GeraProva GeraProva Provas com IA para professores do Brasil
Questoes

Exemplo de teorema de Pitágoras: questões resolvidas

Confira exemplos de teorema de Pitágoras resolvidos passo a passo, com questões comentadas, dicas de ensino e habilidades relacionadas à BNCC. Leve as ideias para sua próxima aula.

Exemplo de teorema de Pitágoras: questões resolvidas

Quando trabalho o teorema de Pitágoras, percebo que a dificuldade nem sempre está na conta: muitas vezes, o estudante ainda não identificou qual lado é a hipotenusa ou não entendeu por que os quadrados aparecem na relação. Por isso, gosto de começar com um exemplo simples, desenhar o triângulo retângulo e só então substituir os valores na fórmula.

Também uso questões com diferentes incógnitas para verificar se a turma compreendeu a ideia, e não apenas decorou um procedimento. A seguir, reuni exemplos resolvidos, erros comuns e questões com gabarito comentado que podem ajudar você a planejar uma explicação ou uma atividade de revisão.

O que diz o teorema de Pitágoras?

O teorema de Pitágoras afirma que, em todo triângulo retângulo, a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. Escrevemos essa relação como a² + b² = c², em que a e b representam os catetos, os dois lados que formam o ângulo de 90°, e c representa a hipotenusa, o lado oposto ao ângulo reto. Por exemplo, se os catetos medem 6 cm e 8 cm, calculamos 6² + 8² = c², ou seja, 36 + 64 = 100; portanto, c = 10 cm. Eu reforço que a fórmula só se aplica diretamente a triângulos retângulos e que a hipotenusa precisa ser identificada antes da substituição dos números. Esse cuidado evita muitos erros de sinal e de escolha dos lados.

Uma maneira prática de introduzir a relação é pedir que a turma marque o ângulo reto e destaque o lado que fica diante dele. Esse lado é sempre a hipotenusa e também é o maior lado do triângulo. Depois, faço a substituição numérica em etapas, deixando explícito que primeiro elevamos os comprimentos ao quadrado e, quando necessário, extraímos a raiz quadrada no final.

Como resolver um exemplo de teorema de Pitágoras?

Para resolver um exemplo de teorema de Pitágoras, eu sigo quatro passos: identifico o ângulo reto, nomeio os catetos e a hipotenusa, escrevo a² + b² = c² e substituo as medidas conhecidas. Se a incógnita for a hipotenusa, somo os quadrados dos catetos e calculo a raiz quadrada do resultado; com catetos de 8 cm e 15 cm, por exemplo, c² = 64 + 225 = 289, então c = 17 cm. Se a incógnita for um cateto, isolo o termo desconhecido subtraindo o quadrado do outro cateto do quadrado da hipotenusa. Ao final, verifico se a resposta faz sentido: a hipotenusa deve ser maior que cada cateto, e as unidades devem estar corretas. Explicar cada etapa ajuda a turma a entender o procedimento, em vez de apenas copiar uma fórmula.

Quando o resultado não é um número inteiro, vale manter a raiz exata ou usar uma aproximação decimal, conforme o objetivo da atividade. Eu também peço que os estudantes escrevam a unidade no resultado: se os lados estão em centímetros, a resposta é uma medida em centímetros, não em centímetros quadrados.

Como ensinar e avaliar essa habilidade na prática?

Para ensinar e avaliar o teorema de Pitágoras, eu alterno questões de cálculo direto com situações em que o estudante precisa descobrir qual lado está faltando ou representar uma situação no plano cartesiano. Uma sequência curta pode começar com catetos conhecidos, avançar para um cateto desconhecido e terminar com uma aplicação, como a diagonal de um quadrado ou a distância entre dois pontos. Ao corrigir, observo não só o resultado, mas também se a turma identificou corretamente a hipotenusa, montou a equação e calculou quadrados e raízes sem confundir comprimento com área. Na habilidade EF09MA13, a BNCC destaca as relações métricas do triângulo retângulo, incluindo o teorema. Questões variadas ajudam a localizar dúvidas específicas; eu posso organizar essa prática com o GeraProva e ajustar a atividade ao que preciso retomar.

