Na ética aristotélica, quais são os extremos entre os quais se encontra a temperança (sôphrosynê) em relação…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Na ética aristotélica, quais são os extremos entre os quais se encontra a temperança (sôphrosynê) em relação aos prazeres?
- A) A temperança fica entre a indulgência e a empatia.
- B) A temperança está entre a intemperança e a autoexaltação.
- C) A temperança se situa entre a indiferença e a culpa.
- D) Entre a insensibilidade/frieza (deficiência) e a intemperança/autoindulgência (excesso).
- E) A temperança é o meio entre a frieza e a avareza.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- A questão pede os dois extremos entre os quais a temperança (sôphrosynê) se situa em relação aos prazeres, segundo a ética aristotélica. Passo 2: Aristóteles, no livro III da Ética a Nicômaco, define a temperança como o meio-termo (mesotes) no domínio dos prazeres corporais, especialmente os do tato e do paladar. Passo 3: Os vícios que cercam essa virtude são dois: o defeito, a insensibilidade (anaisthesia), que é a falta excessiva de prazer, e o excesso, a intemperança (akolasia), que é a busca desmedida dos prazeres. Passo 4: A alternativa D apresenta exatamente esses dois extremos, a insensibilidade/frieza por deficiência e a intemperança/autoindulgência por excesso, o que corresponde à doutrina aristotélica. Passo 5: A alternativa A está errada, pois empatia não é um extremo do domínio dos prazeres. A alternativa B está errada, pois autoexaltação não é um vício relacionado aos prazeres. A alternativa C está errada, pois culpa é um sentimento e não um estado de caráter oposto à temperança. A alternativa E está errada, pois a avareza se relaciona com o apego aos bens materiais e não com o domínio dos prazeres. Passo 6: Conclusão: a resposta correta é a letra D, em concordância com o gabarito oficial.
💡 Dica: Identifique os extremos da temperança na ética de Aristóteles.
Alternativa por alternativa
O aluno toma a indulgência como um dos extremos corretos e trata a empatia como se fosse o oposto da deficiência, confundindo a sensibilidade afetiva com a insensibilidade relativa aos prazeres.
O aluno acerta o excesso (intemperança), mas acredita que o outro extremo é a autoexaltação, um traço de orgulho, sem perceber que o defeito oposto ao excesso é a insensibilidade.
Por que engana: Confundir os extremos da temperança, escolhendo alternativas que misturam conceitos de ética sem relação direta com a definição aristotélica.
O aluno percebe que a indiferença se aproxima do defeito, mas associa o excesso à culpa, que é uma emoção decorrente de falhas, e não um vício de caráter relacionado aos prazeres.
Temperança regula as apetências corporais: evita tanto a apatia que nega prazeres legítimos quanto o descontrole que busca prazeres em excesso, mantendo o justo meio.
O aluno identifica a frieza como deficiência correta, mas considera a avareza como excesso, deslocando o problema do domínio dos prazeres corporais para o domínio dos bens materiais.
Raio-X da questão
ética aristotélica
avaliacao
ética aristotélica · virtudes e vícios
Revisar os conceitos de temperança e prazeres na ética de Aristóteles.
Confundir os extremos da temperança, escolhendo alternativas que misturam conceitos de ética sem relação direta com a definição aristotélica.
cidadania_etica
pensamento_critico
abstrato
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