Atividades de Sociedade Líquida (Bauman) e Sociedade do Cansaço (Han) para o ENEM com gabarito
Reúno questões de Filosofia para trabalhar Bauman, Han e as transformações da territorialidade no ENEM. Veja erros frequentes, sugestões de aula e gabaritos comentados.
Quando trabalho Sociedade Líquida, de Bauman, e Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han, com foco no ENEM, procuro aproximar conceitos filosóficos de situações sociais reconhecíveis. Mobilidade, vínculos instáveis, desempenho e formas de controle ajudam a interpretar como os espaços são ocupados e como surgem fronteiras. Na prática, a dificuldade costuma estar menos em memorizar os nomes dos autores e mais em distinguir conceitos próximos: fronteira física e simbólica, uso coletivo e propriedade formal, ou abertura e proteção social.
As questões desta sequência articulam essas ideias à territorialidade, tema que aparece em diferentes contextos e exige leitura cuidadosa dos agentes envolvidos. Nem todos os itens tratam diretamente das teses de Bauman e Han; alguns avaliam conceitos relacionados, como soberania, bens comuns e liberdade. Eu os uso para treinar comparação, interpretação de texto e justificativa de alternativas, sem atribuir aos autores afirmações que os enunciados não sustentam.
O que o aluno de ENEM precisa saber sobre Sociedade Líquida (Bauman) e Sociedade do Cansaço (Han)
Para interpretar situações sobre Sociedade Líquida e Sociedade do Cansaço, o estudante precisa compreender como mudanças sociais afetam vínculos, trabalho e ocupação do espaço. Em Bauman, a ideia de liquidez ajuda a pensar relações e condições de vida marcadas pela instabilidade, pela mobilidade e pela dificuldade de manter formas duradouras de pertencimento. Em Han, a pressão por desempenho e produtividade permite analisar práticas que transformam a atividade e a exposição em critérios de valorização e controle. Aplicadas à territorialidade, essas perspectivas ajudam a perceber que fronteiras não são apenas muros ou linhas em mapas: também podem resultar de regras de acesso, critérios digitais e relações de poder que incluem alguns grupos e afastam outros. Isso não significa que o Estado tenha deixado de instituir fronteiras formalmente, nem que todo espaço seja instável da mesma maneira. No ENEM, é essencial relacionar cada conceito às evidências do texto e diferenciar a influência de agentes públicos, privados e comunitários.
O que ele precisa saber antes
Antes de resolver os itens, vale retomar território, territorialidade e fronteiras simbólicas, além de reconhecer que diferentes agentes produzem e organizam o espaço. Nas questões, também aparecem soberania e território estatal, acordos multilaterais, globalização e atores transnacionais. Em alguns itens, são necessários conhecimentos de bens comuns e propriedade, especialmente a crítica de Rousseau; da liberdade em Kant e da convivência por regras públicas; e das responsabilidades do Estado, da proteção social e da inclusão. Para aproximar as questões de Bauman e Han, é útil revisar mobilidade social, vínculos, desempenho e pressão por produtividade. Esses pré-requisitos não precisam virar uma longa aula expositiva: uma retomada breve de vocabulário e exemplos costuma ajudar a turma a acompanhar os textos.
Onde os alunos mais erram
Um erro recorrente neste conjunto é tratar território apenas como uma área física demarcada. A biblioteca pode criar fronteiras simbólicas por seus critérios de acesso e visibilidade; uma comunidade pode produzir territorialidade por usos compartilhados, mesmo sem títulos individuais; e o uso sazonal de um manguezal não deixa de constituir uma relação territorial por não haver moradia permanente. Outro tropeço é confundir legalidade formal com legitimidade social: uma concessão ou um mapa oficial não responde, por si só, se os usos coletivos foram considerados.
Também é fácil escolher uma alternativa que parece razoável, mas ignora parte do enunciado. Na questão da biblioteca, por exemplo, dizer que métricas digitais são neutras desconsidera que elas mudaram a programação e reduziram encontros pequenos. Nos itens sobre fronteiras, o distrator mais provável tende a valorizar muros, títulos ou decisões administrativas sem comparar o agente e o critério solicitados. Já nas questões sobre Estado, não basta defender abertura ou controle de fronteiras isoladamente: é preciso considerar outras responsabilidades públicas. Recomendo que a turma sublinhe o verbo do comando, identifique os agentes citados e só então avalie cada alternativa.
