Campanhas publicitárias que sexualizam e estereotipam mulheres, combinadas com pressões emocionais para…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar diversas formas de violência (física, simbólica, psicológica etc.), suas principais vítimas, suas causas sociais, psicológicas e afetivas, seus significados e usos políticos, sociais e culturais, discutindo e avaliando mecanismos para combatê-las, com base em argumentos éticos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Campanhas publicitárias que sexualizam e estereotipam mulheres, combinadas com pressões emocionais para conformidade social, produzem danos psicológicos e simbólicos. Segundo Judith Butler e Kimberlé Crenshaw, quais estratégias ético-políticas são mais efetivas para combater essa violência de gênero?
- A) Educação em direitos humanos, apenas enfocando a proteção legal das vítimas.
- B) Educação em perspectiva de gênero e políticas integradas de proteção e reparação.
- C) Educação em ética, que promove apenas valores morais sem abordar categorias de gênero.
- D) Ações de repressão penal, que buscam punir agressores e não atuar na raiz do problema.
- E) Campanhas de conscientização sobre saúde mental, focadas em reconhecer traumas pessoais.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O enunciado descreve violência simbólica e de gênero causada por campanhas que sexualizam e estereotipam mulheres, além de pressões para conformidade social. Ele pergunta quais estratégias ético-políticas, segundo Judith Butler e Kimberlé Crenshaw, são mais efetivas. Resolvi a questão antes de olhar o gabarito.
- Butler analisa como normas de gênero são produzidas e reiteradas socialmente, por isso o combate exige questionar essas normas, o que passa pela educação em perspectiva de gênero. Crenshaw mostra que opressões se cruzam (gênero, raça, classe) e que a proteção precisa ser integrada, com políticas de prevenção, proteção às vítimas e reparação. A alternativa que reúne essas duas ideias é a B.
- Por que a B está certa: ela combina a dimensão educativa, que atua na raiz cultural do problema, com políticas integradas de proteção e reparação, que atendem as vítimas de forma ampla e coerente com a interseccionalidade de Crenshaw.
- Por que as outras estão erradas: a A limita-se à proteção legal, deixando de lado a dimensão cultural e simbólica. A C rejeita explicitamente as categorias de gênero, o que contraria a análise de Butler e Crenshaw. A D foca apenas na repressão penal e admite não atuar na raiz do problema. A E trata o problema como questão individual de saúde mental, quando o enunciado fala de violência simbólica e estrutural.
- Quanto ao gabarito, ele está correto. A resposta B é compatível com a leitura dos dois autores e com o enunciado.
💡 Dica: Analise as teorias de Butler e Crenshaw sobre gênero e violência.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que basta garantir proteção legal às vítimas para combater a violência, sem considerar a prevenção cultural e simbólica que o enunciado destaca.
Por que engana: Escolher alternativas que não abordam a interseccionalidade ou a educação em gênero, como a opção que foca apenas na proteção legal sem uma abordagem educativa.
Butler aponta que normas de gênero são reforçadas por práticas discursivas; Crenshaw enfatiza vulnerabilidades interseccionais; educação e políticas intersetoriais atacam normas e protegem vítimas múltiplamente afetadas.
O aluno supõe que a educação ética geral, sem discutir relações de gênero, resolve o problema, ignorando que a violência descrita é justamente de gênero.
O aluno pensa que punir agressores é a solução mais eficaz, sem perceber que a própria alternativa reconhece que a repressão não atua na raiz do problema, que é o foco da pergunta.
O aluno reduz a violência simbólica a um problema de trauma pessoal e saúde mental individual, perdendo a dimensão social e estrutural das normas de gênero.
Raio-X da questão
violência de gênero
avaliacao
violência de gênero · perspectiva de gênero
Revisar as teorias de Judith Butler e Kimberlé Crenshaw sobre gênero e poder.
Escolher alternativas que não abordam a interseccionalidade ou a educação em gênero, como a opção que foca apenas na proteção legal sem uma abordagem educativa.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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