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Atividades de Ética e ciência: dilemas contemporâneos para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Reuni questões de Filosofia sobre dilemas contemporâneos da ética e da ciência para a 1ª série, com alternativas e gabarito comentado. Veja também ideias para trabalhar os temas em sala.

Atividades de Ética e ciência: dilemas contemporâneos para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Quando trabalho ética e ciência com a 1ª série, procuro aproximar conceitos filosóficos de decisões que os estudantes reconhecem no cotidiano: como usamos dados pessoais, o que esperamos de uma tecnologia e quem participa das escolhas que afetam a coletividade. O desafio é não transformar a aula em uma lista de opiniões. Precisamos ler situações, identificar valores em conflito e justificar uma posição com base no texto e nos conceitos estudados.

Organizei aqui uma sequência de oito questões sobre dilemas contemporâneos, com temas que vão da privacidade digital à pesquisa com células-tronco e ao uso crítico da história. Elas permitem observar como a turma analisa argumentos, distingue um problema técnico de um ético-político e considera diferentes perspectivas. Você pode aplicá-las como diagnóstico, atividade de consolidação ou parte de uma prova de Filosofia.

O que o aluno de 1ª série precisa saber sobre Ética e ciência: dilemas contemporâneos

Para analisar dilemas contemporâneos entre ética e ciência, o estudante precisa reconhecer que uma inovação pode trazer benefícios e, ao mesmo tempo, levantar questões sobre direitos, responsabilidades e consequências. Isso aparece em situações diferentes: o uso de dados genéticos e pessoais, a vigilância por reconhecimento facial, a circulação de vídeos manipulados, a influência de algoritmos na opinião pública e as controvérsias da pesquisa com células-tronco. Também é importante compreender que esses problemas não se resolvem apenas verificando se uma tecnologia funciona: é preciso perguntar quem decide, quem pode ser afetado e quais efeitos podem ocorrer no futuro. Em Filosofia, os conceitos ajudam a examinar os conflitos, não a decorar uma resposta única. A turma pode, por exemplo, comparar liberdade de expressão e combate à desinformação, ou segurança pública e privacidade, e justificar qual princípio está em jogo. Assim, analisar um dilema exige ler com atenção, reconhecer os valores em tensão e avaliar alternativas sem reduzir o debate a uma aceitação ou rejeição absoluta da ciência.

O que ele precisa saber antes

Antes de aplicar as questões, vale retomar alguns conceitos que dão sustentação à leitura: princípios éticos básicos, privacidade, direitos humanos, ética e política contemporânea e noções de comunicação. Para as discussões sobre tecnologia, ajudam também o conceito de esfera pública, a autonomia racional e os efeitos culturais dos meios digitais. Nas questões de história e participação, são úteis a ideia de história crítica, o contexto histórico e social, a diversidade cultural e os princípios da ética do discurso. Já no tema biomédico, os estudantes precisam ter referências básicas sobre pesquisa científica e impactos éticos. Não é necessário transformar cada pré-requisito em uma aula extensa: uma breve revisão de vocabulário, acompanhada de exemplos cotidianos, pode preparar a turma para justificar as respostas.

Onde os alunos mais erram

Um erro recorrente nestas questões é deixar que um detalhe chamativo desvie a atenção do conflito central. No tema da vigilância, por exemplo, a discussão pode ser reduzida à precisão técnica do reconhecimento facial, quando o texto põe em jogo segurança pública, privacidade e direitos. Em questões sobre deepfakes, a turma pode se concentrar na tecnologia ou na criatividade artística e não perceber a tensão entre liberdade de expressão e proteção do debate público contra a desinformação.

Outro caminho equivocado é tratar os dilemas como escolhas absolutas: aceitar toda inovação porque pode trazer benefícios ou rejeitá-la por envolver algum risco. Isso aparece no debate sobre células-tronco e no princípio de responsabilidade de Hans Jonas. O raciocínio mais consistente considera benefícios, incertezas e consequências, inclusive para pessoas que não participaram da decisão. Há ainda o risco de confundir participação com a decisão isolada de um especialista ou de um único grupo. Na ética do discurso, a proposta precisa criar condições para que os grupos afetados participem do diálogo. Nas questões de história, o erro típico é apagar o passado ou venerá-lo sem crítica; o distrator mais provável é manter a estátua como símbolo intocável, confundindo tradição com exame histórico. Peço aos alunos que voltem ao enunciado e identifiquem qual problema ele apresenta antes de escolher uma alternativa.

