Concordância verbal e nominal: o sujeito plural que ainda deixa o verbo no singular
Nas questões do acervo, reaparece a dificuldade de fazer verbo, substantivo, artigo e adjetivo concordarem em número. Veja como diagnosticar a origem do erro e planejar intervenções.
Eu vejo esse erro aparecer quando peço à turma que revise uma frase simples: “As crianças visitou a exposição”. Muitas vezes, o aluno lê, entende o sentido e até percebe que algo soa estranho, mas não consegue localizar o ponto de desencontro. Corrige “crianças” para “criança” ou troca o verbo por tentativa, sem conferir quem é o sujeito. Na conversa, a dificuldade fica mais nítida: ele acompanha a ideia geral, mas ainda não usa singular e plural como pistas para revisar a frase inteira.
Também encontro o movimento contrário: o estudante corrige o verbo e deixa passar “as apresentação musicais” ou “resultados obtido”. Em vez de tratar cada ocorrência como distração, eu procuro entender qual relação ele ainda não identifica: sujeito e verbo, ou substantivo e seus acompanhantes. Nas questões do acervo, esses desencontros se repetem em frases curtas e em textos contextualizados. Esse padrão ajuda a planejar uma avaliação que não apenas diga se a resposta está certa, mas revele qual etapa da concordância precisa ser retomada.
O que é concordância verbal e nominal, explicado para o professor?
Concordância é a relação de combinação entre palavras que se conectam na frase. Na concordância verbal, o verbo se ajusta ao sujeito em pessoa e número: “A criança brinca” e “As crianças brincam”. Na concordância nominal, artigos, pronomes, numerais e adjetivos acompanham o substantivo em gênero e número: “a porta aberta”, “as portas abertas”. Em uma mesma frase, as duas relações podem aparecer juntas, como em “As crianças visitaram os estandes coloridos”. O conceito não é apenas decorar terminações; o estudante precisa localizar os termos relacionados e compreender o sentido da frase. No currículo, aparece em Língua Portuguesa do 2º ao 9º ano, com progressão da identificação de sujeito e plural até a revisão de textos segundo a norma-padrão. Relaciona-se às habilidades EF09LP04, EF05LP06, EF35LP07, EF04LP06, EF06LP06, EF08LP04 e EF07LP06.
Uma distinção que vale explicitar é a pergunta que cada relação responde. Para a concordância verbal, pergunto: “Quem pratica ou sofre a ação? O verbo acompanha esse sujeito?”. Para a nominal: “Qual substantivo está sendo determinado ou caracterizado? As palavras ligadas a ele combinam?”. Em “Os relatórios foram organizados”, o sujeito plural se relaciona com a forma verbal e com o particípio. Já em “suas portas”, o possessivo acompanha o substantivo feminino plural. Ensinar o conceito por essas relações, em vez de apresentar apenas uma lista de terminações, ajuda o aluno a transferir o que sabe para frases novas e para a revisão de textos próprios.
O que o aluno precisa saber antes de estudar concordância?
Antes de cobrar concordância, eu verifico se a turma identifica sujeito e verbo e distingue singular de plural. Esse é o ponto de partida registrado nas fichas, especialmente para a questão inicial do 2º ano; nas demais, aparecem como pré-requisitos a concordância verbal e a nominal, em versões básicas ou já consolidadas. Não basta perguntar se a criança conhece a palavra “plural”: preciso saber se ela reconhece quem é o sujeito, localiza o núcleo do grupo nominal e percebe quais palavras estão ligadas a esse núcleo. Faço uma sondagem curta com frases como “O menino corre”, “Os meninos correm” e “As portas abertas”. Peço que circulem o sujeito, sublinhem o verbo e liguem substantivo aos termos que o acompanham. A resposta e a explicação oral mostram se a dificuldade está na identificação da relação ou na aplicação da forma.
