Ao estudar a reprodução de motivos indígenas em moda global por grandes marcas, qual crítica sociológica de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar e analisar as demandas e os protagonismos políticos, sociais e culturais dos povos indígenas e das populações afrodescendentes (incluindo as quilombolas) no Brasil contemporâneo considerando a história das Américas e o contexto de exclusão e inclusão precária desses grupos na ordem social e econômica atual, promovendo ações para a redução das desigualdades étnico-raciais no país.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Ao estudar a reprodução de motivos indígenas em moda global por grandes marcas, qual crítica sociológica de Stuart Hall ajuda a explicar a mudança de sentido desses símbolos?
- A) Hall alega que a representação não altera os significados, são sempre fixos e abrangentes.
- B) O processo de codificação no modelo de Hall é irrelevante para entender a apropriação cultural.
- C) A crítica sobre representação e poder simbólico: o processo de codificação/decodificação e a apropriação subordinam e re-significam símbolos originais.
- D) Hall defende que marcas simplesmente reproduzem os símbolos sem alterar seu contexto cultural.
- E) A crítica de Hall não se aplica à moda, pois considera apenas questões políticas diretas.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- A questão pede a crítica de Stuart Hall que ajuda a explicar por que símbolos indígenas mudam de sentido quando são reproduzidos por marcas globais de moda. Resolvi antes de olhar o gabarito. Passo 2: Hall, no modelo de codificação/decodificação e na teoria da representação, afirma que o sentido não é fixo nem natural. Ele é construído socialmente, muda conforme o contexto e depende de quem produz e de quem interpreta a mensagem. Passo 3: Quando um motivo indígena entra na moda global, ele passa por uma nova codificação: ganha outro significado (estético, comercial, de tendência) e é decodificado pelo público de outro modo. Isso é o que a alternativa C descreve, com a ideia de poder simbólico e de re-significação dos símbolos originais, que podem ficar subordinados à lógica da marca. Passo 4: Por que as outras estão erradas. A afirma que os significados são sempre fixos, o que contraria justamente a ideia central de Hall sobre a variabilidade do sentido. B diz que a codificação é irrelevante, quando ela é justamente o eixo do modelo de Hall. D diz que as marcas apenas reproduzem os símbolos sem alterar o contexto, o que ignora a re-significação que a crítica explica. E afirma que a teoria não se aplica à moda, mas a representação e o poder simbólico são aplicáveis a produtos culturais. Passo 5: Conclusão: a alternativa C é a correta e coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Considere as teorias de Stuart Hall sobre representação e cultura.
Alternativa por alternativa
Acredita que os símbolos têm um significado fixo e universal, de modo que a circulação em outros contextos não os altera. Ignora que Hall enfatiza o caráter histórico e social do sentido.
Por que engana: Confundir a ideia de que a representação é fixa e não se altera com o contexto cultural, ignorando a dinâmica de re-significação dos símbolos.
Supõe que, por Hall tratar da codificação, esse processo seria secundário para entender a apropriação. Na verdade, a codificação e a decodificação são justamente o mecanismo que explica a mudança de sentido.
Hall mostra que significados são produzidos em contextos de poder; corporações re-codificam símbolos para audiências de mercado, alterando sentidos e relações sociais.
Entende que a reprodução de um motivo é neutra e mantém o mesmo contexto cultural. Não percebe que a retirada do símbolo de seu contexto original é o que gera a re-significação.
Acredita que a teoria de Hall só serve para questões políticas explícitas e não para produtos do cotidiano, como a moda. Não reconhece que a representação e o poder simbólico atravessam também a cultura de consumo.
Raio-X da questão
reprodução de símbolos indígenas
avaliacao
teoria da representação · apropriação cultural
Revisar as teorias de representação cultural de Stuart Hall.
Confundir a ideia de que a representação é fixa e não se altera com o contexto cultural, ignorando a dinâmica de re-significação dos símbolos.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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