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Exercícios de volume para o 7º ano: questões e gabarito

Reúna exercícios de volume para o 7º ano com conversões de unidades, situações do cotidiano e gabarito comentado. Veja como trabalhar a habilidade EF07MA30 e adaptar questões à sua turma.

Exercícios de volume para o 7º ano: questões e gabarito

Quando trabalho volume no 7º ano, percebo que a dificuldade nem sempre está na multiplicação: muitas vezes, a turma mistura centímetros com decímetros ou não entende o que as três dimensões representam. Por isso, começo com objetos e situações próximas, como uma caixa, um aquário ou uma embalagem, e só depois passo para a fórmula.

Também já usei questões contextualizadas para descobrir se o estudante sabe escolher uma estratégia ou apenas decorou uma conta. Separei aqui exemplos com resoluções e comentários dos distratores. Algumas questões avançam além do conteúdo típico do 7º ano; sinalizo isso para que você escolha o que faz sentido para sua turma e use as demais como extensão ou revisão.

O que os alunos do 7º ano precisam aprender sobre volume?

No 7º ano, a habilidade central é calcular e resolver problemas envolvendo o volume de blocos retangulares, trabalhando com unidades usuais como metro cúbico, decímetro cúbico e centímetro cúbico. Na prática, o estudante precisa reconhecer comprimento, largura e altura, multiplicar as três medidas e interpretar o resultado em unidades cúbicas. Também precisa converter as dimensões antes de calcular quando elas aparecem em unidades diferentes. A habilidade da BNCC EF07MA30 dá espaço para situações reais, como descobrir a capacidade de uma caixa ou comparar recipientes. Eu costumo reforçar que volume mede o espaço ocupado, não a área de uma face. Desenhos de caixas divididas em cubinhos ajudam a construir essa ideia. Depois, exercícios graduados permitem verificar se a turma compreendeu tanto o procedimento quanto a unidade final, sem depender apenas de fórmulas decoradas.

Uma sequência simples que funciona é partir de objetos concretos, desenhar um bloco retangular e, por fim, propor problemas com medidas variadas. Ao corrigir, observo se o erro ocorreu na multiplicação, na conversão ou na interpretação da pergunta.

  • Fórmula: volume = comprimento × largura × altura.
  • Unidades: o resultado fica em unidade cúbica, como cm³ ou dm³.
  • Conversão: 1 dm³ equivale a 1.000 cm³.

Como ensinar conversões de unidades antes de calcular o volume?

Para ensinar conversões antes do cálculo, eu peço que os alunos expressem todas as dimensões na mesma unidade e só então multipliquem comprimento, largura e altura. Essa etapa evita resultados sem sentido, como multiplicar metros por centímetros e chamar a resposta de decímetros cúbicos. Uma referência útil é lembrar que 1 m = 10 dm e 1 dm = 10 cm; para volume, a relação entre unidades cúbicas eleva essa mudança ao cubo, então 1 dm³ = 1.000 cm³. Em um exemplo como 0,6 m × 40 cm × 25 cm, convertemos para decímetros: 6 dm × 4 dm × 2,5 dm, obtendo 60 dm³. Eu incentivo a turma a escrever cada conversão na margem. Assim, consigo identificar se a dificuldade está na escala ou na operação e escolher uma retomada direcionada, em vez de repetir a explicação inteira.

Em vez de apresentar conversões como uma tabela para decorar, mostro o que acontece com cada dimensão. O erro comum é converter duas medidas e esquecer a terceira. Peço que sublinhem as unidades no enunciado e anotem a unidade escolhida ao lado de cada número.

Como avaliar volume na prática com exercícios variados?