Uma checagem útil é apresentar pares mínimos, mudando apenas o número: “A criança brinca no parque” e “As crianças brincam no parque”. Em seguida, misturo elementos: “As criança brinca” e “Os relatórios foi organizado”. Peço à turma que indique quantas relações precisam ser revistas, sem começar pela correção. Se o aluno aponta apenas o verbo, talvez reconheça a concordância verbal, mas ainda não revise os termos nominais. Se muda o verbo sem encontrar o sujeito, a base de análise sintática ainda precisa de apoio. Registro esses padrões por aluno ou grupo; assim, consigo separar uma retomada de identificação do sujeito de uma atividade de revisão global, sem transformar o diagnóstico em uma nota punitiva.
Quais são os erros mais comuns de concordância e por que acontecem?
Nas oito fichas, o padrão recorrente é a confusão entre número do sujeito e forma verbal, acompanhada em várias questões por desencontros entre substantivo e determinantes ou adjetivos. Não há base para afirmar que um erro específico ocorreu em determinada quantidade de questões; as fichas descrevem tendências individuais, não uma contagem consolidada de respostas de alunos. Ainda assim, os distratores mostram onde vale prestar atenção: em três questões, a alternativa mais provável indicada pela ficha deixa um substantivo singular diante de um contexto plural ou mantém uma forma verbal incompatível; em outras, o destaque está na leitura do sujeito. Uso isso como hipótese de diagnóstico, não como conclusão automática sobre a turma. A intervenção deve partir da justificativa do estudante: qual palavra ele tomou como referência e por que escolheu aquela forma?
1. O aluno mantém o verbo no singular diante de sujeito plural
É o erro mais visível nas frases “As crianças visitou” e “Essas ações contribui”. O aluno pode estar se guiando pela palavra mais próxima do verbo, pelo hábito de usar uma forma verbal frequente ou por ainda não ter identificado o núcleo do sujeito. Na questão 4, o distrator A mantém “contribui” com “ações”; na questão 8, a alternativa B traz “A menina e o menino vai”. Para intervir, peço que a turma localize o sujeito inteiro e diga quantos elementos ele representa antes de escolher o verbo. Depois, comparo versões no singular e no plural. O objetivo é tornar visível a relação sujeito-verbo, não induzir a troca mecânica de uma terminação.
2. Corrige o verbo, mas deixa o substantivo ou o adjetivo no singular
Em “Os participantes decidiram”, a frase ainda pode aparecer como “Os participante decidiram”; em “resultados obtidos foram consistente”, a forma verbal e o particípio melhoram, mas o adjetivo não acompanha o plural. A ficha da questão 2 aponta como distrator mais provável a opção D, que deixa “participante” no singular. A da questão 6 indica a opção A, que corrige parte da frase e mantém “consistente” no singular. Esse padrão revela uma revisão parcial: o aluno encontra uma discordância, mas não percorre toda a cadeia de palavras. Proponho que ele marque cada substantivo e trace setas para artigo, pronome e adjetivo relacionados. Em seguida, revisa o verbo em uma etapa separada.
3. Confunde qual palavra é o sujeito da oração
Frases com complementos entre o sujeito e o verbo podem levar o estudante a tomar o termo mais próximo como referência. Em “O desenho das espécies nativas trazem”, o núcleo do sujeito é “desenho”, não “espécies”. A questão 3 reúne exemplos desse tipo e informa como distrator mais provável a alternativa A, em que “A equipe” aparece com verbo no plural. A causa pode ser a leitura rápida do grupo nominal ou a impressão de que palavras no plural dentro do sujeito determinam o número do verbo. Para intervir, separo o sujeito do restante da oração com colchetes e pergunto qual palavra organiza esse grupo. Depois retiro temporariamente os complementos: “O desenho traz detalhes”. Se a concordância fica clara nessa versão, o desafio está em analisar estruturas mais longas.
4. Ajusta uma palavra e cria outro desencontro
Algumas alternativas corrigem um aspecto e estragam outro. Trocar “seus portas” por “seu portas” mantém a discordância de gênero; escrever “reabriram suas portas” modifica indevidamente a concordância verbal com “A biblioteca”. A questão 1 permite observar se o estudante consegue manter simultaneamente o sujeito singular e o substantivo feminino plural. A ficha aponta C como distrator mais provável, justamente uma escolha que ajusta o possessivo, mas passa o verbo ao plural. A intervenção é revisar a frase por camadas: primeiro, sujeito e verbo; depois, substantivo e palavras que o acompanham; por fim, conferir se o sentido original foi preservado. Esse procedimento evita que o aluno trate a correção como uma troca isolada.
