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Atividades de unidades de medida e informática para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Reuni questões de conversão de unidades, notação científica, distâncias astronômicas e medidas usadas na informática para a 1ª série do Ensino Médio. Incluo gabarito comentado e sugestões práticas para trabalhar os principais raciocínios.

Atividades de unidades de medida e informática para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Quando trabalho medidas muito grandes e muito pequenas, procuro mostrar que a dificuldade não está apenas em lidar com números extensos ou cheios de zeros: é preciso escolher a unidade adequada, converter com cuidado e entender o que a grandeza representa. Na 1ª série, esse estudo aparece em contextos variados, como distâncias astronômicas, dimensões de componentes eletrônicos, volumes microscópicos e armazenamento de dados.

Nas atividades, combino conversões de unidades com notação científica, potências de dez, área, volume e relações entre grandezas. Assim, consigo observar se a turma está apenas aplicando uma regra ou se verifica a ordem de grandeza e a coerência do resultado. A seguir, organizei questões com gabarito comentado que podem servir para uma lista, uma avaliação ou uma retomada em sala.

O que o aluno de 1ª série precisa saber sobre unidades para distâncias muito grandes, muito pequenas e informática

O aluno precisa compreender que a unidade escolhida depende da escala do objeto ou da distância estudada: nanômetros podem expressar dimensões microscópicas, enquanto unidades astronômicas ajudam a representar distâncias no Sistema Solar. Também precisa converter unidades usando equivalências, como 1 µm = 1000 nm, e operar números em notação científica sem perder de vista o significado dos expoentes. Em informática, deve interpretar relações decimais entre byte, gigabyte e terabyte conforme os fatores fornecidos no enunciado. Além das conversões diretas, as questões podem exigir volume de cubos, multiplicação de medidas, escalas de área, cálculo de frequência a partir do período e conversão de ângulos para radianos em uma aplicação de distância. É importante distinguir grandezas lineares, áreas e volumes: um fator de escala linear afeta a área ao quadrado e o volume ao cubo. Por fim, o aluno deve verificar se a resposta é plausível e se o arredondamento respeita o que a questão pede.

O que ele precisa saber antes

Antes de propor esta sequência, retomo alguns conhecimentos que aparecem diretamente nas questões. O primeiro é a conversão de unidades métricas e de volume, incluindo as relações entre metros cúbicos, litros e microlitros quando elas são fornecidas no enunciado. Também vale revisar potências de dez, multiplicação e divisão em notação científica e a leitura de números decimais.

Para os itens geométricos, os estudantes precisam conhecer o volume de um cubo e a ideia de que suas três dimensões contribuem para o resultado. Para a questão de ampliação da micrografia, precisam relacionar escala linear e área. Já os itens sobre pulsos e telescópio mobilizam, respectivamente, a relação inversa entre período e frequência e a conversão de graus para radianos. Não é necessário tratar esses pré-requisitos como uma barreira: posso retomar cada um com um exemplo breve antes da atividade ou deixar que a própria resolução revele onde a turma precisa de apoio.

Onde os alunos mais erram

Um erro recorrente nas questões de escala é operar somente com o fator linear, sem considerar a dimensão da grandeza. Ao ampliar todas as dimensões por 1000, por exemplo, uma área muda por 1000², não por 1000 nem por 1000³. No caso dos cubos de nanômetros, dividir as arestas e elevar a razão ao cubo ainda não resolve o problema do número inteiro máximo: é preciso contar quantos cubos inteiros cabem em cada direção. A alternativa A da questão do transistor é um distrator provável porque faz uma divisão contínua e aceita uma quantidade fracionária de cubos.

Em notação científica, a vírgula pode até parecer bem posicionada, enquanto o expoente está errado. Isso aparece na multiplicação de medidas, na conversão entre bytes e unidades maiores e no cálculo do inverso de um período. Na conversão de bytes, alguns estudantes podem multiplicar pelo fator em vez de dividir, ou deslocar a vírgula na direção incorreta. Na frequência, esquecer o expoente de 10⁻⁹ muda completamente a ordem de grandeza.

