Atividade de ortografia para o 7º ano: questões e gabarito
Veja como planejar uma atividade de ortografia para o 7º ano e use seis questões com alternativas, gabarito comentado e habilidades da BNCC. Incluo sugestões práticas para revisar os erros com a turma.
Quando preparo uma atividade de ortografia para o 7º ano, procuro ir além de pedir que a turma complete palavras ou copie regras. Quero descobrir o que os estudantes já sabem, quais dúvidas aparecem na escrita e como ajudá-los a revisar com autonomia. Na minha experiência, questões que pedem para comparar grafias e justificar escolhas rendem conversas mais produtivas do que listas longas de palavras isoladas.
Também já aproveitei questões de diferentes anos escolares como ponto de partida para uma revisão: a habilidade pode ser retomada no 7º ano, desde que eu ajuste o contexto e a conversa à turma. Abaixo reuni um caminho de aplicação e seis questões reais com respostas comentadas, conceitos e referências pedagógicas disponíveis no GeraProva.
Como planejar uma atividade de ortografia para o 7º ano?
Para planejar uma atividade de ortografia para o 7º ano, eu começo escolhendo um foco observável, como acentuação de paroxítonas, grafias convencionais ou a diferença entre pronúncia e escrita. Em seguida, misturo questões de reconhecimento e análise, porque acertar uma palavra não significa necessariamente que o estudante consiga explicar a regra. Uma atividade curta pode ter de 6 a 10 questões, com instruções claras e exemplos contextualizados. Antes de aplicar, verifico se cada enunciado realmente mede o que pretendo ensinar e se as alternativas erradas representam dúvidas plausíveis. Na correção, peço que a turma justifique algumas respostas e anote uma estratégia de revisão. O GeraProva ajuda a montar avaliações e a organizar questões por habilidade; eu ainda reviso o material para adequá-lo ao conteúdo já trabalhado e ao ritmo da turma.
Na prática, separo o trabalho em três momentos:
- Diagnóstico: uma questão inicial revela o que a turma já reconhece.
- Aplicação: os estudantes resolvem individualmente e marcam as dúvidas.
- Revisão: a correção discute por que cada alternativa funciona ou não.
Evito transformar ortografia em uma lista de punições. Quando alguém escreve uma forma incorreta, uso o erro como pista: pode indicar dúvida sobre acento, memória visual da palavra ou influência da pronúncia.
Como avaliar ortografia na prática sem ficar só na cópia?
Eu avalio ortografia observando tanto a escolha da grafia quanto a capacidade de justificar e revisar essa escolha. Para isso, proponho tarefas variadas: identificar a forma correta, comparar opções, corrigir um pequeno texto e explicar uma regra com as próprias palavras. Uma questão de múltipla escolha permite verificar rapidamente um conteúdo, mas não substitui a produção escrita, na qual aparecem dúvidas reais de uso. Posso combinar, por exemplo, cinco itens objetivos com uma revisão curta de frases produzidas pela turma. Na devolutiva, agrupo os erros por tipo, sem expor estudantes: acentuação, correspondências entre sons e letras ou convenções que precisam ser consultadas. Se a turma confunde fala e escrita, conversamos sobre variação linguística e norma ortográfica sem desvalorizar modos regionais de falar. Assim, a avaliação vira um diagnóstico útil para escolher a próxima intervenção.
Uma forma simples de fechar a atividade é pedir que cada estudante escolha uma resposta que errou e complete: “Eu pensei que..., mas a regra ou convenção mostra que...” Essa explicação ajuda a tornar visível o raciocínio, não apenas o resultado.
Questões prontas com gabarito comentado
As seis questões a seguir abordam acentuação, convenções ortográficas, observação da escrita, estrutura de verbete e relação entre fala e escrita. Eu as usaria como banco para selecionar itens de acordo com o objetivo da aula, pois algumas retomam habilidades normalmente ensinadas em anos anteriores. Em vez de apresentar o gabarito como uma lista de letras, recomendo discutir os distratores: cada alternativa incorreta aponta uma confusão possível e oferece uma oportunidade de revisão. Os dados pedagógicos incluem código BNCC, nível de Bloom, conceito central e dica de resolução. Antes de aplicar, confira se o vocabulário e o nível de leitura estão adequados à sua turma e acrescente um contexto ligado ao conteúdo que vocês estudaram. Para encontrar outras possibilidades de avaliação, acesse a página inicial do GeraProva ou faça seu cadastro grátis.