Como trabalhar em sala
- Mapa de conceitos no quadro: organize com a turma os termos território, territorialidade, fronteira física, fronteira simbólica e soberania. Peça que associem cada termo a uma evidência dos enunciados, em vez de copiar definições sem aplicação.
- Comparação de agentes: proponha que os estudantes listem quem age em cada situação — Estado, empresa, comunidade ou organismo internacional — e indiquem o instrumento usado: lei, concessão, acordo, métrica ou mapeamento colaborativo.
- Leitura em duas passagens: na primeira, a turma resume a situação; na segunda, marca o comando e as palavras que definem o critério da resposta, como consenso, uso coletivo ou compatibilização de liberdades.
- Debate breve com evidências: em duplas, cada estudante defende uma alternativa e precisa apontar a frase do enunciado que sustenta sua escolha. Depois, a turma verifica por que um distrator plausível não responde exatamente ao que foi perguntado.
- Fechamento com bilhete de saída: peça uma diferença entre liquidez e desempenho e um exemplo de fronteira simbólica encontrado nas questões. A resposta serve para decidir se a próxima aula precisa retomar conceitos ou praticar interpretação.
Questões prontas de Sociedade Líquida (Bauman) e Sociedade do Cansaço (Han) para o ENEM (com gabarito comentado)
Os itens abaixo podem ser usados como atividade individual, correção dialogada ou revisão. Eles percorrem situações de fronteira, territorialidade, propriedade, liberdade e responsabilidade estatal. Em cada questão, a justificativa ajuda a mostrar por que a alternativa correta responde ao comando e onde os distratores desviam da evidência apresentada.
Questão 1 — Legitimidade das fronteiras internacionais
Como se constroem fronteiras legítimas em um mundo globalizado? Em várias regiões, observa-se a imposição de muros estatais para conter fluxos migratórios, investimentos corporativos em zonas francas que criam enclaves privados e iniciativas de conselhos comunitários transfronteiriços que reúnem moradores para definir regras de uso comum. Ao mesmo tempo, organismos internacionais firmam acordos multilaterais reconhecidos por diferentes países, estabelecendo limites aceitos pela ordem jurídica global.
Compare os processos de ocupação do espaço descritos no texto e identifique qual agente assegura a legitimidade das fronteiras pela via do consenso e do reconhecimento mútuo entre Estados.
- ❌ A) Comunidades locais que definem regras em conselhos transfronteiriços. A definição comunitária de regras de uso comum não equivale ao reconhecimento mútuo entre Estados.
- ❌ B) Empresas que criam zonas francas para controle econômico. As zonas francas são apresentadas como enclaves privados, não como acordos reconhecidos entre países.
- ✅ C) Organismos internacionais que firmam tratados multilaterais entre Estados. O reconhecimento por diferentes países e a aceitação na ordem jurídica global correspondem ao consenso mútuo pedido.
- ❌ D) Estados que erguem muros para impor sua autoridade. Um muro pode expressar imposição unilateral, mas não o consenso entre Estados.
- ❌ E) Estados que reconhecem unilateralmente limites territoriais. O reconhecimento isolado de um Estado não atende ao critério de reciprocidade do comando.
Gabarito: C. O estudante deve comparar os agentes e localizar aquele cuja atuação depende de acordos multilaterais reconhecidos por diferentes países.
Questão 2 — Territorialidade simbólica em uma biblioteca
Uma biblioteca comunitária situada entre bairros com diferentes perfis socioeconômicos promovia saraus em português e em línguas faladas por famílias migrantes. Após firmar parceria com uma empresa digital, a instituição passou a receber recursos conforme o número de inscrições, publicações e acessos registrados. Para elevar esses indicadores, a coordenação reduziu encontros de grupos pequenos e priorizou eventos rápidos e mais divulgados nas redes. Ao mesmo tempo, a alta rotatividade de moradores, provocada por empregos e moradias instáveis, dificultou a continuidade dos vínculos comunitários. Embora não houvesse muros novos, alguns grupos deixaram de reconhecer a biblioteca como espaço próprio.
À luz das interpretações de Bauman e Byung-Chul Han, como os agentes envolvidos reconfiguraram a territorialidade da biblioteca?