Como ensinar concordância verbal e nominal passo a passo?
Eu organizo o ensino em uma sequência que começa por relações simples e avança para revisão de frases contextualizadas. Primeiro, retomo sujeito, verbo, singular e plural, usando exemplos que a turma possa comparar oralmente. Depois, acrescento artigos, pronomes e adjetivos ligados aos substantivos, tornando explícito que a concordância nominal é outra relação, embora possa coexistir com a verbal. Em seguida, apresento frases com um erro de cada vez e peço que os alunos localizem a palavra de referência antes de corrigir. Só então avanço para frases com dois desencontros ou sujeitos separados do verbo por complementos. As dicas das fichas convergem em uma ação concreta: observar o sujeito e o verbo, além das relações entre pronome, substantivo e adjetivo. A turma precisa aprender a justificar a revisão, não apenas escolher a alternativa que “soa melhor”.
Uma sequência de aula possível começa com cinco minutos de sondagem individual. Em duplas, os estudantes identificam os termos relacionados em frases curtas e comparam as escolhas. Na discussão coletiva, registro no quadro duas colunas: concordância verbal e concordância nominal. Depois, proponho uma revisão guiada, como “Os resultado obtido foi consistente”, solicitando que a turma marque todas as relações antes de reescrever. Na produção final, cada estudante revisa um pequeno texto próprio ou uma frase contextualizada e explica uma mudança. Se a sondagem revelar dificuldade em sujeito e verbo, não avanço diretamente para casos mais longos: retomo a identificação do sujeito. Se a base estiver segura, introduzo situações com mais de um ajuste, como as da questão 6. Assim, o erro vira informação para decidir o próximo passo.
Também alterno oralidade, manipulação de cartões e escrita. Com cartões de palavras, a turma monta “A criança brinca” e transforma para “As crianças brincam”; em outro momento, troca “a porta aberta” por “as portas abertas”. A comparação ajuda a perceber que nem toda palavra muda do mesmo modo. Para alunos mais avançados, proponho frases em que um complemento plural aparece perto de um verbo cujo sujeito é singular, como “O desenho das espécies traz detalhes”. Peço que expliquem por que “espécies” não controla o verbo. Ao concluir cada etapa, faço uma pergunta de saída: “Que palavra guiou sua decisão?”. A resposta revela se o aluno está usando o núcleo do sujeito, a concordância dentro do grupo nominal ou apenas uma impressão sonora. Posso usar o gerador de provas do GeraProva para preparar itens de níveis diferentes, mantendo o foco nessa progressão.
Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento?
Escolho o formato conforme a informação que preciso obter. Para abrir uma sequência ou fazer avaliação rápida, uma frase curta e direta, como a questão 8, tem tempo curto, leitura baixa e papel de abertura; ajuda a verificar se o aluno distingue sujeito e verbo sem sobrecarregar a leitura. Para diagnóstico e consolidação, uso itens de tempo médio e nível de leitura médio, presentes na maioria das fichas, que permitem observar mais de uma relação e têm papel de progressão ou consolidação. O poder de discriminação informado varia entre médio e alto: nas questões 2 e 5 é alto; nas demais, em geral, médio. Isso não substitui a análise das justificativas. As oito questões não exigem cálculo e todas servem para prova, atividade, lição, diagnóstico e avaliação rápida; sete também são indicadas para simulado, com exceção das questões 7 e 8.
Para diagnóstico, peço que o aluno explique a escolha ou sublinhe as palavras que conferiu. Uma questão de múltipla escolha pode revelar o tipo de alternativa que o atrai, mas a justificativa esclarece se houve leitura apressada, confusão de número ou revisão parcial. Para atividade e lição, deixo espaço para reescrever a frase e justificar o ajuste; isso mostra se o estudante consegue sair do reconhecimento e produzir a forma adequada. Em prova ou simulado, combino itens diretos com um texto contextualizado, sem fazer a extensão do enunciado virar obstáculo que não pretendo avaliar. A ficha registra nível médio na maior parte das questões e baixo na questão 8. Ajusto a seleção ao objetivo, observo o tempo de resolução indicado como curto ou médio e uso os resultados para agrupar necessidades de retomada, não para rotular alunos.