1. Qual palavra está grafada corretamente conforme a regra de acentuação apresentada?
Durante a revisão de ortografia, a professora destacou cinco termos no quadro: lápis, facil, caracter, organos e movel. Ela explicou que trata-se de paroxítonas terminadas em -is, -l, -r e -ão (no plural), mas que apenas uma das palavras estava grafada corretamente. A turma observou e anotou as formas apresentadas, preparando-se para a atividade de acentuação. Os estudantes deveriam identificar o único vocábulo que atendia às regras de acentuação gráfica para paroxítonas antes de escreverem suas próprias listas com outros exemplos.
Analise o texto-base e identifique qual das palavras destacadas está grafada corretamente conforme a regra de acentuação de paroxítonas terminadas em -is, -l, -r e -ão.
- ❌ A) caracter — É paroxítona terminada em -r, mas a grafia correta é caráter, com acento.
- ✅ B) lápis — Está corretamente acentuada: é paroxítona terminada em -is.
- ❌ C) movel — Falta o acento agudo: a forma correta é móvel.
- ❌ D) facil — Falta o acento agudo: escreve-se fácil.
- ❌ E) organos — A forma adequada é órgãos, com acento e til; além disso, não corresponde à grafia apresentada.
Dica de resolução: identifique a palavra que segue a regra de acentuação para paroxítonas terminadas em -is, -l, -r e -ão. Conceito central: acentuação de paroxítonas. Para revisar: regras de acentuação dessas terminações. BNCC: EF04LP04. Bloom: Lembrar.
2. Qual palavra está escrita corretamente de acordo com a ortografia?
Em uma atividade de escrita, a professora pediu que os estudantes identificassem a palavra escrita corretamente.
— Qual das palavras abaixo está escrita corretamente de acordo com as regras da ortografia da língua portuguesa?
- ❌ A) exessão — A forma correta é exceção, com c, não com ss.
- ✅ B) exceção — Está escrita de acordo com a ortografia da língua portuguesa.
- ❌ C) eçessão — Há troca indevida de letras e uso incorreto da cedilha.
- ❌ D) exessao — A grafia está incorreta e falta o til em exceção.
- ❌ E) execessão — Há letras a mais; a sequência não corresponde à forma convencional.
Dica de resolução: observe a grafia conhecida e descarte trocas de letras ou ausência de acento. Conceito central: ortografia. Para revisar: convenções da escrita. BNCC: EF05LP01. Bloom: Compreender.
3. O que observar para identificar uma palavra corretamente escrita?
Na atividade de revisão, a turma comparou quatro palavras usadas no recreio: “brincadeira”, “amizade”, “carrinho” e uma escrita com troca de letras em uma dessas palavras. A professora explicou que a ortografia deve ser conferida com atenção.
— Qual aspecto deve ser observado para identificar a palavra corretamente escrita?
- ❌ A) Se é a palavra mais usada na conversa no recreio — frequência de uso não determina se a grafia está correta.
- ❌ B) Se soa parecida com a forma correta — pronúncia pode ajudar, mas não substitui a conferência ortográfica.
- ❌ C) Se aparece em uma frase que faz sentido — o sentido da frase não define a escrita correta da palavra.
- ✅ D) Se está escrita com letras e combinações permitidas pela ortografia portuguesa — esse é o critério solicitado.
- ❌ E) Se tem o mesmo significado das outras palavras — a questão trata de grafia, não de significado.
Dica de resolução: pense no que define a escrita correta, não no sentido ou apenas na fala. Conceito central: ortografia correta. Para revisar: convenções da escrita da língua portuguesa. BNCC: EF03LP01. Bloom: Compreensão.
4. Em qual lista todas as palavras estão acentuadas corretamente?
Ao revisar as anotações de uma atividade sobre regras de acentuação, a professora Fernanda notou que várias palavras paroxítonas não receberam o acento gráfico correto. Ela pediu aos estudantes que apresentassem uma lista revisada com cinco palavras paroxítonas terminadas em -is, -l, -r e -ão, aplicando corretamente o acento agudo ou circunflexo conforme a norma ortográfica vigente.
Analise o texto e identifique a lista em que todas as palavras paroxítonas estão acentuadas corretamente.
- ✅ A) lápis, fácil, caráter, órfão, órgão — Todas apresentam acentuação adequada.
- ❌ B) lapis, fácil, caráter, órfao, organo — lapis e orfao estão sem os sinais necessários; organo também não é a grafia correta de órgão.
- ❌ C) lapis, facil, caráter, orfão, órgão — lapis, facil e orfão estão sem a acentuação apropriada.
- ❌ D) lápis, facil, caráter, ófão, órgão — facil não tem acento, e ófão apresenta grafia incorreta.
- ❌ E) lápis, fácil, carater, órfao, órgão — carater e órfao estão sem os acentos necessários.