- ❌ A) A empresa digital apenas financiou uma territorialidade já definida pelos moradores, pois as fronteiras culturais da biblioteca resultaram da rotatividade habitacional, sem interferência dos critérios de desempenho. A alternativa ignora que o financiamento condicionado a indicadores alterou a programação.
- ❌ B) A mobilidade dos moradores ampliou a liberdade de escolha, enquanto os indicadores digitais tornaram a biblioteca um território mais aberto por substituírem decisões culturais por critérios técnicos imparciais. Os indicadores não são imparciais no caso: favorecem eventos de maior visibilidade e reduzem o espaço de grupos menos presentes nas redes.
- ✅ C) A mobilidade dos moradores tornou os vínculos mais frágeis, enquanto a gestão por desempenho favoreceu usos mensuráveis do espaço e criou fronteiras simbólicas para grupos com menor presença digital. A resposta relaciona a instabilidade dos vínculos e os critérios de desempenho aos efeitos descritos.
- ❌ D) A perda de pertencimento decorreu principalmente da ausência de limites físicos entre os bairros, enquanto a divulgação digital funcionou como resposta capaz de estabilizar os vínculos comunitários. O enunciado aponta fronteiras simbólicas e informa que a divulgação não estabilizou os vínculos.
- ❌ E) A fragilidade dos vínculos transformou a biblioteca em espaço de passagem, mas a pressão por desempenho fortaleceu os grupos migrantes ao converter sua diversidade cultural em vantagem competitiva nas redes. A redução dos encontros pequenos contradiz a ideia de fortalecimento desses grupos.
Gabarito: C. A questão pede uma leitura conjunta da mobilidade e dos indicadores, não uma explicação baseada somente em muros ou em divulgação.
Questão 3 — Rousseau, propriedade e uso comum
— A maré não obedece à cerca — afirmou a representante dos pescadores durante uma audiência sobre uma baía, em situação fictícia. Há gerações, famílias utilizam sazonalmente diferentes trechos do estuário, alternando áreas de pesca conforme os ciclos de reprodução. Seus percursos são definidos por marcos naturais e acordos comunitários, embora não existam moradias permanentes nem títulos individuais na área.
Após elaborar um mapa com imagens de satélite, um órgão ambiental classificou parte da baía como área sem ocupação regular. Com base nesse documento, a prefeitura concedeu a uma empresa turística o uso exclusivo de um píer e dos acessos próximos. A empresa participou da decisão; os pescadores puderam se manifestar, mas não votar. No debate, os moradores evocaram a crítica de Rousseau à ideia de que cercar um bem comum bastaria para transformá-lo em propriedade legítima.
Analise a formação territorial descrita e identifique a interpretação mais coerente com a crítica de Rousseau à origem da propriedade.
- ❌ A) Considera neutra a cartografia oficial, pois mapas apenas registram limites já existentes. A classificação do mapa seleciona critérios e pode invisibilizar formas coletivas de uso.
- ✅ B) Considera ilegítima a exclusividade imposta por concessão sem deliberação pública sobre os usos coletivos preexistentes. A resposta considera tanto a apropriação do bem comum quanto a falta de participação efetiva dos usuários.
- ❌ C) Considera inexistente a territorialidade, pois o uso sazonal não produz ocupação permanente. Práticas periódicas, percursos e acordos também formam territorialidade.
- ❌ D) Considera legítima a exclusividade, pois a autorização estatal converte o uso comum em direito privado. A autorização formal não resolve a questão da legitimidade política levantada no texto.
- ❌ E) Considera prioritário o empreendimento, pois maior receita pública define a justiça da ocupação. A rentabilidade não substitui a análise sobre apropriação e participação coletiva.
Gabarito: B. A crítica apresentada questiona a transformação de um bem comum em exclusividade sem deliberação sobre os usos preexistentes.