O que ensinar antes de concordância verbal e nominal?
O acervo indica como pré-requisito a concordância verbal. Isso pede atenção: embora o tema deste guia reúna concordância verbal e nominal, várias fichas pressupõem que o aluno já reconheça a relação entre sujeito e verbo para então analisar combinações mais amplas. Nas séries iniciais, posso começar identificando sujeito e verbo, distinguindo singular e plural e observando mudanças em pares de frases. Depois, verifico se a turma aplica essa relação em contextos diferentes, e não apenas em modelos memorizados. Quando a base ainda não está firme, retomo a concordância verbal antes de exigir uma revisão que envolva também artigos, pronomes e adjetivos. A sequência evita atribuir à concordância nominal uma dificuldade que, na realidade, pode começar pela identificação do sujeito. Para a trilha de pré-requisito, consulte concordância verbal.
Essa checagem não significa que todos os alunos precisem dominar a nomenclatura gramatical antes de aprender. Posso verificar a compreensão com ações observáveis: apontar quem realiza a ação, escolher entre “brinca” e “brincam”, explicar o que mudou ao passar de singular para plural. Se o estudante acerta apenas quando o sujeito está imediatamente antes do verbo, proponho exemplos com complementos e faço a identificação do núcleo em voz alta. Quando consegue manter a concordância verbal em frases variadas, avanço para relações nominais. Assim, organizo a retomada por evidência e não apenas pela série em que o conteúdo costuma aparecer.
Para onde este conceito leva?
A concordância se conecta a aprendizagens que exigem revisão mais consciente da escrita. O acervo aponta como conceitos dependentes norma-padrão, concordância e ortografia, reescrita de frases e uso de pronomes relativos. O estudante que identifica as relações entre sujeito, verbo e termos nominais dispõe de ferramentas para revisar enunciados sem alterar o sentido pretendido. Isso não quer dizer que dominar concordância garanta automaticamente domínio desses outros conteúdos; significa que a habilidade contribui para ler e reescrever estruturas com mais controle. Em atividades futuras, posso pedir que a turma compare versões de uma frase, localize mudanças e explique qual forma respeita o padrão solicitado. Também posso retomar esse conhecimento quando a revisão de um texto envolver pronomes ou construções mais extensas. A conexão funciona melhor quando surge em uso real, e não como uma lista de assuntos desconectados.
Na prática, a transferência aparece quando o estudante relê o próprio texto e encontra um desencontro que não estava no exercício original. Posso pedir que revise primeiro os verbos, depois os grupos nominais e, por fim, observe a frase como um todo. Em reescrita, o cuidado é preservar o sentido: mudar “A biblioteca reabriu suas portas” para um sujeito plural, por exemplo, não é uma correção válida se altera quem realizou a ação. Em textos com pronomes relativos, a análise das relações entre os termos também exige atenção à estrutura da oração. Essas pontes permitem retomar concordância ao longo do ano, em vez de encerrar o assunto depois de uma unidade isolada.
Que ligações existem com outros temas e habilidades?
As fichas apresentam contextos cotidianos, abstratos e históricos: jornal mural, praça comunitária, feira cultural, relatórios de jardinagem, biblioteca e estudo de amostras em cavernas. Também aparece um tema transversal ligado à vida comunitária e à cultura local, sem que as fichas estabeleçam uma categoria temática única para todas as questões. Posso usar esses contextos para conversar sobre comunicação, participação e cuidado com espaços compartilhados, mantendo claro que o objetivo avaliado é a concordância. Entre as habilidades socioemocionais registradas estão tomada de decisão e pensamento crítico. Elas aparecem quando o estudante compara alternativas, escolhe uma correção e sustenta sua decisão com evidências da frase. A atividade não precisa transformar gramática em uma discussão moral; basta criar espaço para escuta, justificativa e revisão colaborativa, respeitando diferentes hipóteses antes de chegar à forma convencional.