Também observo confusões entre a etapa de calcular e a de interpretar. Pode-se obter o comprimento em quilômetros e esquecer de multiplicá-lo pelo custo por quilômetro; ou usar graus diretamente em uma fórmula que exige radianos. Na conversão para unidades astronômicas, inverter a razão ou arredondar sem observar o valor obtido também conduz a uma resposta incompatível com os dados. Peço que os alunos registrem as unidades em cada etapa: isso ajuda a localizar se o problema está na conta, na conversão ou na interpretação.

Como trabalhar em sala

  • Monte uma escada de unidades no quadro. Escreva equivalências fornecidas, como micrômetro e nanômetro, ou byte e terabyte. Peça à turma que indique se a conversão pede multiplicar ou dividir e que justifique usando a unidade de chegada.
  • Separe coeficiente e potência de dez. Em uma conta de notação científica, os alunos podem resolver primeiro os coeficientes e depois os expoentes. Ao final, normalizam o resultado e conferem se sua ordem de grandeza faz sentido.
  • Compare linha, área e volume. Use um desenho simples de quadrado ou cubo no quadro. Se cada lado aumentar por um fator k, discutam por que a área depende de k² e o volume, de k³. Isso prepara a leitura dos itens de micrografia e transistor.
  • Faça uma estimativa antes da conta completa. Em conversões de armazenamento ou distância, peça uma previsão: o valor deve ficar perto de 1, ser dezenas ou ser uma fração? Depois, a turma calcula e compara com a estimativa.
  • Organize a correção por tipo de erro. Em vez de apenas marcar certo ou errado, agrupe as respostas: conversão invertida, expoente incorreto, fator de escala inadequado ou arredondamento. Essa conversa é rápida e ajuda a decidir qual procedimento vale retomar.

Questões prontas de unidades de medida para a 1ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

As questões abaixo percorrem diferentes escalas e aplicações. Mantive as alternativas para que você possa usar o material como atividade de múltipla escolha; os comentários explicam o raciocínio esperado e por que cada distrator não atende ao enunciado.

1. Cubos de transistor em um cubo de um micrômetro

Um transistor em um chip pode ser aproximado por um cubo de aresta s = 45 nm. Quantos desses pequenos cubos cabem, sem sobreposição, dentro de um cubo de aresta S = 1 µm? Expresse o resultado em forma exata e em notação científica, e informe o número inteiro máximo.

  • ❌ A) (1000/45)³ ≈ 1,0974×10⁴; máximo = 10974. Divide as arestas como se fosse possível acomodar uma quantidade fracionária em cada direção. Cabem 22 cubos por aresta.
  • ❌ B) (1000/40)³ ≈ 1,5625×10⁴; máximo = 15625. Substitui a aresta informada de 45 nm por 40 nm.
  • ❌ C) (2000/45)³ ≈ 3,1680×10⁴; máximo = 31680. Usa 2000 nm para a aresta maior, embora 1 µm corresponda a 1000 nm.
  • ❌ D) (1000/50)³ ≈ 8,000×10³; máximo = 8000. Calcula com cubos de 50 nm, não com a medida do enunciado.
  • ✅ E) 22³ = 1,0648×10⁴; máximo = 10648. Como 22×45 = 990 e 23×45 = 1035, cabem 22 cubos inteiros em cada aresta. Portanto, 22³ = 10648.

Gabarito comentado: converto 1 µm para 1000 nm e determino primeiro quantos cubos cabem em uma dimensão. Só depois elevo esse número ao cubo. O arredondamento para baixo é essencial, pois o problema pede cubos inteiros sem sobreposição.

2. Volume de um componente eletrônico

Um componente eletrônico retangular mede l = 4,5×10⁻³ m, w = 2,0×10⁻³ m e h = 1,2×10⁻⁴ m. Calcule V = l·w·h em m³ e converta o resultado para microlitros. Considere 1 L = 10⁻³ m³ e 1 µL = 10⁻⁶ L.

  • ✅ A) V = 1,08×10⁻⁹ m³ = 1,08×10⁻⁶ L = 1,08 µL. Multiplico os coeficientes e somo os expoentes: 4,5×2,0×1,2 = 10,8 e −3−3−4 = −10; assim, 10,8×10⁻¹⁰ = 1,08×10⁻⁹ m³. As conversões levam a 1,08 µL.
  • ❌ B) 1,08×10⁻⁸ m³. O expoente não resulta da soma correta dos expoentes das três medidas.
  • ❌ C) 1,08×10³ µL. A conversão não pode tratar 1 m³ como 10³ µL; é preciso passar pelas equivalências entre m³, litros e microlitros.
  • ❌ D) 1,08×10⁻⁶ µL = 1,08 L. Mistura as unidades e inverte a relação: 1,08×10⁻⁶ L corresponde a 1,08 µL.
  • ❌ E) 9×10⁻⁹ m³ = 9 µL. O produto dos coeficientes não é 9, e o volume convertido corretamente é 1,08 µL.

