Relatório de laboratório em Porto Alegre: mãe com teste rápido Rh–, mas adsorção-eluição detectou fraca…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Interpretar resultados e realizar previsões sobre atividades experimentais, fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas noções de probabilidade e incerteza, reconhecendo os limites explicativos das ciências.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Relatório de laboratório em Porto Alegre: mãe com teste rápido Rh–, mas adsorção-eluição detectou fraca presença do antígeno D; pai genotipado Dd. Analise as hipóteses (mãe dd falso positivo vs mãe D variante/weak D), proponha exames confirmatórios, estime qualitativamente o risco de doença hemolítica fetal e discuta incertezas.
✍️ Questão dissertativa: veja abaixo a resposta esperada e a explicação.
Resposta esperada
Hipóteses: (1) mãe dd (verdadeiro Rh–) com resultado de adsorção-eluição falso positivo ? risco se feto for D+ (pai Dd ? 50% chance), e mãe pode ser sensibilizada; (2) mãe carrega variante RHD (weak/partial D) ? genótipo D variante (não forma anti-D classicamente) e risco de alloimunização reduzido. Exames: pesquisa de anticorpos indireta (screening anti-D), genotipagem molecular de RHD em mãe e pai, teste de DNA fetal livre para RHD; usar diferentes clones de anti-D e repetir adsorção-eluição. Estimativa qualitativa: se mãe dd e sem profilaxia, probabilidade do feto ser D+ ˜50% e risco de doença hemolítica depende de sensibilização prévia (baixa no 1º feto, maior em gestações subsequentes); se mãe é D variante, risco de alloimunização é baixo. Incertezas: sensibilidade dos testes, variantes moleculares não detectadas por ensaios fenotípicos, histórico transfusional/gestacional desconhecido; decisões devem integrar genotipagem, sorologia e aconselhamento genético. Recomendações clínicas: mensurar anti-D imediatamente, genotipar RHD materno; administrar imunoprofilaxia com Ig anti-D se mãe confirmada dd e não sensibilizada.
Explicação
A análise das hipóteses permite considerar diferentes cenários genéticos e seus impactos na saúde do feto, destacando a importância de exames confirmatórios para esclarecer a situação da mãe. A estimativa qualitativa do risco de doença hemolítica fetal é essencial para orientar a conduta clínica, levando em conta a possibilidade de sensibilização e a variante do antígeno D. As incertezas mencionadas ressaltam a complexidade do diagnóstico e a necessidade de um acompanhamento cuidadoso, integrando informações genéticas e sorológicas para decisões informadas.
Raio-X da questão
sistema Rh e hemólise
avaliacao
sistema Rh e hemólise · genética mendeliana
Revisar os conceitos sobre o sistema Rh e suas implicações na gestação.
O aluno pode confundir os tipos de Rh e não considerar a possibilidade de variantes do antígeno D, levando a uma análise incorreta do risco de hemólise.
saude
pensamento_critico
cientifico
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