Como trabalhar em sala

  • Faça uma leitura em duas etapas. Primeiro, peça que a turma sublinhe os fatos descritos; depois, que indique o conflito de valores. Essa distinção ajuda a separar informação do texto e interpretação.
  • Monte um quadro de dilemas. No quadro, registre duas colunas: benefício possível e risco ou direito em jogo. Use temas das questões, como dados pessoais, algoritmos ou pesquisa biomédica, sem exigir materiais além do texto e do caderno.
  • Promova uma conversa com papéis definidos. Em pequenos grupos, cada estudante pode apresentar uma perspectiva citada no caso. Combine que as falas devem se apoiar em elementos do enunciado, não apenas em preferências pessoais.
  • Peça justificativas breves. Depois de responder às alternativas, os alunos podem explicar por escrito por que a correta enfrenta o dilema e por que um distrator parece atraente, mas não responde ao problema central.
  • Use as respostas para retomar conceitos. Se muitas justificativas confundirem privacidade com falha técnica, por exemplo, retome a diferença entre um limite do sistema e uma questão de direitos. A correção vira oportunidade para revisar o raciocínio, não apenas divulgar letras.

Questões prontas de Ética e ciência: dilemas contemporâneos para a 1ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

Questão 1 — História crítica e memória pública

A praça central amanheceu cercada por tapumes após a prefeitura anunciar uma audiência sobre o destino de uma estátua erguida há quase um século. O homenageado, um comandante ligado à expansão territorial da região, passou a ser contestado depois que um dossiê de pesquisadores e relatos de comunidades indígenas foram divulgados, apontando expulsões e mortes durante as campanhas militares. Comerciantes temem queda no turismo caso a obra seja removida; já estudantes e lideranças locais afirmam que manter a estátua no pedestal “normaliza” a violência. Entre as propostas discutidas estão: preservar a peça onde está, acrescentando uma placa explicativa; transferi-la para um museu com curadoria crítica; ou substituí-la por um memorial às populações atingidas, renomeando a praça.

Analise o impasse apresentado e identifique a medida que mais se aproxima do uso “crítico” da história em Nietzsche, ao confrontar valores do passado para orientar o presente.

  • ❌ A) Retirar a estátua e apagar referências ao personagem, para eliminar qualquer lembrança do ocorrido. Reduz a crítica ao esquecimento: suprimir a memória impede compreender e avaliar o passado.
  • ❌ B) Manter a estátua no pedestal e tratá-la como símbolo intocável da identidade local. Apela à tradição e evita julgar criticamente os valores do passado.
  • ❌ C) Proibir manifestações sobre o tema na praça, para evitar polarização e proteger a ordem. Confunde ordem com justiça e silencia o desacordo em vez de elaborar a memória.
  • ✅ D) Transferir a estátua ao museu e contextualizá-la com curadoria que explicite a violência associada. A homenagem passa a ser objeto de exame público, permitindo julgar o passado e reorientar valores no presente.
  • ❌ E) Instalar uma réplica da estátua e guardar a original, para preservar a estética sem debates públicos. Troca a análise ética por uma solução estética que neutraliza o problema político.

Questão 2 — Dados genéticos e responsabilidade

— Autorizei o uso da amostra de sangue do meu filho para acompanhamento médico, não para que empresas consultassem informações sobre nossa família — afirmou uma mãe em audiência pública. O governo estadual pretende integrar os registros de triagem neonatal a uma plataforma que oferece dados codificados a laboratórios. Os defensores alegam que a medida pode acelerar tratamentos para doenças raras. Críticos observam que cruzamentos com outros bancos podem permitir a identificação de famílias e influenciar ofertas de seguros e empregos, inclusive no futuro. O termo de autorização atual é amplo e não prevê nova consulta aos responsáveis quando os usos da informação mudam. Para Hans Jonas, o poder técnico amplia a responsabilidade humana, pois decisões presentes podem produzir efeitos duradouros sobre pessoas que não participaram delas.