Se muitos estudantes erram a mesma etapa, a resposta me indica o que retomar. Por exemplo:

  • Uma hipotenusa menor que um cateto pode indicar que os lados foram identificados incorretamente.
  • Um resultado obtido ao somar os comprimentos, sem elevar ao quadrado, mostra que vale revisar a estrutura da fórmula.
  • Uma resposta sem raiz quando ela é necessária pode sinalizar dificuldade com potenciação e radiciação.

Questões prontas com gabarito comentado

As seis questões a seguir percorrem desde a aplicação direta da fórmula até o uso do teorema em coordenadas e na diagonal de um quadrado. Eu gosto de propor primeiro a resolução individual e, depois, pedir que a turma explique por que cada alternativa incorreta não funciona. Assim, os distratores deixam de ser apenas opções para marcar e viram pistas sobre erros de raciocínio que podemos discutir. Cada item informa a dica de resolução, o conceito central, a habilidade BNCC e o nível de Bloom apresentado na base do GeraProva. As questões cobrem diferentes dados conhecidos: em algumas, buscamos a hipotenusa; em outras, um cateto ou uma distância. Você pode usar todas em uma revisão ou selecionar as mais adequadas ao momento da sua turma. O importante é pedir que os estudantes registrem a relação matemática antes de escolher a resposta.

1. Calcule a hipotenusa de um triângulo retângulo cujos catetos medem 6 cm e 8 cm, aplicando o teorema de Pitágoras.

Dica de resolução: Aplique a² + b² = c². Conceito central: teorema de Pitágoras. Conceito para revisão: aplicações do teorema. BNCC: EF09MA13. Bloom: Aplicar. Dificuldade: Média.

  • ❌ A) 8 cm — esse valor é um dos catetos, não a hipotenusa.
  • ✅ B) 10 cm — 6² + 8² = 36 + 64 = 100; logo, c = √100 = 10 cm.
  • ❌ C) 12 cm — não é a raiz quadrada da soma dos quadrados dos catetos.
  • ❌ D) 14 cm — não corresponde ao cálculo; além disso, excede a soma dos catetos, o que não pode ocorrer em um triângulo válido.
  • ❌ E) 5 cm — não satisfaz a relação de Pitágoras para os valores dados.

2. Considere o triângulo retângulo ABC com ângulo C = 90°. Tem-se AC = x cm, BC = 12 cm e hipotenusa AB = 13 cm. Determine o valor de x usando o Teorema de Pitágoras.

Dica de resolução: Aplique o teorema e isole x. Conceito central: Teorema de Pitágoras. Conceito para revisão: relação entre catetos e hipotenusa. BNCC: EF08MA09. Bloom: Aplicar. Dificuldade: Fácil.

  • ✅ A) x = 5 cm — x² + 12² = 13²; então x² = 169 − 144 = 25 e, como medida, x = 5 cm.
  • ❌ B) x = 12 cm — dois catetos de 12 cm produziriam uma hipotenusa diferente de 13 cm.
  • ❌ C) x = 10 cm — 10² + 12² = 244, não 13² = 169.
  • ❌ D) x = 6 cm — 6² + 12² = 180, portanto a igualdade não é satisfeita.
  • ❌ E) x = 8 cm — 8² + 12² = 208, diferente de 169.

3. No triângulo retângulo ABC com ângulo C = 90°, os catetos medem AC = 8 cm e BC = 15 cm. Usando o Teorema de Pitágoras, calcule o comprimento da hipotenusa AB.

Dica de resolução: Use a² + b² = c². Conceito central: Teorema de Pitágoras. Conceito para revisão: aplicações do teorema. BNCC: EF09MA14. Bloom: Aplicar. Dificuldade: Fácil.

  • ❌ A) AB = 12 cm — não é a raiz de 8² + 15².
  • ❌ B) AB = 18 cm — 18² não é igual a 64 + 225.
  • ❌ C) AB = 20 cm — não corresponde à raiz quadrada da soma dos quadrados dos catetos.
  • ❌ D) AB = 15 cm — é a medida de um cateto, não da hipotenusa calculada.
  • ✅ E) AB = 17 cm — AB² = 8² + 15² = 64 + 225 = 289; assim, AB = √289 = 17 cm.

4. Num triângulo retângulo, um cateto mede 7 cm e a hipotenusa mede 25 cm. Calcule o comprimento do outro cateto usando o teorema de Pitágoras.

