Em uma comunidade religiosa brasileira, mensagens com supostas curas, acusações contra outros grupos e…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar princípios e orientações para o cuidado da vida e nas diversas tradições religiosas e filosofias de vida.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma comunidade religiosa brasileira, mensagens com supostas curas, acusações contra outros grupos e interpretações distorcidas de textos sagrados passaram a circular em aplicativos de mensagem. A instituição criou uma página com referências verificáveis, orientou os participantes a comparar autoria, data e evidências antes de compartilhar conteúdos e disponibilizou um canal para esclarecer dúvidas. Após alguns meses, os membros passaram a identificar com mais frequência publicações enganosas e a interromper seu compartilhamento. Com base no texto, qual prática institucional contribui de modo mais adequado para reduzir a circulação de desinformação religiosa entre os participantes em redes sociais?
- A) Corrigir publicamente usuários sem oferecer orientação sobre verificação.
- B) Divulgar fontes verificáveis e promover alfabetização midiática entre os membros.
- C) Concentrar a comunicação institucional em conteúdos devocionais e motivacionais.
- D) Repassar mensagens de líderes sem conferir sua origem ou evidências.
- E) Limitar debates virtuais para evitar divergências entre os participantes.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O texto descreve três ações da instituição: criou uma página com referências verificáveis, orientou os participantes a comparar autoria, data e evidências antes de compartilhar e disponibilizou um canal para tirar dúvidas. Como resultado, os membros passaram a identificar mais publicações enganosas e a parar de compartilhá-las.
- A alternativa B resume exatamente essas ações: divulgar fontes verificáveis (página com referências) e promover alfabetização midiática (ensinar a checar autoria, data e evidências). Por isso, é a prática que mais diretamente contribui para reduzir a circulação de desinformação.
- A alternativa A está errada porque corrigir publicamente sem orientar a verificação não ensina o participante a identificar falsidades por conta própria.
- A alternativa C está errada porque focar em conteúdos devocionais e motivacionais não trata da checagem de informações e pode até deixar a desinformação sem contraponto.
- A alternativa D está errada porque repassar mensagens de líderes sem conferir origem ou evidências é justamente o comportamento que favorece a circulação de desinformação.
- A alternativa E está errada porque limitar debates evita divergências, mas não desenvolve a capacidade de verificação dos membros e não atua sobre a causa do problema.
- Conclusão: o gabarito B está correto, pois é a única alternativa que combina fontes verificáveis com formação dos participantes para avaliar informações.
💡 Dica: Pense em ações que as instituições religiosas podem tomar nas redes sociais.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que basta corrigir publicamente quem erra para resolver o problema, sem perceber que o texto valoriza a orientação para verificação.
A prática correta combina transparência das fontes com o desenvolvimento da capacidade dos participantes de avaliar autoria, data e evidências. Assim, a instituição não apenas corrige conteúdos falsos, mas também fortalece a autonomia dos membros para reconhecer e interromper a circulação de desinformação.
O aluno supõe que uma comunicação institucional positiva e motivadora protege os fiéis contra mensagens falsas, ignorando que o texto trata de checagem de informações.
O aluno entende que repassar mensagens de líderes é confiável por causa da autoridade da fonte, em vez de exigir verificação de origem e evidências.
O aluno imagina que, se não houver debates, não haverá desinformação, confundindo controle do diálogo com desenvolvimento de senso crítico.
Raio-X da questão
desinformação religiosa
diagnostico
alfabetização midiática · fontes de informação confiáveis
Revisar práticas de comunicação e educação religiosa nas redes sociais.
Os alunos podem confundir a promoção de humor religioso com a redução da desinformação, acreditando que memes e conteúdos engraçados são eficazes para educar.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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