Para avaliar volume na prática, combino questões diretas com problemas contextualizados e observo tanto o resultado quanto o caminho usado pelo estudante. Uma atividade curta pode incluir uma caixa com medidas em unidades diferentes, um molde com dimensões em centímetros e uma pergunta de capacidade em dm³. Antes de corrigir, peço que cada aluno indique a unidade da resposta e explique por que converteu as medidas. Isso revela se houve compreensão ou apenas aplicação mecânica da fórmula. Para uma aula, três a cinco itens bem escolhidos costumam permitir uma boa conversa sobre estratégias e erros. Eu separo os distratores por tipo: conversão incorreta, dimensão esquecida e confusão entre área e volume. Se quiser variar os níveis sem montar tudo do zero, o GeraProva ajuda a gerar questões e organizar avaliações; depois, reviso o conteúdo e ajusto a dificuldade ao que minha turma estudou.

Na devolutiva, valorizo o raciocínio correto mesmo quando aparece um deslize de cálculo. Também aproveito respostas erradas para perguntar: “Qual unidade você usou em cada medida?” ou “Esse número representa uma área ou um volume?”.

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Quais exercícios de volume posso usar com gabarito comentado?

A seguir, reuni seis questões da base do GeraProva com alternativas comentadas, dica de resolução, conceito central e referência de BNCC e Bloom. Para uma sequência regular de 7º ano, a questão da caixa retangular e a do molde são as mais diretamente alinhadas à habilidade EF07MA30: ambas exigem calcular o volume de um bloco e lidar com unidades. As demais podem servir como retomada de decimais, ampliação para outros sólidos ou leitura de uma situação científica, conforme o repertório da turma. Eu não aplicaria todas como prova única sem antes conferir o que foi ensinado. Use os comentários dos distratores para discutir por que uma estratégia falha, e não apenas para anunciar a letra correta. Assim, o gabarito vira parte da aprendizagem. Em cada item, mantenha a atenção à unidade e ao significado das medidas apresentadas.

1. Pressão e volume de ar a 20 m de profundidade

Enunciado: Marcelo e Ana discutem a pressão a 20 m de profundidade. Ana calcula P = P₀ + ρgh, obtém 3,01 × 10⁵ Pa e aplica P₀V₀ = PV a um cilindro com 12 L de ar. Qual sequência estima o volume do ar nessa profundidade?

Dica de resolução: calcule a pressão absoluta e depois aplique a lei de Boyle, considerando temperatura constante. Conceito central: pressão hidrostática e lei de Boyle. Para revisar: pressão absoluta e relação inversa entre pressão e volume. BNCC: EM13CNT302. Bloom: Aplicar.

  • ❌ A) Converter P em atm e usar V/T constante: confunde a lei de Boyle com a lei de Charles.
  • ❌ B) Somar P₀ e ρgh e usar proporção direta: a relação entre pressão e volume é inversa.
  • ❌ C) Usar P₀V₀/P₀ e depois somar P₀: ignora a pressão total P na lei isotérmica.
  • ❌ D) Usar apenas ρgh como pressão: desconsidera a pressão atmosférica P₀.
  • ✅ E) Calcular ρgh, somar P₀ e dividir P₀V₀ por P: essa é a sequência correta, que resulta em aproximadamente 4 L.

2. Capacidade interna de uma caixa retangular

Enunciado: Uma caixa tem medidas internas de 0,6 m de comprimento, 40 cm de largura e 25 cm de altura. Qual é seu volume em decímetros cúbicos?

Dica de resolução: converta tudo para a mesma unidade. Conceito central: volume de prismas retangulares. Para revisar: unidades de medida e cálculo de volume. BNCC: EF07MA30. Bloom: Entender.

  • ✅ A) 60 dm³. 0,6 m = 6 dm; 40 cm = 4 dm; 25 cm = 2,5 dm. Então, 6 × 4 × 2,5 = 60 dm³.
  • ❌ B) 6 dm³. Erro de conversão parcial: as outras medidas não foram convertidas corretamente.
  • ❌ C) 6.000 dm³. Erro de ordem de grandeza; confunde centímetros com decímetros.
  • ❌ D) 24 dm³. Desconsidera a altura e multiplica apenas duas dimensões.
  • ❌ E) 600 dm³. Trata 25 cm como 25 dm, aumentando indevidamente a altura.

3. A capacidade de um molde para sabão

Enunciado: Um molde retangular mede 60 cm × 30 cm × 12 cm. Luana tem 18 dm³ de mistura. Qual é o volume interno do molde, em dm³?

