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Atividades de Contratualismo (Hobbes, Locke e Rousseau) para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito

Reuni questões de Filosofia para trabalhar Hobbes, Locke e Rousseau na 3ª série, com alternativas comentadas e sugestões de aplicação. O material também ajuda a discutir legitimidade política, direitos e soberania.

Atividades de Contratualismo (Hobbes, Locke e Rousseau) para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito

Na 3ª série, ao ensinar Contratualismo, eu procuro ajudar a turma a comparar argumentos, não apenas associar cada filósofo a uma palavra-chave. Hobbes, Locke e Rousseau partem da ideia de que o poder político precisa ser explicado, mas suas respostas não são iguais: segurança, direitos naturais, consentimento e vontade geral ocupam lugares diferentes em cada teoria. Em sala, essa distinção fica mais clara quando os estudantes leem um texto, identificam o problema político apresentado e justificam por que uma alternativa corresponde a determinado autor. Também vale retomar o vocabulário de Estado, governo, soberania e contrato social antes de pedir comparações. Assim, a atividade pode servir tanto para verificar conhecimentos quanto para abrir uma discussão sobre limites do poder, participação dos cidadãos e proteção de direitos.

As questões abaixo trazem situações históricas e políticas, além de alternativas que ajudam a localizar confusões comuns entre as ideias dos autores. Há, porém, um item sobre êxodo rural que trata de mobilidade populacional, não de Contratualismo. Eu o sinalizo como questão fora do foco: mantê-lo identificado evita apresentá-lo incorretamente como avaliação de Filosofia política e permite revisar o alinhamento do conjunto antes de aplicá-lo.

O que o aluno de 3ª série precisa saber sobre Contratualismo (Hobbes, Locke e Rousseau)

Para compreender o Contratualismo, o estudante precisa reconhecer que essa tradição explica a origem e a legitimidade do poder político por meio de um acordo entre indivíduos, mas não atribui a esse acordo o mesmo sentido em todos os autores. Em Hobbes, a insegurança e o risco de conflito justificam a instituição de uma autoridade soberana forte, capaz de garantir a paz e a segurança. Em Locke, o governo recebe legitimidade do consentimento e existe para proteger direitos naturais, como vida, liberdade e propriedade; se ultrapassa sua finalidade, pode ser contestado. Em Rousseau, a associação política legítima deve expressar a vontade geral, e a soberania pertence ao povo, que participa da criação das leis. É importante que a turma compare essas posições sem inverter os autores: Hobbes enfatiza segurança e autoridade; Locke, direitos e governo limitado; Rousseau, soberania popular e vontade geral. Também convém relacionar essas ideias à formação do Estado moderno, às constituições e aos debates sobre direitos humanos, sem tratar as três teorias como equivalentes.

O que ele precisa saber antes

Antes de comparar os filósofos, eu verifico se a turma consegue usar com alguma segurança os conceitos de contrato social, Estado, governo, poder político e estado de natureza. As questões também pressupõem noções de direitos naturais, consentimento, soberania, propriedade privada e desigualdade social. Para os itens de contexto histórico, ajudam conhecimentos básicos sobre a formação do Estado moderno e a Revolução Francesa. Não é necessário começar com uma longa revisão: uma conversa breve, uma lista de conceitos no quadro ou um exercício de associação entre termos e definições costuma mostrar onde vale retomar o conteúdo.

Também é útil distinguir legitimidade de força. Um governo pode exercer poder, mas as teorias contratualistas perguntam em que condições esse poder pode ser considerado legítimo. Essa diferença prepara os alunos para compreender por que Locke admite contestação do governo e por que Rousseau associa legitimidade à vontade geral. Se houver dificuldade com a leitura dos textos-base, eu peço primeiro que identifiquem a afirmação central e só depois examinem as alternativas.

Onde os alunos mais erram

Um erro recorrente indicado nas questões é inverter as posições de Hobbes e Locke ou tratar os dois como defensores do mesmo tipo de governo. Isso pode acontecer quando o aluno memoriza nomes sem relacioná-los ao problema que cada teoria procura responder. Para reduzir a confusão, proponho uma síntese comparativa: Hobbes associa autoridade forte à superação da insegurança; Locke vincula o governo à proteção de direitos naturais, ao consentimento e a limites. A questão sobre soberania popular também pede atenção à diferença entre Locke e Rousseau: a vontade geral e a soberania do povo são centrais em Rousseau, enquanto a proteção de direitos e o governo limitado caracterizam Locke no texto apresentado.

