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Filosofia3ª sérieBNCC EM13CHS202Difícil⏱ medio

A manutenção permanente de um 'estado de emergência' favorece, à luz de Arendt, a emergência da banalidade do…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13CHS202

Analisar e avaliar os impactos das tecnologias na estruturação e nas dinâmicas de grupos, povos e sociedades contemporâneos (fluxos populacionais, financeiros, de mercadorias, de informações, de valores éticos e culturais etc.), bem como suas interferências nas decisões políticas, sociais, ambientais, econômicas e culturais.

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

A manutenção permanente de um 'estado de emergência' favorece, à luz de Arendt, a emergência da banalidade do mal? Responda concisamente.

  1. A) Sim; normaliza exceções e procedimentos administrativos arbitrários, diluindo responsabilidade e reflexão moral.
  2. B) Estados de emergência garantem proteção total às liberdades individuais.
  3. C) Manter um estado de emergência fortalece a responsabilidade individual.
  4. D) Exceções são sempre justificadas em estados normais de governança.
  5. E) A banalidade do mal ocorre em situações de intensa moralidade e reflexão.

✅ Resposta correta: alternativa A

Resolução passo a passo

  1. Em Hannah Arendt, a banalidade do mal (Eichmann em Jerusalém) descreve o mal praticado por pessoas comuns que deixam de pensar criticamente e passam a cumprir ordens e procedimentos sem reflexão moral. A questão pergunta se a manutenção permanente de um estado de emergência favorece esse fenômeno. Resolvi por conta própria antes de checar o gabarito.
  2. Um estado de emergência permanente transforma a exceção em regra. Quando medidas excepcionais viram rotina, a administração passa a agir com procedimentos arbitrários, a responsabilidade se dilui entre muitos agentes e a reflexão moral perde espaço para a obediência burocrática. Esse é exatamente o ambiente em que a banalidade do mal floresce, o que torna a alternativa A coerente com a teoria arendtiana.
  3. Comparando com o gabarito oficial (A), a resposta coincide com a minha conclusão.
  4. Por que as outras alternativas estão erradas: a B está errada porque afirma uma proteção total às liberdades, o oposto do risco que Arendt associa à exceção permanente; a C está errada porque a responsabilidade individual tende a ser diluída, e não fortalecida, em regimes de exceção; a D está errada porque aceita como sempre justificada a exceção, justamente a naturalização que favorece o mal banal; a E está errada porque inverte a tese de Arendt, já que a banalidade do mal ocorre justamente pela ausência de reflexão, e não em contextos de intensa reflexão moral.
  5. Resposta concisa: sim, a manutenção permanente de um estado de emergência favorece a banalidade do mal, pois normaliza exceções, dilui responsabilidades e enfraquece o juízo moral.

💡 Dica: Analise a relação entre estado de emergência e banalidade do mal segundo Arendt.

Alternativa por alternativa

A Correta

Arendt alerta que quando medidas excecionais se tornam rotina, decisões danosas passam a ser executadas como simples procedimentos burocráticos, sem julgamentos morais ou responsabilização.

B Erradaerro: Senso comuma que mais engana

O aluno supõe que a suspensão de garantias em situações de emergência protege integralmente as liberdades individuais, confundindo segurança institucional com proteção de direitos.

Por que engana: Confundir a banalidade do mal com a ideia de que estados de emergência sempre protegem as liberdades individuais, ignorando a diluição da responsabilidade moral.

C Erradaerro: Conceitual

O aluno acredita que, sob uma emergência permanente, cada indivíduo se torna mais responsável por suas ações, ignorando que Arendt associa a exceção prolongada à diluição da responsabilidade.

D Erradaerro: Interpretação

O aluno aceita a premissa de que exceções são legítimas em qualquer contexto normal, sem perceber que a naturalização da exceção é justamente o mecanismo que abre espaço para a banalidade do mal.

E Erradaerro: Conceitual

O aluno entende que o mal banal surge de contextos de forte moralidade e reflexão, invertendo a tese de Arendt, para quem o mal banal decorre da ausência de pensamento crítico.

Raio-X da questão

Dificuldade Difícil
Bloom Avaliar
Leitura alto
Discriminação alto
Peso pedagógico alto
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade unica
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativa🧩 desafio
🎯 Conceito central

banalidade do mal

📌 Objetivo

avaliacao

🧱 Pré-requisitos

banalidade do mal · estado de emergência

📚 Reveja

Revisar a obra de Hannah Arendt sobre a banalidade do mal.

⚠️ Erro mais comum

Confundir a banalidade do mal com a ideia de que estados de emergência sempre protegem as liberdades individuais, ignorando a diluição da responsabilidade moral.

🌎 Tema transversal

cidadania_etica

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

abstrato

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