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Língua PortuguesaENEMBNCC EM13LP01Média⏱ medio

ENEM - 2009 **Texto I** Acompanhando os navegadores, colonizadores e comerciantes portugueses em todas as suas…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13LP01

Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

ENEM - 2009 **Texto I** Acompanhando os navegadores, colonizadores e comerciantes portugueses em todas as suas incríveis viagens, a partir do século XV, o português se transformou na língua de um império. Nesse processo, entrou em contato — forçado, o mais das vezes; amigável, em alguns casos — com as mais diversas línguas, passando por processos de variação e de mudança linguística. Assim, contar a história do português do Brasil é mergulhar na sua história colonial e de país independente, já que as línguas não são mecanismos desgarrados dos povos que as utilizam. Nesse cenário, são muitos os aspectos da estrutura linguística que não só expressam a diferença entre Portugal e Brasil como também definem, no Brasil, diferenças regionais e sociais. PAGOTTO, E. P. **Línguas do Brasil.** Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br. Acesso em: 5 jul. 2009 (adaptado). **Texto II** Barbarismo é vício que se comete na escritura de cada uma das partes da construção ou na pronunciação. E em nenhuma parte da Terra se comete mais essa figura da pronunciação que nestes reinos, por causa das muitas nações que trouxemos ao jugo do nosso serviço. Porque bem como os Gregos e Romanos haviam por _bárbaras_ todas as outras nações estranhas a eles, por não poderem formar sua linguagem, assim nós podemos dizer que as nações de África, Guiné, Ásia, Brasil barbarizam quando querem imitar a nossa. BARROS, J. **Gramática da língua portuguesa.** Porto: Porto Editora, 1957 (adaptado). Os textos abordam o contato da língua portuguesa com outras línguas e processos de variação e de mudança decorridos desse contato. Da comparação entre os textos, conclui-se que a posição de João de Barros (Texto II), em relação aos usos sociais da linguagem, revela Os textos abordam o contato da língua portuguesa com outras línguas e processos de variação e de mudança decorridos desse contato. Da comparação entre os textos, conclui-se que a posição de João de Barros (Texto II), em relação aos usos sociais da linguagem, revela

  1. A) Atitude crítica do autor quanto à gramática que as nações a serviço de Portugal possuíam e, ao mesmo tempo, de benevolência quanto ao conhecimento que os povos tinham de suas línguas.
  2. B) Atitude preconceituosa relativa a vícios culturais das nações sob domínio português, dado o interesse dos falantes dessa línguas em copiar a língua do império, o que implicou a falência do idioma falado em Portugal.
  3. C) O desejo de conservar, em Portugal, as estruturas da variante padrão da língua grega — em oposição às consideradas bárbaras —, em vista da necessidade de preservação do padrão de correção dessa língua à época.
  4. D) Adesão à concepção de língua como entidade homogênea e invariável, e negação da ideia de que a língua portuguesa pertence a outros povos.
  5. E) Atitude crítica, que se estende à própria língua portuguesa, por se tratar de sistema que não disporia de elementos necessários para a plena inserção sociocultural de falantes não nativos do português.

✅ Resposta correta: alternativa D

Resolução passo a passo

  1. O Texto I mostra que a língua muda e varia com o contato entre povos e com a história, ou seja, a língua é dinâmica e não um bloco fixo. Passo 2: No Texto II, João de Barros trata como vício (barbarismo) a pronúncia dos povos da África, da Guiné, da Ásia e do Brasil quando tentam imitar o português, comparando-os aos 'bárbaros' que gregos e romanos desprezavam. Passo 3: Ao julgar esses desvios como falhas, ele pressupõe que existe uma forma única, correta e fixa da língua, pertencente a Portugal. Isso revela a concepção de língua como entidade homogênea e invariável e a negação de que outros povos possam ser donos legítimos do português. Passo 4: Portanto, a alternativa D é a correta, e coincide com o gabarito oficial. Passo 5: A alternativa A está errada porque não há benevolência no texto; o autor condena os usos linguísticos dos povos dominados. A alternativa B está errada porque o texto não fala em falência do português em Portugal; o foco é o preconceito contra falantes não portugueses. A alternativa C está errada porque o grego aparece apenas como comparação histórica, não como padrão a ser preservado em Portugal. A alternativa E está errada porque o autor não critica o sistema da língua portuguesa; ele a toma como modelo e atribui os problemas aos falantes que a imitam mal.

💡 Dica: Compare as ideias dos textos para entender a evolução e variação da língua portuguesa.

Alternativa por alternativa

A Erradaerro: Interpretação

Acredita que o autor critica a gramática dos povos e é benevolente com o conhecimento que eles têm de suas línguas, lendo a condenação dos desvios como elogio.

B Erradaerro: Interpretaçãoa que mais engana

Entende que o texto condena vícios culturais e afirma a decadência do idioma em Portugal, confundindo a condenação de desvios de pronúncia com um diagnóstico de falência da língua.

Por que engana: Confundir a ideia de língua homogênea com a aceitação das variações linguísticas que ocorrem em diferentes contextos sociais e regionais.

C Erradaerro: Conceitual

Supõe que o grego clássico é o padrão de correção que deveria ser conservado em Portugal, confundindo a comparação histórica feita pelo autor com o argumento central do texto.

D Correta

A alternativa correta, pois Barros acredita na homogeneidade da língua portuguesa, desconsiderando as variações das línguas dos povos colonizados.

E Erradaerro: Interpretação

Acha que o autor considera o português incapaz de integrar socialmente falantes não nativos, confundindo a crítica aos falantes que imitam mal a língua com uma crítica ao próprio sistema linguístico.

Raio-X da questão

Dificuldade Média
Bloom Analisar
Leitura medio
Discriminação medio
Peso pedagógico medio
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade dupla
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativa🧩 progressao
🎯 Conceito central

variação linguística; história do português

📌 Objetivo

diagnostico

🧱 Pré-requisitos

variação linguística · história do português

📚 Reveja

Estude a história da língua portuguesa e os conceitos de variação e mudança linguística.

⚠️ Erro mais comum

Confundir a ideia de língua homogênea com a aceitação das variações linguísticas que ocorrem em diferentes contextos sociais e regionais.

🌎 Tema transversal

cidadania_etica

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

historico

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