as alternativas considerando a valorização das práticas nômades sem sedentarização.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a valorização da cultura exige infraestrutura fixa e que a solução é levar os artistas para ateliês urbanos, sem perceber que isso contraria a própria prática itinerante.
Por que engana: Escolher alternativas que impõem sedentarização ou restringem a circulação dos grupos artísticos itinerantes, ignorando a valorização da mobilidade cultural.
O aluno entende que exigir comprovação de endereço é uma forma neutra de organizar a liberação de recursos, sem notar que ela exclui justamente quem não tem residência fixa, como descrito no texto.
Valoriza mobilidade cultural ao reconhecer direitos e apoiar circuitos móveis, sem exigir fixidez.
O aluno associa valorização cultural a organização e controle estatal, imaginando que roteiros predefinidos protegem os artistas, quando na verdade limitam a liberdade de circulação que o texto valoriza.
O aluno acredita que apenas as oficinas permanentes em centros culturais têm estrutura suficiente para receber verbas, ignorando que o enunciado pede uma medida que inclua as práticas nômades.
Raio-X da questão
práticas culturais nômades e sedentarização
avaliacao
espaço social e cultural · políticas públicas culturais
estude formas de apropriação do espaço social e cultural e políticas públicas para grupos culturais itinerantes
Escolher alternativas que impõem sedentarização ou restringem a circulação dos grupos artísticos itinerantes, ignorando a valorização da mobilidade cultural.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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