Uma pesquisa nacional indica que 40% das pessoas LGBTQIA+ entrevistadas já vivenciaram discriminação no…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar situações da vida cotidiana, estilos de vida, valores, condutas etc., desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade, preconceito, intolerância e discriminação, e identificar ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às liberdades individuais.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Uma pesquisa nacional indica que 40% das pessoas LGBTQIA+ entrevistadas já vivenciaram discriminação no ambiente de trabalho. Para a filosofia política, a discussão pública de experiências de injustiça não se limita à expressão de opiniões: ela pode tornar visíveis problemas sociais, permitir que diferentes grupos apresentem razões e orientar a criação ou o aperfeiçoamento de normas e políticas. Nesse processo, os relatos individuais são analisados em relação às condições institucionais que produzem ou mantêm a desigualdade. Considerando os dados da pesquisa e a perspectiva filosófica apresentada, qual é a importância de discutir publicamente a discriminação contra pessoas LGBTQIA+ no trabalho?
- A) Priorizar os efeitos econômicos da discriminação para avaliar o problema segundo sua produtividade no trabalho.
- B) Concentrar o debate em especialistas para garantir decisões técnicas e evitar conflitos entre grupos sociais.
- C) Ampliar o debate público para tornar visíveis injustiças e orientar medidas institucionais de enfrentamento.
- D) Valorizar mudanças individuais de comportamento como solução principal para evitar intervenções nas instituições.
- E) Tratar os relatos de discriminação como provas suficientes para formular medidas sem análise coletiva das condições sociais.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O enunciado afirma que a discussão pública de experiências de injustiça pode tornar visíveis problemas sociais, permitir que grupos apresentem razões e orientar normas e políticas. Passo 2: Além disso, os relatos individuais devem ser analisados em relação às condições institucionais que produzem ou mantêm a desigualdade. Passo 3: A alternativa C reúne exatamente essas ideias: ampliar o debate público torna visíveis as injustiças e orienta medidas institucionais de enfrentamento. Passo 4: A alternativa A está errada porque reduz o problema a efeitos econômicos e produtividade, deixando de lado a dimensão de justiça que o texto destaca. Passo 5: A alternativa B está errada porque restringe o debate a especialistas, contrariando a ideia de que diferentes grupos devem apresentar razões. Passo 6: A alternativa D está errada porque prioriza mudanças individuais e evita intervenções nas instituições, justamente o oposto do que o texto defende ao analisar condições institucionais. Passo 7: A alternativa E está errada porque trata relatos como provas suficientes, dispensando a análise coletiva que o texto exige. Passo 8: Conclusão: o gabarito C está correto e coerente com a perspectiva filosófica apresentada.
💡 Dica: Reflita sobre as implicações sociais e éticas da discriminação.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que o problema deve ser avaliado principalmente pelo impacto na produtividade e nos custos, tratando a discriminação como questão puramente econômica.
Por que engana: O aluno pode acreditar que discutir o tema não gera impacto, ignorando a possibilidade de mudanças sociais a partir do diálogo.
O aluno entende que decisões sobre discriminação devem ser delegadas a técnicos para evitar conflitos, desconsiderando que o texto valoriza a participação pública e a apresentação de razões por diferentes grupos.
A discussão pública é importante porque transforma experiências individuais de discriminação em um problema social examinável coletivamente. Com base em razões e evidências, o debate pode contribuir para identificar responsabilidades institucionais e formular normas e políticas voltadas à redução da desigualdade. A alternativa correta articula, portanto, visibilidade pública, análise das condições sociais e ação institucional.
O aluno supõe que mudar atitudes individuais basta para resolver a discriminação, sem necessidade de intervir nas instituições que a mantêm, como sugere o senso comum de que o problema é apenas de comportamento pessoal.
O aluno pensa que relatos individuais, por serem testemunhos diretos, já comprovam o problema e dispensam a análise coletiva das condições sociais e institucionais.
Raio-X da questão
discriminação no trabalho
diagnostico
discriminação no trabalho · direitos da população LGBTQIA+
Estudar a importância da diversidade e inclusão no ambiente de trabalho.
O aluno pode acreditar que discutir o tema não gera impacto, ignorando a possibilidade de mudanças sociais a partir do diálogo.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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