Uma proposta simples é revisar coletivamente um texto de divulgação de um evento da comunidade escolar. Cada dupla marca possíveis desencontros e precisa explicar qual relação está verificando. Outra possibilidade é discutir como uma frase correta ajuda o leitor a entender quem fez o quê, sem afirmar que qualquer variação fora da norma-padrão impede a comunicação. A escolha entre norma de uso e registro formal depende da situação; as questões do acervo, quando pedem norma-padrão, deixam esse critério explícito. Assim, a turma aprende a adequar a escrita ao contexto e a argumentar sobre as escolhas, articulando conhecimento linguístico, pensamento crítico e tomada de decisão.
8 questões comentadas sobre concordância verbal e nominal
Estas oito questões permitem observar diferentes pontos da concordância: relação entre sujeito e verbo, ajuste de artigo, pronome e substantivo, concordância de adjetivos e revisão de mais de uma forma na mesma frase. Ao aplicá-las, não fico apenas com o número de acertos. Peço que o estudante explique qual palavra serviu de referência e, quando possível, reescreva a frase. Nas questões abaixo, mantenho enunciados e alternativas, com a resposta correta identificada e comentários sobre o que os distratores podem revelar. Em cada item, o marcador ao final permite ao sistema inserir a ficha técnica correspondente; por isso, não duplico aqui dados como tempo, papel na prova ou poder de discriminação. As questões são adequadas a diferentes momentos de avaliação, desde uma sondagem curta até uma prova com progressão, conforme as necessidades da turma e o nível de leitura do grupo.
Questão 1 — Como corrigir “reabriu seus portas”?
No início do semestre, o comitê de comunicação escolar revisou os textos nos quais anunciava a volta das atividades na biblioteca. Em um rascunho, encontrou esta frase: “A biblioteca reabriu seus portas e estará aberta das 8 h até as 18 h.” O grupo discutiu ajustes para adequá-la à norma-padrão, corrigindo usos de concordância entre artigo, substantivo e pronome, além de uniformizar o registro formal dos horários. Analise o texto-base e identifique a forma que corrige adequadamente o trecho “reabriu seus portas”, segundo a norma-padrão.
- ❌ A) Substituir “reabriu seus portas” por “reabriu seu portas”. Mantém o possessivo no masculino diante do substantivo feminino. O erro revela que o aluno pode ter percebido o problema de número, mas não conferiu o gênero de “portas”.
- ❌ B) Substituir por “reabriram seu portas”. Muda o verbo para o plural sem motivo e mantém a discordância nominal. Revela dificuldade em preservar o sujeito e revisar mais de uma relação.
- ❌ C) Substituir por “reabriram suas portas”. “Suas portas” está adequado, mas “reabriram” não concorda com o sujeito singular “A biblioteca”. Revela correção parcial do grupo nominal sem conferir sujeito e verbo.
- ✅ D) Substituir por “reabriu suas portas”. “Suas” concorda em gênero e número com “portas”, e o verbo permanece no singular, de acordo com “A biblioteca”.
- ❌ E) Substituir por “reabriu suas porta”. Mantém o verbo, mas deixa substantivo no singular diante do possessivo plural. Revela que o aluno ainda não confere o número dentro do grupo nominal.
O foco do comentário é observar as duas relações sem confundi-las: “reabriu” acompanha o sujeito; “suas” acompanha “portas”.
Questão 2 — Como reescrever a frase sobre os participantes?
Alunos revisam os textos do jornal mural semanal da escola e discutem ajustes antes da publicação. No debate, chama atenção a frase: “Os participante do grupo decidiu publicar mais textos sobre cultura local.” Surgem dúvidas sobre concordância verbal e correção gramatical, pois os termos precisam refletir número e sentido adequados. Identifique a opção que reescreve corretamente a frase destacada, mantendo o sentido original.