Outro equívoco é concluir que contrato social significa obediência ilimitada a qualquer decisão do Estado ou da maioria. A questão sobre direitos humanos mostra que a legitimidade política e os limites ao poder são temas relacionados, mas não idênticos. Há ainda o risco de confundir igualdade política com igualdade econômica ao interpretar Rousseau, ou de ler sua crítica à propriedade como defesa automática de qualquer solução social. Por fim, a primeira questão do conjunto fala de êxodo rural e não apresenta conteúdo contratualista. Seu distrator mais provável, turismo de massa, pode confundir quem se prende à ideia genérica de deslocamento, mas o item não deve ser usado para medir aprendizagem sobre Hobbes, Locke ou Rousseau.

Como trabalhar em sala

  • Monte uma comparação enxuta: no quadro, organize três colunas com os nomes dos filósofos e linhas para problema político, papel do governo e fundamento da legitimidade. Peça que a turma complete a tabela com base em uma leitura ou em anotações da aula.
  • Faça leitura com evidências: antes de escolher uma alternativa, os alunos podem sublinhar no enunciado as expressões que indicam segurança, direitos naturais, consentimento, soberania popular ou vontade geral. Depois, devem apontar qual trecho sustenta a resposta.
  • Use pares para defender respostas: cada dupla escolhe uma alternativa e explica por que ela funciona ou falha. A justificativa precisa comparar conceitos, em vez de apenas dizer que uma frase “parece certa”.
  • Proponha situações de debate: apresente um caso simples envolvendo segurança pública, limites legais ou participação na criação das leis. Peça à turma que analise como cada autor poderia ajudar a formular perguntas sobre o caso, sem atribuir a eles respostas que o texto não permite afirmar.
  • Revise o alinhamento do material: antes de aplicar a prova, confira se todos os itens avaliam o assunto anunciado. A questão de êxodo rural incluída abaixo pode servir para identificar um problema de organização do banco ou ser substituída por uma questão de Filosofia, mas não deve ser contada como evidência de aprendizagem sobre Contratualismo.

Questões prontas de Contratualismo (Hobbes, Locke e Rousseau) para a 3ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

As questões 2 a 8 abordam diretamente conceitos e relações associados ao Contratualismo. A questão 1 foi mantida para que o conjunto apresentado fique completo, mas trata de mobilidade populacional e não do tema desta atividade. Recomendo não incluí-la em uma avaliação cujo objetivo seja verificar a aprendizagem sobre Hobbes, Locke e Rousseau.

Questão 1 — Item fora do tema: mobilidade populacional

Na região central de um município antes rural, a instalação de uma montadora de automóveis atraiu, em dois anos, trabalhadores de pelo menos três estados diferentes, aumentando a população local em cerca de 40%. Novos loteamentos surgiram para abrigar essas famílias, e os veículos produzidos passaram a ser exportados em contêineres para diversos continentes. O consumo de serviços urbanos cresceu de forma acelerada, enquanto antigas propriedades agrícolas foram transformadas em bairros residenciais. Considere o texto-base e identifique o fenômeno social que ilustra a mobilidade e a fixação de pessoas impulsionadas por investimentos de capital.

  • ❌ A) Nomadismo digital. Refere-se a trabalhadores remotos que não se fixam em um local; não corresponde à migração para emprego industrial descrita.
  • ❌ B) Transumância. É a migração sazonal de pastores e rebanhos, não a fixação de trabalhadores em uma região urbana.
  • ❌ C) Turismo de massa. Envolve deslocamentos temporários para lazer, não a mudança motivada por emprego e moradia.
  • ✅ D) Êxodo rural. Descreve a saída de população do campo para áreas urbanas onde se concentram indústrias e oportunidades de trabalho, como no texto.
  • ❌ E) Retorno migratório. Refere-se ao regresso ao local de origem, enquanto o enunciado descreve a chegada e a permanência de pessoas na região industrial.

Gabarito comentado: D. O item avalia fenômenos migratórios, não Contratualismo. Essa diferença temática precisa ser considerada ao interpretar o resultado da turma.