Gabarito comentado: a resposta correta exige duas etapas: multiplicar as três medidas e converter o volume. Vale destacar que 10,8×10⁻¹⁰ precisa ser reescrito em notação científica normalizada, como 1,08×10⁻⁹.

3. Campo angular de um telescópio e custo de cobertura

Um telescópio tem campo angular a = 0,5°. Para a distância r = 384 400 km entre a Terra e a Lua, o comprimento linear do campo é s = r·a_rad, com a_rad = a·π/180. Se cada quilômetro de imagem custa R$ 0,10, qual é o custo aproximado?

  • ❌ A) R$ 19.220,00. Usa 0,5 diretamente como se o ângulo já estivesse em radianos.
  • ❌ B) R$ 3.354,52. Esse valor é o comprimento aproximado do campo, mas ainda falta multiplicar por R$ 0,10 por quilômetro.
  • ❌ C) R$ 670,90. Usa 1° em vez de 0,5°, dobrando o comprimento calculado e o custo.
  • ❌ D) R$ 167,73. Usa 0,25° e, por isso, obtém metade do custo correto.
  • ✅ E) R$ 335,45. Converto 0,5° para radianos: 0,5π/180 ≈ 0,0087266. Então s ≈ 384400×0,0087266 = 3354,52 km; o custo é 3354,52×0,10 ≈ R$ 335,45.

Gabarito comentado: o cuidado principal é seguir a sequência: converter o ângulo, calcular o comprimento linear e aplicar o preço por quilômetro. O valor intermediário não é ainda a resposta final.

4. Ampliação de uma micrografia

Uma micrografia tem área A = 3,00×10⁻¹² m². Se todas as dimensões forem aumentadas por um fator linear k = 1000, qual será a nova área, em metros quadrados?

  • ❌ A) 3,00×10⁻⁹ m². Multiplica a área somente por 1000, sem considerar que a área tem duas dimensões.
  • ❌ B) 3,00×10⁻³ m². Aplica o cubo do fator, como se a grandeza fosse volume.
  • ❌ C) 3,00 m². Multiplica por 10¹², um fator que não corresponde à ampliação de área dada.
  • ❌ D) 30,0×10⁻⁶ m². Introduz um fator dez além do resultado correto.
  • ✅ E) 3,00×10⁻⁶ m². A área aumenta por k²: 1000² = 10⁶. Logo, A' = 10⁶×3,00×10⁻¹² = 3,00×10⁻⁶ m².

Gabarito comentado: como a escala é linear, mas a pergunta é sobre área, o fator deve ser elevado ao quadrado. A unidade permanece m² e os expoentes de dez são combinados na multiplicação.

5. Frequência de pulsos de um circuito

Um circuito gera pulsos com período T = 1,25×10⁻⁹ s. Usando f = 1/T, calcule a frequência f em hertz e apresente o resultado em notação científica.

  • ❌ A) 0,8 Hz. Ignora o fator 10⁻⁹ e calcula apenas 1÷1,25.
  • ❌ B) 4×10⁹ Hz. Esse resultado viria de usar 0,25×10⁻⁹ s no lugar do período informado.
  • ❌ C) 8×10⁹ Hz. O expoente fica uma ordem de grandeza acima do valor correto.
  • ✅ D) 8×10⁸ Hz. O inverso de 1,25×10⁻⁹ é (1÷1,25)×10⁹ = 0,8×10⁹ = 8×10⁸ Hz.
  • ❌ E) 8×10⁷ Hz. Reduz a frequência por um fator dez ao deslocar o expoente na direção incorreta.

Gabarito comentado: a relação é inversa: um período muito pequeno corresponde a uma frequência grande. Ao inverter 10⁻⁹, obtemos 10⁹; em seguida, escrevemos 0,8×10⁹ na forma científica normalizada.