- ❌ A) “Os participantes do grupo decidiram a publicar mais textos sobre cultura local.” O artigo diante do infinitivo não cabe nessa construção. O erro pode indicar que o aluno mexeu na frase sem conferir a estrutura resultante.
- ❌ B) “Os participantes do grupo decide publicar mais textos sobre cultura local.” O verbo ficou no singular diante do sujeito plural. Revela atenção à forma do substantivo, mas não à relação verbal.
- ❌ C) “Os participantes do grupo decidir publicar mais textos sobre cultura local.” O infinitivo “decidir” não funciona como verbo flexionado da oração principal nessa frase. Revela dificuldade de selecionar a forma verbal adequada.
- ❌ D) “Os participante do grupo decidiram publicar mais textos sobre cultura local.” O verbo foi ajustado, mas o substantivo permaneceu no singular depois do artigo plural. A ficha identifica essa alternativa como distrator mais provável; a escolha pode revelar uma revisão incompleta.
- ✅ E) “Os participantes do grupo decidiram publicar mais textos sobre cultura local.” Substantivo e verbo ficam no plural, e o sentido original é preservado.
Peço que o estudante circule o sujeito e revise em separado o substantivo “participantes” e o verbo “decidiram”.
Questão 3 — Qual trecho dos relatórios está correto?
Apresentam-se cinco trechos extraídos de relatórios de um projeto de jardinagem comunitária: 1. “As plantas cresceu rápido e saudável, surpreendendo a equipe.” 2. “A equipe de estudantes registraram todas as fases com fotos e anotações.” 3. “O desenho das espécies nativas trazem detalhes sobre formato e cor.” 4. “Cada projeto, com suas metas bem definidas, ajudam no planejamento.” 5. “Os relatórios foram organizados em pastas temáticas.” Identifique no texto-base o trecho em que a concordância nominal e verbal está correta.
- ❌ A) “A equipe de estudantes registraram todas as fases com fotos e anotações.” O núcleo do sujeito é “equipe”, singular, portanto o verbo deveria ser “registrou”. Revela que o aluno pode tomar “estudantes”, dentro do complemento, como sujeito.
- ❌ B) “O desenho das espécies nativas trazem detalhes sobre formato e cor.” O sujeito é “O desenho”, singular; o verbo esperado é “traz”. A escolha revela possível atração pelo substantivo plural mais próximo.
- ❌ C) “As plantas cresceu rápido e saudável”. “Plantas” pede “cresceram”, e “saudável” deveria acompanhar o plural. Revela que duas relações diferentes passaram despercebidas.
- ✅ D) “Os relatórios foram organizados em pastas temáticas.” O sujeito plural se relaciona corretamente com “foram organizados”; os termos do grupo nominal também estão adequados.
- ❌ E) “Cada projeto, com suas metas bem definidas, ajudam no planejamento.” O núcleo “Cada projeto” é singular; o verbo deve ser “ajuda”. Revela que o aluno pode confundir o complemento plural com o sujeito.
A comparação dos trechos permite diagnosticar se a turma identifica o núcleo do sujeito mesmo quando há outros substantivos na frase.
Questão 4 — Que forma concorda com “essas ações”?
Um grupo de voluntários organiza mutirões mensais para recuperar a praça central. O texto relata: “Essas ações contribui para a sensação de segurança e bem-estar dos moradores.” Analise o texto-base e identifique a alternativa que corrige, sem alterar o sentido, o erro de concordância verbal presente no último período.
- ❌ A) “Essas ações contribui para a sensação de segurança e bem-estar dos moradores.” Mantém o verbo no singular diante do sujeito plural. A escolha revela que a relação entre “ações” e “contribui” não foi conferida.
- ✅ B) “Essas ações contribuem para a sensação de segurança e bem-estar dos moradores.” O verbo no presente e no plural concorda com o sujeito “Essas ações”, sem alterar o sentido.
- ❌ C) “Essas ações contribuiu para a sensação de segurança e bem-estar dos moradores.” Além de permanecer no singular, o verbo passa ao pretérito. Revela que a correção pode ter sido feita sem atenção ao tempo verbal.