Analise o caso à luz do princípio de responsabilidade de Hans Jonas e identifique a diretriz pública que melhor enfrenta o impasse ético-político apresentado.

  • ❌ A) Proibir toda pesquisa com dados genéticos, pois qualquer inovação técnica ameaça a dignidade humana. Absolutiza o risco: o princípio de responsabilidade exige prudência, não rejeição automática de toda técnica.
  • ❌ B) Transferir a decisão exclusivamente aos responsáveis, pois dados genéticos produzem efeitos apenas privados. Individualiza um problema que pode afetar familiares, direitos e práticas sociais.
  • ❌ C) Permitir comércio irrestrito, pois dados codificados não podem produzir consequências políticas futuras. Ignora a possibilidade de cruzamento e reidentificação e os riscos de discriminação.
  • ❌ D) Presumir consentimento permanente, pois o benefício científico supera os riscos que surgirem depois. Trata benefícios previstos como justificativa suficiente e desconsidera a responsabilidade por novos usos.
  • ✅ E) Instituir consentimento específico e renovável, controle público e limites ao compartilhamento dos dados. Considera benefícios possíveis sem ignorar efeitos coletivos e futuros, exigindo responsabilidade e participação dos afetados.

Questão 3 — Deepfakes, liberdade e debate público

Por que a disseminação de vídeos manipulados tem gerado inquietação sobre a solidez do debate público? Dados ilustrativos apontam que 68% dos eleitores afirmam ter encontrado conteúdos audiovisuais que misturam cenas reais com trechos forjados, com o objetivo de influenciar sua opinião sobre candidatos. Esses deepfakes circulam em redes sociais, aplicativos de mensagem e sites de streaming, tornando difícil diferenciar informação legítima de fraude. Para filósofos como Hannah Arendt, essa erosão da confiança na verdade factual compromete as bases do discurso político. Ao mesmo tempo, jurisdições debatem leis que limitem a veiculação de material potencialmente enganoso, enfrentando críticas sobre censura e liberdade de expressão.

Analise o texto-base e identifique qual impasse ético-político principal emerge da circulação de conteúdos audiovisuais manipulados no espaço público contemporâneo.

  • ❌ A) A crença na neutralidade tecnológica que sustenta que ferramentas digitais não influenciam processos políticos. Ignora como a tecnologia pode moldar a circulação e a recepção da informação política.
  • ❌ B) A percepção de que a legislação restritiva sobre mídias digitais fortalece automaticamente a segurança dos dados pessoais. Confunde regulação de conteúdo com proteção de dados e não aborda verdade e expressão.
  • ❌ C) A ideia de que o uso de tecnologias digitais para criar deepfakes é moralmente aceitável por ampliar a criatividade artística. Desconsidera as implicações políticas da manipulação e confunde-a com expressão artística.
  • ❌ D) A responsabilização individual dos usuários pela criação de vídeos forjados, sem abordar regulamentação estatal. Foca apenas na culpa pessoal e deixa de lado os marcos legais para proteger a esfera pública.
  • ✅ E) A tensão entre a proteção da liberdade de expressão e o combate à desinformação que ameaça a confiança no debate público. Expressa o dilema entre limitar conteúdos para proteger o debate e preservar a liberdade de expressão.

Questão 4 — Ética do discurso e acervos digitais

Como retratar de modo justo narrativas diversas em repositórios digitais de documentos coloniais? Mais de 200 mil itens, entre relatórios, cartas e diários, foram digitalizados pelo Arquivo Central. Organizações indígenas criticam as descrições etnográficas feitas por colonizadores; movimentos afrodescendentes apontam omissões de relatos de quilombos. Pesquisadores defendem que padronizar metadados favorece comparabilidade. Diante desses pontos de vista conflitantes, gestores públicos buscam definir critérios para atualizar legendas e filtros de busca online.

Com base no texto, identifique qual proposta normativa reflete os princípios da ética do discurso e contribui para resolver o impasse ético-político descrito.