Questão 2 — Locke e Rousseau

Em um debate sobre a elaboração de uma Constituição, dois grupos recorrem a teorias do contrato social. Para John Locke, as pessoas possuem direitos naturais, como vida, liberdade e propriedade, e criam um governo por consentimento para protegê-los. Por isso, o poder político deve ser limitado e pode ser contestado quando viola sua finalidade. Para Jean-Jacques Rousseau, a associação política legítima não deve apenas proteger interesses individuais: ela precisa expressar a vontade geral, formada pelos cidadãos, que assim participam da criação das leis às quais obedecem. Com base no texto, qual alternativa apresenta corretamente uma diferença entre as concepções de contrato social de Locke e Rousseau?

  • ✅ A) Locke prioriza a proteção de direitos naturais por um governo limitado; Rousseau prioriza a soberania popular expressa na vontade geral. O texto atribui a Locke a defesa dos direitos individuais e a Rousseau a soberania coletiva.
  • ❌ B) Locke defende a soberania popular direta; Rousseau defende um governo limitado pelos direitos naturais. A alternativa inverte as ênfases apresentadas no enunciado.
  • ❌ C) Locke fundamenta o pacto na obediência às leis comuns; Rousseau fundamenta o pacto na proteção da propriedade privada. A proteção da propriedade é associada a Locke, enquanto a criação das leis pelos cidadãos aparece em Rousseau.
  • ❌ D) Locke rejeita direitos anteriores ao Estado; Rousseau limita a política à defesa dos interesses individuais. O texto afirma o contrário: Locke parte de direitos naturais e Rousseau não reduz a associação política a interesses individuais.
  • ❌ E) Locke considera ilegítimo todo governo; Rousseau considera legítimo qualquer governo escolhido pelos cidadãos. Locke admite governo por consentimento, e Rousseau exige que a política expresse a vontade geral, não apenas que se escolha um governo.

Gabarito comentado: A. Para corrigir, vale pedir que os estudantes localizem no texto as expressões “direitos naturais”, “governo limitado” e “vontade geral”. Elas sustentam a comparação sem reduzir os autores a rótulos soltos.

Questão 3 — Contratualismo e Estado democrático moderno

Na formação do Estado moderno, diferentes filósofos contratualistas explicaram a origem e a legitimidade do poder político por meio de um acordo entre indivíduos. Embora Hobbes tenha defendido a concentração da autoridade em um soberano para garantir a segurança, Locke e Rousseau destacaram, de maneiras distintas, a participação dos cidadãos, o consentimento dos governados e a existência de limites ao poder. Essas ideias influenciaram a elaboração de constituições e a defesa de direitos políticos nas democracias modernas. Com base no texto, identifique a influência predominante do contratualismo de Locke e Rousseau na formação do Estado democrático moderno.

  • ❌ A) Concentrar o poder político na autoridade de um soberano. Essa é a posição associada no enunciado principalmente à resposta de Hobbes diante da insegurança.
  • ✅ B) Legitimar o poder político pelo consentimento dos governados. O texto relaciona consentimento, participação e limites ao poder à formação de constituições e democracias.
  • ❌ C) Preservar a autoridade política sem limites constitucionais. A alternativa contradiz a referência explícita a constituições e à limitação do poder.
  • ❌ D) Considerar os direitos políticos posteriores à criação do Estado. O enunciado não sustenta essa conclusão; destaca participação e defesa de direitos políticos.
  • ❌ E) Fundamentar o poder político exclusivamente na força estatal. O texto aponta o consentimento dos governados como elemento de legitimidade, não a força como fundamento exclusivo.

Gabarito comentado: B. A questão pede reconhecer uma influência política geral do contratualismo: o poder não se legitima simplesmente por tradição ou força, mas requer justificativa perante os governados.

Questão 4 — Hobbes e Locke diante da segurança e dos direitos

Em uma cidade brasileira, uma sequência de ataques levou parte da população a apoiar medidas excepcionais: ampliação da vigilância, restrição temporária de reuniões e concentração de decisões no governo. Outros grupos aceitaram a necessidade de proteger a população, mas argumentaram que tais medidas só seriam legítimas se fossem limitadas, públicas e submetidas às leis, pois o governo não poderia suspender indefinidamente direitos fundamentais. O debate recuperou duas concepções modernas do contrato social: para Hobbes, a autoridade política se justifica principalmente pela necessidade de superar a insegurança e evitar a guerra de todos contra todos; para Locke, o poder político deriva do consentimento e deve proteger direitos naturais, podendo ser contestado quando os viola. Considerando o conflito apresentado e as concepções descritas, qual interpretação compara corretamente os dois filósofos?