- ❌ D) “Essa ações contribuem para a sensação de segurança e bem-estar dos moradores.” O verbo concorda, mas o determinante “Essa” não acompanha o substantivo plural. Revela revisão apenas da concordância verbal.
- ❌ E) “Essas ação contribuem para a sensação de segurança e bem-estar dos moradores.” O substantivo fica no singular diante de determinante e verbo plurais. Revela que o aluno não revisou o grupo nominal completo.
Peço que a turma identifique primeiro o sujeito e só depois selecione a forma verbal.
Questão 5 — Qual frase está de acordo com a norma-padrão?
Na escola, a turma revisou frases usadas nos cartazes da feira cultural. Leia as frases sobre a feira. Qual frase está de acordo com a norma-padrão?
- ❌ A) “As criança visitaram os estandes coloridos.” O artigo está no plural, mas “criança” ficou no singular. O erro revela que o aluno pode não revisar a concordância nominal mesmo acertando o verbo.
- ✅ B) “As crianças visitaram os estandes coloridos.” O verbo acompanha “as crianças”; artigo, substantivos e adjetivo apresentam as formas adequadas em seus grupos.
- ❌ C) “As crianças visitou os estandes coloridos.” O sujeito plural pede “visitaram”. A escolha revela uma dificuldade específica de concordância verbal.
- ❌ D) “As crianças visitaram os estandes colorida.” O adjetivo não concorda com “estandes”, masculino plural. Revela que a relação nominal pode ter sido ignorada.
- ❌ E) “As crianças visitaram o estandes coloridos.” O artigo singular masculino não acompanha o substantivo plural. Revela revisão incompleta do grupo nominal.
O item é útil para pedir que os alunos classifiquem cada erro: verbal ou nominal, antes de justificar a resposta correta.
Questão 6 — Como corrigir “os resultados obtido foi consistente”?
Um relatório sobre amostras de solo apresentou a frase: “Os resultados obtido foi consistente com expectativas”. Analise o texto-base e identifique em qual alternativa a forma nominal e a forma verbal destacadas no último período foram corrigidas adequadamente.
- ❌ A) “Os resultados obtidos foram consistente com as expectativas.” Particípio e verbo foram ajustados, mas “consistente” permanece no singular. A ficha indica esta como distrator mais provável; sua escolha pode revelar revisão parcial da concordância nominal.
- ✅ B) “Os resultados obtidos foram consistentes com as expectativas.” “Obtidos”, “foram” e “consistentes” acompanham o sujeito plural; a frase mantém o sentido do texto.
- ❌ C) “Os resultados obtidos foi consistente com as expectativas.” O verbo permanece singular, embora o sujeito seja plural. Revela que o aluno pode conferir os termos nominais e deixar de revisar o verbo.
- ❌ D) “O resultado obtido foi consistente com as expectativas.” A frase passa ao singular e altera o sujeito plural do enunciado. Revela que o aluno pode corrigir a forma sacrificando o sentido original.
- ❌ E) “O resultado obtido foram consistentes com as expectativas.” O sujeito está no singular, mas verbo e adjetivo aparecem no plural. Revela falta de alinhamento entre as palavras relacionadas.
Esse item permite observar se o estudante consegue revisar concordância verbal e nominal na mesma frase.
Questão 7 — Qual expressão está correta no texto da festa?
Um texto sobre uma festa cultural contém diferentes expressões. Analise o texto e identifique a expressão em que a concordância nominal e verbal está correta.
- ✅ A) “cada participante precisa trazer seu instrumento e os poemas escolhidos”. “Precisa” concorda com o sujeito singular “cada participante”; “seu instrumento” e “os poemas escolhidos” apresentam grupos nominais adequados.
- ❌ B) “Os convites já foi distribuídos e os patrocinadores confirmaram presença”. O verbo deveria ser “foram”, em concordância com “Os convites”. A ficha indica essa opção como distrator mais provável; sua escolha revela que o aluno pode não relacionar sujeito e verbo.
- ❌ C) “a comissão responsável pelos decoração e iluminação se reunirá hoje”. O artigo contraído “pelos” não concorda com “decoração”, que está no feminino. Revela dificuldade de revisar os termos nominais.