Dica de resolução: multiplique as dimensões em centímetros e converta de cm³ para dm³. Conceito central: volume de prismas retangulares. Para revisar: volume e conversão de unidades. BNCC: EF07MA30. Bloom: Entender.

  • ❌ A) 0,0216 dm³. Usa uma escala de conversão correspondente a m³ e registra a unidade errada.
  • ❌ B) 216 dm³. Divide por 100, quando deveria dividir por 1.000 para converter cm³ em dm³.
  • ❌ C) 2,16 dm³. Faz uma conversão inadequada, como se estivesse tratando uma medida de área.
  • ✅ D) 21,6 dm³. 60 × 30 × 12 = 21.600 cm³; dividindo por 1.000, obtemos 21,6 dm³.
  • ❌ E) 21.600 dm³. Calcula em cm³, mas não converte a unidade cúbica.

4. Ordenação de volumes decimais

Enunciado: Cinco potes contêm 0,85 L, 1,2 L, 0,5 L, 0,75 L e 1,0 L. Qual valor corresponde ao terceiro menor volume?

Dica de resolução: ordene os valores do menor para o maior. Conceito central: ordenação de números decimais. Para revisar: comparação de decimais. BNCC: EF05MA05. Bloom: Entender.

  • ❌ A) 0,5 L. É o menor valor, portanto ocupa o primeiro lugar.
  • ❌ B) 0,75 L. É o segundo menor, logo não é o terceiro.
  • ❌ C) 1,2 L. É o maior volume da lista.
  • ✅ D) 0,85 L. A ordem é 0,5; 0,75; 0,85; 1,0; 1,2.
  • ❌ E) 1,0 L. É o quarto menor, pois vem depois de 0,85 L.

5. Volume de um prisma triangular reto

Enunciado: Um prisma triangular tem base com vértices (0,0), (6,0) e (3,5) no plano xz. Seu comprimento na direção do eixo y é 2 unidades. Qual é seu volume?

Dica de resolução: calcule a área da base triangular e multiplique pelo comprimento do prisma. Conceito central: volume de sólidos. Para revisar: área triangular e volume de prismas. BNCC: EF09MA17. Bloom: Aplicar.

  • ❌ A) 45 unidades³. Usa incorretamente a coordenada 3 como comprimento do prisma.
  • ❌ B) 25 unidades³. Calcula 5² e ignora a base triangular e o comprimento.
  • ❌ C) 15 unidades³. Encontra a área da base, mas esquece de multiplicar por 2.
  • ❌ D) 60 unidades³. Trata a base como retângulo e não divide sua área por 2.
  • ✅ E) 30 unidades³. A área do triângulo é (6 × 5) ÷ 2 = 15; 15 × 2 = 30.

6. Relação entre volume do cone e do cilindro

Enunciado: Um cilindro de base circular e altura 15 cm desloca 240π cm³ de água. Um cone com a mesma base e altura desloca 80π cm³. Qual é a relação entre os volumes?

Dica de resolução: compare os volumes informados como fração. Conceito central: volume de cone e cilindro. Para revisar: fórmulas desses sólidos. BNCC: EM13MAT504. Bloom: Entender.

  • ❌ A) 1/2 do cilindro. Metade de 240π seria 120π, e não 80π.
  • ❌ B) 1/6 do cilindro. 80π não corresponde a 1/6 de 240π.
  • ❌ C) 1/4 do cilindro. Um quarto de 240π é 60π, diferente do volume do cone.
  • ❌ D) 1 vez o cilindro. Os volumes informados não são iguais.
  • ✅ E) 1/3 do cilindro. 80π ÷ 240π = 1/3; portanto, o cone desloca um terço do volume.

As questões incluem conteúdos de diferentes etapas, então vale selecionar e adaptar conforme o que sua turma já estudou. Se quiser experimentar uma forma prática de preparar novas listas, teste o GeraProva e veja se ele ajuda a poupar tempo no seu planejamento.

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