  • ❌ A) Hobbes e Locke rejeitam medidas estatais de segurança, embora discordem sobre a origem do governo. O texto não mostra uma rejeição comum: Hobbes associa a autoridade à segurança, enquanto Locke admite governo sujeito a limites.
  • ✅ B) Hobbes prioriza a autoridade como garantia de segurança, enquanto Locke condiciona sua legitimidade à proteção de direitos e ao consentimento. Essa alternativa acompanha a diferença descrita no enunciado.
  • ❌ C) Hobbes rejeita toda autoridade política, enquanto Locke defende um governo sem limites jurídicos. As posições estão invertidas: Hobbes justifica autoridade forte e Locke limita o governo.
  • ❌ D) Hobbes e Locke defendem a autoridade absoluta, embora discordem sobre os meios de preservar a ordem. Locke admite contestação quando o governo viola direitos, portanto não defende autoridade sem limites.
  • ❌ E) Hobbes considera os direitos naturais superiores ao Estado, enquanto Locke prioriza a segurança sobre o consentimento. A alternativa troca as ênfases atribuídas aos dois autores no texto.

Gabarito comentado: B. Uma boa justificativa deve mostrar que Hobbes responde à insegurança com autoridade forte, enquanto Locke estabelece uma finalidade e limites para o governo. Não se deve transformar essa comparação em afirmações mais amplas do que o enunciado permite.

Questão 5 — Rousseau e a Revolução Francesa

Jean-Jacques Rousseau morreu em 1778, onze anos antes do início da Revolução Francesa. Em O contrato social, publicado em 1762, ele defendeu que a soberania política pertence ao povo, e não a um monarca por direito divino. Também sustentou que as leis legítimas devem expressar a vontade geral e tratar os cidadãos como politicamente iguais. Durante a Revolução Francesa, essas ideias foram retomadas por grupos que criticavam os privilégios da nobreza e do clero e defendiam a substituição da ordem absolutista por uma organização política fundada na cidadania. Com base no texto, qual princípio de Rousseau foi retomado pela Revolução Francesa como crítica à ordem absolutista?

  • ❌ A) A igualdade econômica imediata entre todos os cidadãos. O texto fala de igualdade política perante as leis, não de igualdade econômica imediata.
  • ❌ B) A autoridade divina e hereditária dos monarcas. Esse princípio corresponde à ordem absolutista criticada, enquanto Rousseau atribui a soberania ao povo.
  • ❌ C) A preservação dos privilégios políticos dos estamentos. O enunciado explica que as ideias foram retomadas para criticar privilégios da nobreza e do clero.
  • ✅ D) A soberania popular e a igualdade política perante as leis. A alternativa reúne os princípios apresentados no texto como crítica ao absolutismo e aos privilégios estamentais.
  • ❌ E) A submissão da vontade popular às decisões do governo. Rousseau associa a legitimidade das leis à vontade geral; a alternativa inverte essa relação.

Gabarito comentado: D. É importante diferenciar igualdade política de igualdade econômica e observar que a influência destacada é a soberania popular, não uma afirmação de que todas as desigualdades desapareceram imediatamente.

Questão 6 — Contrato social e direitos humanos

Em uma aula sobre a organização política, a professora apresentou duas ideias relacionadas. A teoria do contrato social afirma que a autoridade política somente é legítima quando pode ser justificada diante dos indivíduos submetidos a ela, especialmente por proteger sua liberdade e sua segurança. Já a noção contemporânea de direitos humanos sustenta que toda pessoa possui direitos que devem ser respeitados pelo Estado, inclusive quando a maioria política pretende agir contra uma minoria. Assim, os direitos humanos não apenas justificam a existência do poder político, mas também estabelecem limites para seu exercício. Com base no texto, qual alternativa explica corretamente a relação entre a teoria do contrato social e os direitos humanos?

  • ❌ A) A teoria do contrato social considera que o Estado cria os direitos humanos ao estabelecer regras para a convivência política. O texto diz que o Estado deve respeitar direitos, não que possa criá-los livremente.
  • ❌ B) A teoria do contrato social torna os direitos humanos desnecessários, pois a autoridade política já garante a segurança dos indivíduos. Essa opção ignora a liberdade e os limites impostos ao poder.
  • ✅ C) A teoria do contrato social relaciona a legitimidade do Estado à proteção das pessoas, enquanto os direitos humanos estabelecem limites que o poder político deve respeitar. A alternativa preserva a relação entre os conceitos sem confundi-los.
  • ❌ D) A teoria do contrato social protege apenas os cidadãos que participam da formação do governo, enquanto os direitos humanos alcançam todas as pessoas. Essa oposição e essa restrição não aparecem no texto.
  • ❌ E) A teoria do contrato social exige que os indivíduos aceitem qualquer decisão da maioria, enquanto os direitos humanos impedem a ação política coletiva. O enunciado não defende obediência ilimitada nem rejeição de toda decisão coletiva.