- ❌ D) “vários aluno demonstraram entusiasmo e enviou suas ideias”. “Aluno” deveria estar no plural e “enviou” deveria acompanhar o sujeito plural. Revela dois desencontros, nominal e verbal.
- ❌ E) “as apresentação musicais para a festa cultural”. “Apresentação” deveria estar no plural para combinar com “as” e “musicais”. Revela revisão incompleta do grupo nominal.
Peço que os alunos justifiquem a alternativa A e localizem dois exemplos de concordância nominal nela.
Questão 8 — Qual opção apresenta uma frase gramaticalmente correta?
Qual das opções abaixo apresenta uma frase gramaticalmente correta?
- ✅ A) “O menino comeu a maçã e a banana.” A frase está corretamente formada; “comeu” concorda com “O menino”.
- ❌ B) “A menina e o menino vai ao parque.” O sujeito composto pede “vão”. Revela dificuldade em reconhecer que há mais de uma pessoa no sujeito.
- ❌ C) “Eles gosta de jogar futebol.” O pronome plural pede “gostam”. Revela desencontro entre o sujeito e a forma verbal.
- ❌ D) “Eu viu o cachorro na rua.” A forma verbal adequada à primeira pessoa é “vi”. Revela dificuldade de concordância de pessoa e conjugação.
- ❌ E) “As criança brinca no parque.” “Criança” deve concordar em número com “As”, e o verbo também precisa acompanhar o sujeito plural. Revela dificuldade simultânea de concordância nominal e verbal.
Como item de entrada, permite sondar relações básicas antes de trabalhar frases mais longas e contextualizadas.
Perguntas frequentes sobre concordância verbal e nominal
As dúvidas mais úteis para o planejamento costumam ser práticas: por onde começar, como separar concordância verbal de nominal, o que fazer quando a turma acerta por tentativa e como reutilizar os itens. Minha orientação é tomar as respostas como evidências de raciocínio. Uma alternativa correta não prova, sozinha, que o aluno reconheceu as relações; um erro também não significa que ele desconheça toda a regra. Observo qual palavra guiou a escolha, se o estudante preservou o sentido e se revisou todas as formas da frase. As respostas abaixo ajudam a decidir a próxima atividade e a adaptar a avaliação ao objetivo, sem confundir o ensino do conceito com a memorização de nomenclatura. São pontos de partida: ajusto a intervenção conforme o que a turma demonstra ao ler, explicar e reescrever.
Como saber se o erro é de concordância verbal ou nominal?
Verifique quais palavras não combinam. Se o problema está entre sujeito e verbo, é verbal: “As crianças visitou”. Se está entre substantivo e artigo, pronome ou adjetivo, é nominal: “as criança” ou “estandes colorida”. Uma frase pode reunir os dois tipos.
Devo ensinar concordância verbal antes da nominal?
As fichas indicam concordância verbal como pré-requisito. Eu verifico primeiro se os alunos identificam sujeito, verbo e número; depois avanço para as relações dentro do grupo nominal. Se a turma já domina essa base, posso retomar ambas em paralelo, deixando clara a diferença entre elas.
Como usar uma questão de múltipla escolha para diagnosticar?
Além de registrar a alternativa, peça uma justificativa curta ou que o aluno sublinhe os termos relacionados. Os distratores ajudam a identificar hipóteses, mas a explicação mostra se ele confundiu o sujeito, revisou apenas parte da frase ou não percebeu a concordância nominal.
Qual questão usar primeiro?
A questão 8 tem leitura baixa e tempo curto, funcionando como abertura para observar relações básicas entre sujeito e verbo. Se a turma precisar de um contexto mais amplo ou de revisão simultânea de diferentes formas, use itens de nível de leitura médio e tempo médio, acompanhando a justificativa.
Como retomar o conteúdo sem passar outra lista de exercícios?
Peça que os alunos revisem frases de cartazes, textos próprios ou pequenos enunciados, marcando o sujeito e os grupos nominais antes de reescrever. A correção colaborativa, acompanhada de explicações, trabalha o mesmo conceito em contexto e mostra se houve transferência.
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