  • ✅ A) Instituir fóruns públicos deliberativos com representantes de todos os grupos interessados para revisar coletivamente descrições e metadados. A proposta promove participação igualitária e comunicação livre de coerção, conforme a ética do discurso de Habermas.
  • ❌ B) Delegar a atualização dos filtros de busca a técnicos especializados para garantir padronização e eficiência no acesso. Ignora os grupos afetados e a necessidade de diálogo inclusivo.
  • ❌ C) Manter as descrições originais dos colonizadores para preservar a fidelidade histórica, sem acréscimos interpretativos. Desconsidera visões críticas e a pluralidade de perspectivas.
  • ❌ D) Privatizar o acesso aos documentos digitais e cobrar serviços de curadoria de empresas especializadas. Prioriza o lucro e restringe o acesso e a igualdade de participação.
  • ❌ E) Permitir que cada grupo histórico edite livremente as legendas de seu interesse, sem consulta cruzada entre as partes. Fragmenta o diálogo e impede a busca de entendimento entre os envolvidos.

Questão 5 — Algoritmos e esfera pública

Até que ponto nossos feeds refletem livre arbítrio? Dados ilustrativos indicam que plataformas digitais usam algoritmos para filtrar notícias e anúncios conforme o comportamento do usuário. Esse processo cria bolhas de filtro, ecoando somente posições próximas às preferências individuais. Filósofos como Platão alertavam sobre a influência da retórica em populações, e Kant defendia a autonomia racional do cidadão. No contexto contemporâneo, a personalização algorítmica pode comprometer a diversidade do debate político, moldando opiniões sem o escrutínio crítico coletivo.

Analise o texto-base e avalie os impasses ético-políticos colocados pela ação dos algoritmos na formação da esfera pública contemporânea.

  • ✅ A) O risco de consolidação de visões extremas em virtude da polarização algorítmica. As bolhas podem restringir o diálogo plural e aumentar a polarização, enfraquecendo a esfera pública.
  • ❌ B) O fortalecimento da verdade universal mediante a curadoria automatizada de conteúdos. O texto critica a limitação da diversidade, não apresenta a curadoria como garantia de uma verdade universal.
  • ❌ C) A promoção da igualdade no acesso às diferentes correntes de pensamento. O mecanismo descrito favorece o isolamento informacional, não a igualdade de acesso.
  • ❌ D) A amplificação da participação direta de todos os cidadãos nas decisões coletivas. O texto aponta redução do debate plural, não aumento da participação direta.
  • ❌ E) A expansão da autonomia racional dos cidadãos pelo aumento de escolhas informacionais. A personalização pode comprometer a autonomia ao filtrar os conteúdos vistos.

Questão 6 — Reconhecimento facial, segurança e privacidade

Câmeras estratégicas instaladas em ruas e praças de diversas cidades passaram a usar algoritmos de reconhecimento facial para identificar pessoas consideradas suspeitas. Segundo relatório de uma organização de direitos digitais, os sistemas cruzam dados de redes sociais e bancos de imagens sem informar os cidadãos. Embora autoridades justifiquem a medida como avanço na segurança pública, relatos indicam detenções arbitrárias e filtragem discriminatória de grupos marginalizados.

Analise o texto e identifique o principal impasse ético-político decorrente da adoção desse sistema de vigilância digital pelo Estado.

  • ❌ A) A dificuldade de acesso de comunidades remotas às tecnologias de reconhecimento facial. Trata de desigualdade de acesso, não do dilema entre direitos e segurança apresentado.
  • ✅ B) A tensão entre a necessidade de segurança pública e a garantia da privacidade dos cidadãos. Reúne a justificativa de segurança e os riscos aos direitos e à privacidade.
  • ❌ C) A ausência de regulação específica para uso dos dados em pesquisas acadêmicas. O caso aborda vigilância estatal em espaços públicos, não dados para pesquisa acadêmica.
  • ❌ D) O esforço do Estado em modernizar serviços sem consultar especialistas em tecnologia da informação. Aponta uma questão de governança, mas não o conflito ético central entre vigilância e direitos civis.
  • ❌ E) A limitação técnica dos algoritmos que provoca falhas na identificação de suspeitos. Reduz o problema a uma falha técnica, sem tratar do conflito ético-político.