6. Conversão de bytes para terabytes

Expresse 4,7×10¹² bytes em terabytes, considerando 1 TB = 10¹² bytes. Mostre o cálculo em notação científica.

  • ❌ A) 4,7 TB são 0,47×10¹² bytes. O valor em bytes correspondente a 4,7 TB é 4,7×10¹², não 0,47×10¹².
  • ✅ B) 4,7 TB. Dividimos 4,7×10¹² bytes por 10¹² bytes/TB: 4,7×10^(12−12) = 4,7 TB.
  • ❌ C) 0,47 TB. Essa conversão representa uma quantidade menor do que 4,7×10¹² bytes.
  • ❌ D) 4,7 TB são 470 GB. Com a relação decimal entre TB e GB, 4,7 TB correspondem a 4700 GB, não 470 GB.
  • ❌ E) 4,7×10¹² bytes são 47 TB. A divisão por 10¹² deixa o coeficiente 4,7, não 47.

Gabarito comentado: como o fator que define 1 TB é 10¹² bytes, divido a quantidade de bytes por esse fator. Os expoentes se cancelam e permanece o coeficiente 4,7.

7. Tamanho de um arquivo em gigabytes

Um arquivo tem tamanho 5,12×10⁹ bytes. Expresse esse valor em gigabytes, sabendo que 1 GB = 10⁹ bytes.

  • ❌ A) 5,12×10⁸ GB. Mantém uma potência de dez incompatível com a divisão pelo fator que define 1 GB.
  • ❌ B) 10 GB. É um valor acima do obtido e não resulta da conversão indicada.
  • ❌ C) 0,512 GB. Divide o valor por dez, embora os fatores 10⁹ devam se cancelar.
  • ✅ D) 5,12 GB. Dividindo 5,12×10⁹ bytes por 10⁹ bytes/GB, obtemos 5,12 GB.
  • ❌ E) 5,1 GB. Arredonda o coeficiente sem que o enunciado peça aproximação e descarta os 0,02 GB.

Gabarito comentado: a mesma potência aparece no numerador e no fator de conversão, portanto se cancela. Como o resultado é exato com os dados apresentados, não há motivo para arredondar 5,12.

8. Distância em unidades astronômicas

Um corpo está a 1,5×10¹¹ m do Sol. Sabendo que 1 UA = 1,496×10¹¹ m, calcule essa distância em unidades astronômicas (AU) e apresente o resultado com duas casas decimais.

  • ❌ A) 3,00 AU. A distância dada é próxima de uma unidade astronômica, não de três.
  • ❌ B) 1,50 AU. O arredondamento não corresponde à razão calculada, que é aproximadamente 1,0027.
  • ❌ C) 2,00 AU. A divisão dos valores informados não produz duas unidades astronômicas.
  • ❌ D) 0,75 AU. A distância dada em metros é ligeiramente maior que 1 UA, portanto a razão precisa ser um pouco maior que 1.
  • ✅ E) Aproximadamente 1,00 AU. Dividindo 1,5×10¹¹ por 1,496×10¹¹, obtemos aproximadamente 1,0027. Com duas casas decimais, o resultado é 1,00 AU.

Gabarito comentado: divido a distância do corpo pelo valor, em metros, que corresponde a uma UA. As potências 10¹¹ se cancelam; depois, arredondo a razão para duas casas decimais.

Fechamento: transformar os erros em retomada

Na correção, posso pedir que cada aluno registre não só a alternativa escolhida, mas também a conversão ou a operação que sustenta a resposta. Essa etapa torna mais visível se a dificuldade está em escolher a unidade, manipular potências, interpretar uma escala ou arredondar. Para ampliar a sequência, consulte também questões da habilidade EM13MAT309, questões da habilidade EM13MAT103, questões da habilidade EM13MAT105 e questões da habilidade EM13CNT302.

Se quiser adaptar os itens ao tempo disponível e ao perfil da turma, você pode usar o gerador de provas do GeraProva para organizar uma avaliação e fazer o cadastro grátis para experimentar a plataforma. Também vale separar algumas questões para discussão em duplas e deixar as demais como verificação individual.

Use este material como ponto de partida: ajuste a seleção e o nível de apoio ao que sua turma precisa retomar. Bons estudos e boas aulas!

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