Gabarito comentado: C. A questão permite discutir que a legitimidade do poder e os limites ao seu exercício se relacionam, mas não são conceitos idênticos. Os direitos humanos também protegem pessoas e grupos diante de decisões majoritárias.

Questão 7 — Diferença entre os contratos de Hobbes e Locke

Hobbes e Locke utilizam a ideia de contrato social para explicar a origem do poder político, mas chegam a conclusões distintas. Para Hobbes, os indivíduos transferem grande parte de sua liberdade a um soberano com autoridade forte, capaz de impedir a guerra e garantir a segurança. Para Locke, o governo é instituído para proteger direitos naturais, como a vida, a liberdade e a propriedade, e deve permanecer limitado por essa finalidade. Quando deixa de cumprir sua função, pode ser legitimamente contestado pelos cidadãos. Com base no texto, qual é a principal diferença entre as concepções de contrato social de Hobbes e Locke?

  • ❌ A) Para Hobbes e Locke, o contrato funda soberania absoluta e elimina direitos naturais. A alternativa iguala os autores e contradiz a função protetiva atribuída ao governo por Locke.
  • ❌ B) Para Hobbes, o contrato é rejeitado; para Locke, funda a autoridade política. O texto afirma que Hobbes também utiliza o contrato social para explicar a origem da autoridade.
  • ❌ C) Para Hobbes e Locke, o contrato funda governo limitado e preserva direitos naturais. A descrição corresponde à posição de Locke no texto, mas não à autoridade forte de Hobbes.
  • ✅ D) Para Hobbes, o contrato funda soberania absoluta; para Locke, governo limitado. A alternativa resume a transferência ampla de poder em Hobbes e os limites do governo em Locke, conforme o enunciado.
  • ❌ E) Para Hobbes, o contrato funda governo limitado; para Locke, soberania absoluta. A alternativa inverte as posições apresentadas.

Gabarito comentado: D. O contraste pode ser memorizado com uma pergunta: qual problema o governo deve resolver e quais limites se aplicam a ele? No texto, a segurança orienta Hobbes; a proteção dos direitos e a possibilidade de contestação orientam Locke.

Questão 8 — Propriedade privada e desigualdade em Rousseau

Identifique a relação entre a propriedade privada e a desigualdade na visão de Rousseau.

  • ❌ A) A propriedade é fonte de paz. A questão apresenta a posição de Rousseau como crítica à propriedade por sua relação com conflitos e desigualdades.
  • ❌ B) A propriedade privada gera igualdade. A alternativa contradiz a associação entre propriedade e desigualdade indicada no gabarito.
  • ❌ C) A propriedade privada é essencial. Essa afirmação não expressa a crítica de Rousseau apresentada pela questão.
  • ❌ D) A propriedade é socialmente benéfica. A alternativa atribui uma avaliação positiva que não corresponde à posição indicada no item.
  • ✅ E) A propriedade causa divisão social. A resposta reconhece a relação entre propriedade, desigualdade e divisão social na perspectiva apresentada.

Gabarito comentado: E. O enunciado é mais direto que os anteriores; por isso, pode funcionar como verificação inicial. Para aprofundar, peça que os alunos expliquem a ideia com suas próprias palavras e relacionem propriedade e desigualdade, sem acrescentar conclusões que não foram estudadas.

Próximos passos

Eu usaria estas questões depois de uma comparação orientada entre os três autores e revisaria o item de êxodo rural antes de aplicar uma prova sobre Filosofia política. Para ampliar a sequência, consulte as questões da habilidade EM13CHS201, as questões da habilidade EM13CHS101, as questões da habilidade EM13CHS102, as questões da habilidade EM13CHS603 e as questões da habilidade EM13CHS605. Também dá para organizar uma avaliação com o gerador de provas do GeraProva ou fazer o cadastro grátis para conhecer a plataforma.

Adapte os itens ao percurso da sua turma e confira se cada questão corresponde ao objetivo da avaliação. Use o material como ponto de partida para preparar sua próxima aula e sua prova.

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