Questão 7 — Conveniência digital e privacidade

Em uma pesquisa sobre o uso de aplicativos no Brasil, participantes relataram que aceitam termos de serviço sem compreendê-los e que empresas utilizam seus dados para personalizar anúncios e recomendações. O estudo observou uma mudança cultural: muitas pessoas passaram a considerar normal fornecer informações pessoais em troca de conveniência digital. O relatório apresenta essa mudança como um dilema ético, pois a praticidade dos serviços pode entrar em conflito com o direito à privacidade. O mesmo relatório também menciona que as tecnologias digitais ampliaram o acesso à informação, favoreceram novas formas de entretenimento, aumentaram a produtividade e aproximaram culturas, mas esses efeitos não são analisados como dilemas éticos centrais na pesquisa.

Com base no texto, qual impacto cultural das tecnologias digitais é apresentado como um dilema ético central?

  • ❌ A) A ampliação social do acesso à informação. O texto menciona esse efeito, mas não o apresenta como dilema central; a questão destaca conveniência e privacidade.
  • ✅ B) A redefinição cultural da privacidade como valor ético. O uso de dados em troca de conveniência indica uma mudança na forma de compreender a privacidade e seu conflito com esse direito.
  • ❌ C) A aproximação cultural entre diferentes sociedades. Embora mencionada, essa aproximação não é o dilema ético central descrito.
  • ❌ D) A diversificação cultural das formas de entretenimento. O texto cita novas formas de entretenimento, mas não as relaciona ao conflito investigado.
  • ❌ E) A expansão econômica da produtividade digital. A produtividade é um efeito econômico, não a mudança cultural relacionada à privacidade.

Questão 8 — Pesquisa com células-tronco

Uma equipe de pesquisa brasileira compara duas fontes de células-tronco. As células adultas podem ser obtidas do próprio paciente, o que reduz alguns problemas relacionados ao consentimento e ao uso de embriões, embora apresente limitações científicas. Já as células embrionárias têm grande capacidade de transformação em diferentes tipos celulares e podem favorecer novos tratamentos, mas sua obtenção pode envolver a destruição de embriões e suscita debates sobre seu status moral. Em ambos os casos, ainda existem incertezas sobre a segurança e a eficácia dos tratamentos.

Com base no texto, qual alternativa compara adequadamente os impactos éticos da pesquisa em células-tronco?

  • ❌ A) A pesquisa não apresenta conflito ético quando os participantes autorizam sua realização. O consentimento é apenas uma das questões; também há debates sobre embriões, segurança e eficácia.
  • ❌ B) A pesquisa deve ser rejeitada porque envolve necessariamente a destruição de embriões. O texto não afirma que toda pesquisa com células-tronco necessariamente destrói embriões.
  • ❌ C) A pesquisa produz consenso porque seus possíveis benefícios superam qualquer controvérsia. O texto descreve debates e incertezas, não consenso nem uma hierarquia definitiva de valores.
  • ✅ D) A pesquisa pode ampliar tratamentos, mas exige debate sobre consentimento e uso de embriões. Relaciona o possível benefício médico às controvérsias éticas, sem reduzir a questão a aceitação ou rejeição absoluta.
  • ❌ E) A pesquisa deve ser incentivada apenas porque promete novos tratamentos médicos. Reduz a análise ao benefício terapêutico e ignora as controvérsias apresentadas.

Fechamento: da resposta à análise

As oito questões podem servir como ponto de partida para discutir como a reflexão ética acompanha as decisões científicas e tecnológicas. Depois da correção, peça à turma que escolha uma resposta e explique qual conceito tornou a alternativa adequada. Para ampliar a sequência, consulte também as questões da habilidade EM13CHS504. Se quiser organizar uma avaliação a partir desses temas e ajustar a seleção à sua turma, acesse o gerador de provas do GeraProva ou faça seu cadastro grátis.

Use as questões como apoio e adapte a aplicação ao percurso da sua turma. No GeraProva, você pode criar e organizar atividades para preparar suas aulas com mais praticidade.

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