Dica de resolução: Use a relação para encontrar o cateto desconhecido. Conceito central: teorema de Pitágoras. Conceito para revisão: aplicações em triângulos retângulos. BNCC: EF09MA13. Bloom: Aplicar. Dificuldade: Fácil.

  • ❌ A) 18 cm — 18² + 7² = 373, não 25².
  • ❌ B) 15 cm — 15² + 7² = 274, diferente de 625.
  • ✅ C) 24 cm — x² + 7² = 25²; x² = 625 − 49 = 576; portanto, x = 24 cm.
  • ❌ D) 22 cm — 22² + 7² = 533, não 625.
  • ❌ E) 20 cm — 20² + 7² = 449, não 625.

5. Determine a distância entre os pontos A(3, 4) e B(7, 1) utilizando o teorema de Pitágoras.

Dica de resolução: Calcule as diferenças horizontal e vertical e use Pitágoras. Conceito central: distância entre pontos. Conceito para revisão: aplicações do teorema. BNCC: EF09MA16. Bloom: Aplicar. Dificuldade: Difícil.

  • ✅ A) 5 — as diferenças são 4 e −3; a distância é √(4² + (−3)²) = √25 = 5.
  • ❌ B) 6 — não corresponde à raiz da soma dos quadrados das diferenças.
  • ❌ C) 4 — considera apenas a diferença horizontal e ignora a vertical.
  • ❌ D) 3 — considera apenas a diferença vertical, sem calcular a distância diagonal.
  • ❌ E) 7 — soma os módulos das diferenças, em vez de aplicar o teorema.

6. Um quadrado tem lado de 4 cm. Usando o teorema de Pitágoras em um dos triângulos formados pela diagonal, qual é a medida da diagonal?

Dica de resolução: Use a relação da diagonal do quadrado, obtida com Pitágoras. Conceito central: diagonal do quadrado. Conceito para revisão: fórmula da diagonal e radiciação. BNCC: EF08MA02. Bloom: Aplicar. Dificuldade: Média.

  • ❌ A) 8 cm — soma dois lados; a diagonal não é a soma dos comprimentos dos catetos.
  • ✅ B) 4√2 cm — d² = 4² + 4² = 32; logo, d = √32 = 4√2 cm.
  • ❌ C) 2√2 cm — corresponde à metade do valor correto, sem justificativa geométrica.
  • ❌ D) 4 cm — repete a medida do lado e não calcula a diagonal.
  • ❌ E) 16 cm — 16 é o quadrado de um lado, não a medida de comprimento da diagonal.

Como adaptar os exemplos para minha próxima atividade?

Para adaptar esses exemplos à sua próxima atividade, escolha primeiro o objetivo: treinar substituição na fórmula, encontrar um cateto, interpretar uma aplicação ou revisar radiciação. Depois, combine questões de dificuldade crescente e decida se os estudantes vão resolver individualmente, em duplas ou como saída rápida da aula. Eu costumo reservar um espaço para que expliquem o erro de uma alternativa, pois isso torna visível o raciocínio por trás da resposta. Se você precisa ganhar tempo na preparação, pode organizar e ajustar questões na plataforma GeraProva, mantendo o foco no conteúdo que sua turma está estudando. Acesse a página de cadastro grátis se quiser testar a ferramenta. Antes de aplicar qualquer lista, confira os dados, o nível de desafio e a correspondência com o planejamento da sua turma; a seleção final continua sendo uma decisão pedagógica do professor.

Uma revisão curta pode incluir uma questão de hipotenusa, uma de cateto e uma aplicação. Já uma avaliação mais completa pode acrescentar a distância entre pontos e a diagonal do quadrado, observando se a turma transfere o mesmo conceito para contextos diferentes.

Os exemplos podem ser adaptados conforme o ano escolar e o objetivo da aula; revise os enunciados antes de aplicar. Se quiser economizar tempo na preparação, experimente o GeraProva e veja se ele ajuda a montar uma atividade adequada à sua turma.

Monte uma prova com questões como estas

O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.

Criar minha prova

Habilidades BNCC deste artigo

Artigos relacionados

0 comentários

Ocorreu um erro inesperado. Recarregar X

Rejoining the server...

Rejoin failed... trying again in seconds.

Failed to rejoin.
Please retry or reload the page.

The session has been paused by the server.

Failed to resume the session.
Please retry or reload the page.