Questão 4 — Kant, liberdade externa e fronteiras
— A cerca começa no manguezal e seguirá até o canal — informou a prefeitura do município fictício de Barra do Cedro. A obra integra uma concessão para a instalação de um terminal turístico. Há décadas, marisqueiras utilizam passagens entre o mangue e a vila, organizando horários de coleta e áreas de repouso dos crustáceos por acordos coletivos. O mapa cadastral usado na concessão, porém, registrava apenas lotes urbanos e não essas práticas sazonais. A empresa alegou que o empreendimento criaria empregos; as marisqueiras afirmaram que o bloqueio alteraria seus percursos e inviabilizaria sua atividade. Na audiência pública, uma defensora recordou a ideia de Kant de que a liberdade externa exige regras públicas capazes de tornar compatível a liberdade de cada pessoa com a das demais.
Analise, à luz da ideia kantiana mencionada e das territorialidades em disputa, a deliberação que melhor justifica a definição da fronteira proposta.
- ❌ A) Defender a transferência da fronteira às marisqueiras porque a permanência histórica cria domínio exclusivo. O uso histórico importa, mas não justifica impor domínio unilateral sobre os demais agentes.
- ❌ B) Defender a ampliação da fronteira porque empregos autorizam restringir toda circulação dos moradores. O benefício econômico não basta para avaliar a compatibilidade entre as liberdades afetadas.
- ✅ C) Defender a revisão da fronteira por regras públicas que compatibilizem a concessão e o uso coletivo do manguezal. A alternativa considera os diferentes agentes e propõe evitar que uma liberdade seja imposta unilateralmente sobre outra.
- ❌ D) Defender a suspensão de qualquer fronteira porque toda delimitação territorial viola a liberdade externa. A ideia apresentada admite regras públicas que organizem a coexistência das liberdades.
- ❌ E) Defender a manutenção da fronteira porque o título estatal torna irrelevante o uso coletivo anterior. A existência de um registro formal não elimina a necessidade de considerar quem já utiliza o espaço.
Gabarito: C. O critério é estabelecer regras públicas que compatibilizem os usos, e não abolir toda delimitação ou privilegiar automaticamente um agente.
Questão 5 — Territorialidade de base comunitária
Ao investigar o uso de áreas abandonadas em um bairro periférico, um grupo de moradores realizou, de forma colaborativa, o levantamento de pontos de encontro, rotas de acesso e zonas de convivência, registrando-os em mapas que passaram a orientar atividades comunitárias. Em seguida, a prefeitura aprovou uma lei de zoneamento para regular construções e serviços locais, enquanto uma empresa imobiliária apresentou projeto de condomínios de luxo nas proximidades. Relatórios de uma ONG internacional apontaram recursos para capacitação dos residentes, e litígios no tribunal de justiça resultaram em decisões sobre posse de terrenos.
Com base no texto-base, identifique o agente que promoveu um processo de territorialidade de base comunitária.
- ✅ A) Residentes do bairro, por meio de mapeamento colaborativo, demarcaram o espaço para uso comum. O grupo levantou coletivamente rotas e pontos de convivência e passou a orientar atividades locais.
- ❌ B) Empresa de incorporação imobiliária, via projeto de condomínios de luxo, redefiniu o uso do solo. A empresa atua como agente privado, mas não protagoniza o processo comunitário descrito.
- ❌ C) Prefeitura municipal, por meio de lei de zoneamento, delimitou áreas residenciais. O zoneamento é uma ação institucional, não o mapeamento colaborativo dos moradores.
- ❌ D) Tribunal de Justiça, ao julgar ações possessórias, determinou a divisão de parcelas. A atuação judicial decide litígios, mas não lidera a territorialidade comunitária do texto.
- ❌ E) Organização não governamental internacional, ao fornecer recursos, influenciou a gestão dos terrenos. O apoio à capacitação não equivale à liderança do mapeamento realizado pelos residentes.
Gabarito: A. O elemento decisivo é a ação coletiva dos próprios moradores na identificação e organização dos usos do espaço.
Questão 6 — Estado, fronteiras e proteção social
Considere a tabela: Altamira restringiu vistos e reduziu entradas em 30% enquanto financiou programas locais; Nova Lume manteve fronteiras abertas e viu aumento de 20% nas entradas, com cortes em serviços sociais.
À luz do debate filosófico sobre as responsabilidades do Estado, qual princípio distingue as estratégias descritas?
- ❌ A) A proteção social deve ser garantida apenas a quem já integra a comunidade política. Essa restrição não decorre dos dados e não é o princípio que permite comparar as políticas.
