Por que, segundo a perspectiva sofista, normas jurídicas de uma pólis não são automaticamente válidas em…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que, segundo a perspectiva sofista, normas jurídicas de uma pólis não são automaticamente válidas em outra?
- A) Todos os indivíduos concordam com as mesmas normas jurídicas universalmente.
- B) As normas são sempre válidas em qualquer pólis, independente das convenções locais.
- C) Porque as normas são convencionais e dependem dos costumes e opiniões específicos de cada comunidade.
- D) A validade das normas jurídicas depende apenas de sua antiguidade.
- E) Normas jurídicas são decididas apenas por um conselho central de todas as pólis.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- A pergunta pede a explicação sofista para o fato de que normas jurídicas de uma pólis não valem automaticamente em outra. Os sofistas (como Protágoras e Antifonte) defendiam que as leis (nomos) são convenções humanas, criadas pelas comunidades, e não expressões de uma ordem natural (physis) universal e imutável.
- Como as leis são produto de acordos, costumes e opiniões de cada povo, cada pólis pode ter normas diferentes e igualmente válidas dentro de seu próprio contexto. Por isso, uma norma não tem validade automática quando transportada para outra comunidade.
- A alternativa C expressa exatamente essa ideia: as normas são convencionais e dependem dos costumes e opiniões específicos de cada comunidade. Ela está correta e coincide com o gabarito oficial.
- Por que as outras estão erradas:
- A) Afirma uma concordância universal das normas, o que contradiz a tese sofista de que as leis variam conforme a comunidade.
- B) Diz que as normas valem em qualquer pólis independentemente das convenções, o que é o oposto da posição sofista.
- D) Atribui validade à antiguidade, critério que não aparece na tese sofista sobre a origem convencional das leis.
- E) Propõe um conselho central decidindo as normas, ideia alheia ao pensamento sofista, que valoriza a autonomia de cada pólis.
- Conclusão: a resposta correta é C, pois a relatividade das leis, fundada em convenções humanas, explica por que as normas de uma pólis não se transferem automaticamente para outra.
💡 Dica: Analise a visão dos sofistas sobre a validade das normas jurídicas.
Alternativa por alternativa
Acredita que existe consenso universal sobre as normas jurídicas, desconsiderando que os sofistas viam as leis como variáveis entre os povos.
Por que engana: Confundir a validade universal das normas jurídicas com a validade local, acreditando que todas as normas são aceitas em qualquer pólis.
Entende que as leis têm validade universal e independente de convenções, confundindo a tese sofista com a ideia de direito natural absoluto.
O relativismo atribuído aos sofistas sustenta que justiça e normas derivam de convenções locais; assim não há pressuposto de universalidade normativa entre pólis.
Associa a validade da lei à tradição antiga, confundindo legitimidade convencional com mera idade da norma.
Imagina uma autoridade central que legisla para todas as cidades, ideia incompatível com a autonomia das pólis e com a visão sofista das leis locais.
Raio-X da questão
normas jurídicas sofistas
avaliacao
normas jurídicas e sua validade · perspectiva sofista
Revisar a perspectiva sofista sobre a validade das normas jurídicas.
Confundir a validade universal das normas jurídicas com a validade local, acreditando que todas as normas são aceitas em qualquer pólis.
cidadania_etica
pensamento_critico
abstrato
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