Dica de resolução: revise as regras de acentuação das paroxítonas terminadas em -is, -l, -r e -ão. Conceito central: acentuação de palavras paroxítonas. Para revisar: acentuação gráfica dessas terminações. BNCC: EF04LP04. Bloom: Avaliar.
5. Qual verbete está corretamente estruturado?
Relatório de atividade, 12 de abril de 2024 — as turmas do 5º ano foram convidadas a elaborar verbetes para um mini dicionário escolar sobre frutas tropicais brasileiras. Cada verbete deve conter: 1) a palavra destacada como título; 2) a classe gramatical; 3) definição clara e precisa, sem circularidade; 4) exemplo de uso neutro e relevante. As equipes planejaram coletar definições em livros e validar o texto com o professor antes da versão final.
Analise o texto-base e identifique o verbete que está corretamente estruturado conforme o plano de produção de verbetes.
- ❌ A) Pitanga (substantivo feminino): fruta vermelha e suculenta. Exemplo: “Eu adoro comer pitanga no verão.” — A primeira pessoa torna o exemplo pessoal, não neutro.
- ✅ B) Abacate (substantivo masculino): fruto de cor verde, polpa cremosa e sabor suave. Exemplo: “O abacate é rico em vitaminas.” — Apresenta título, classe gramatical, definição clara e exemplo neutro.
- ❌ C) Acerola (substantivo feminino): fruto agroindustrial. Exemplo: “A acerola é rica em vitamina C.” — A definição é vaga e não informa uma característica principal da fruta.
- ❌ D) Coco (substantivo masculino): fruto de coqueiro, conhecido como coco. Exemplo: “O coco cai dos coqueiros.” — A definição é circular, pois repete o termo que deveria explicar.
- ❌ E) Graviola (substantivo feminino): fruta verde de sabor agridoce. Exemplo: “A graviola e muito usada em sucos.” — Falta o acento em é, comprometendo a correção do verbete.
Dica de resolução: compare cada parte do verbete com os critérios do plano. Conceito central: estrutura de verbete lexicográfico. Para revisar: definição e exemplos em verbetes. BNCC: EF05LP25. Bloom: Analisar.
6. Qual ideia explica melhor a relação entre fala e escrita?
Em uma atividade, os alunos perceberam que pessoas de diferentes regiões podem pronunciar algumas palavras de modos distintos. O professor mostrou as palavras “faca”, “passeio” e “gente” e explicou que elas devem ser registradas de acordo com a ortografia.
Qual ideia explica melhor a relação entre fala e escrita nesse caso?
- ❌ A) A pronúncia mais comum em uma região determina a grafia correta — uma pronúncia regional não define sozinha a grafia oficial.
- ❌ B) A escrita pode mudar livremente quando a pronúncia muda — variações na pronúncia não autorizam mudanças livres na grafia.
- ❌ C) A escrita deve reproduzir exatamente como cada pessoa pronuncia — isso ignora a padronização ortográfica.
- ❌ D) Fala e escrita devem manter sempre a mesma forma — elas têm diferenças de uso e funcionamento.
- ✅ E) A fala pode variar entre pessoas e regiões, mas a escrita segue regras ortográficas comuns — essa ideia reconhece a variação linguística e as convenções da escrita.
Dica de resolução: procure a ideia de variação na fala e padronização na escrita. Conceito central: norma ortográfica e variação da fala. Para revisar: oralidade e escrita. BNCC: EF69LP55. Bloom: Compreensão.
Como aproveitar os resultados depois da atividade?
Depois da atividade, eu não olho apenas para a quantidade de acertos: procuro perceber quais regras precisam voltar à aula e se a turma compreendeu o motivo das correções. Se vários estudantes confundem acentos em paroxítonas, por exemplo, monto uma revisão breve com exemplos novos; se a dificuldade aparece na relação entre fala e escrita, proponho comparar pronúncias sem tratar variedades regionais como erros. Também posso pedir que revisem um texto próprio e expliquem duas alterações. Esse passo transforma o gabarito em ferramenta de aprendizagem. Ao preparar novas listas, variar os contextos ajuda a verificar se os estudantes transferem o que aprenderam para outras palavras. O GeraProva pode ajudar a gerar e organizar questões, economizando tempo de preparação, enquanto a escolha final e a mediação continuam nas mãos do professor.
Eu também costumo registrar os erros mais recorrentes para decidir o próximo foco, em vez de repetir a mesma folha para todos. Uma revisão curta e direcionada costuma ser mais útil do que uma longa bateria de exercícios sem devolutiva.
As questões podem ser adaptadas ao planejamento e ao nível da sua turma; confira sempre os enunciados antes de aplicar. Se quiser experimentar uma forma mais ágil de preparar avaliações, teste o GeraProva e veja se ele combina com a sua rotina.
O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.
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