- ❌ B) A quantidade de entradas determina, por si só, se uma política estatal é justa. A avaliação não pode se reduzir ao número de entradas, sem considerar inclusão e proteção social.
- ❌ C) O Estado só é legítimo quando mantém as fronteiras abertas, independentemente de outras responsabilidades públicas. A abertura, isoladamente, não garante o cumprimento de outras responsabilidades.
- ❌ D) O controle das fronteiras é suficiente para cumprir todas as responsabilidades públicas do Estado. O enunciado também apresenta programas locais e serviços sociais.
- ✅ E) A ação estatal pode combinar controle de fronteiras com deveres de inclusão; a abertura, por si só, não assegura proteção social. A alternativa considera que controle de entrada e políticas de proteção são dimensões distintas da ação pública.
Gabarito: E. O texto permite comparar escolhas estatais, mas não autoriza tratar abertura ou restrição como medida única de justiça.
Questão 7 — Mobilidade, desempenho e fronteiras difusas
Identifique uma dinâmica contemporânea em que processos de “liquidez” e de “cansaço” moldam ocupação do espaço e a constituição de fronteiras territoriais.
- ❌ A) Fronteiras territoriais são definidas por características físicas e não por dinâmica de mobilidade. A questão pede justamente uma dinâmica contemporânea ligada à mobilidade.
- ❌ B) Economia global é sobre empregos fixos e a segurança nos laços sociais. A alternativa descreve estabilidade, enquanto o item associa a economia de plataformas à mobilidade e à precariedade.
- ✅ C) Economia de plataformas e migração laboral: mobilidade precária, alojamentos temporários e fronteiras difusas reforçadas por vigilância digital. A mobilidade e a transitoriedade dialogam com a liquidez; a pressão por produtividade e a vigilância ajudam a compreender a segmentação espacial.
- ❌ D) A ocupação do espaço na liquidez é estável e as fronteiras territoriais são cristalizadas. A liquidez é associada à instabilidade, não à cristalização das fronteiras.
- ❌ E) Migração laboral reforça a rigidez territorial e limita o acesso a novos espaços. Essa descrição não corresponde à mobilidade e às fronteiras difusas apontadas no enunciado.
Gabarito: C. O item exige articular deslocamento e precariedade com desempenho e vigilância, sem confundir liquidez com estabilidade.
Questão 8 — Capacidade formal de instituir fronteiras
Considerando a fragilidade institucional apontada por Bauman e a pressão por desempenho descrita por Han, qual agente mantém, em termos formais, maior capacidade de instituir fronteiras territoriais hoje?
- ❌ A) A liquidez das relações sociais fortalece as instituições locais, impedindo a atuação de atores não estatais. A alternativa inverte a fragilidade institucional mencionada e desconsidera a atuação de outros agentes.
- ❌ B) Atualmente, apenas os governos têm o poder de redefinir territórios, ignorando agentes transnacionais. Empresas e outros agentes também influenciam a configuração territorial, ainda que o comando pergunte pela capacidade formal.
- ❌ C) A liquidez das relações sociais não afeta a governança territorial, mantendo o controle estatal. A alternativa ignora os efeitos das mudanças sociais sobre a governança.
- ❌ D) A “liquidez” das relações sociais se refere à rigidez das instituições estatais no controle territorial. Liquidez não significa rigidez institucional.
- ✅ E) O Estado Nacional, por meio de soberania legal, controles administrativos e monopólio do uso legítimo da força. Apesar das transformações e da influência de outros agentes, o Estado conserva instrumentos formais para instituir e regular fronteiras.
Gabarito: E. É importante distinguir capacidade formal de controle exclusivo: a influência de atores transnacionais não elimina os instrumentos jurídicos e administrativos estatais.
Próximos passos para sua aula
Depois da correção, peça à turma que compare dois itens e explique como muda o agente responsável por organizar o território. Essa retomada ajuda a consolidar os conceitos sem transformar Bauman e Han em respostas prontas para qualquer conflito espacial. Para encontrar outras atividades relacionadas, consulte as questões da habilidade EM13CHS204. Se quiser montar uma avaliação com itens e gabarito, acesse o gerador de provas do GeraProva ou faça seu cadastro grátis.
Use as questões como ponto de partida e adapte o ritmo à sua turma. No GeraProva, você pode preparar novas atividades para apoiar sua próxima aula.
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