Em uma vila da América portuguesa, moradores dependiam de uma balsa para atravessar um rio e levar produtos ao…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar, com base em documentos históricos, diferentes interpretações sobre as dinâmicas das sociedades americanas no período colonial.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma vila da América portuguesa, moradores dependiam de uma balsa para atravessar um rio e levar produtos ao outro lado. A Câmara municipal propôs organizar a manutenção da travessia e cobrar uma taxa local. O representante da Coroa na capitania afirmou que a medida deveria respeitar as determinações régias. Que interpretação explica melhor a relação de poder apresentada nessa situação?
- A) A cobrança da taxa colocava a travessia sob controle da Coroa, e a Câmara ficava responsável por arrecadar os valores destinados à manutenção.
- B) A Câmara podia tratar de necessidades locais, mas suas decisões permaneciam sujeitas à autoridade régia exercida na capitania.
- C) A autoridade da capitania podia decidir sobre serviços locais, enquanto a Câmara atuava como executora das determinações régias nessa área.
- D) A Câmara podia organizar a travessia e definir a taxa como parte de sua autonomia local, sem depender de autorização do representante régio.
- E) A Câmara e o representante da Coroa compartilhavam a administração local, cabendo aos dois aprovar a manutenção da travessia e a cobrança da taxa.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Identifique o cenário: uma Câmara municipal, em vila da América portuguesa, propõe organizar a travessia e cobrar uma taxa, mas o representante da Coroa na capitania afirma que a medida deve respeitar as determinações régias.
- Analise a relação de poder: a Câmara tem competência para tratar de necessidades locais, como a manutenção de uma balsa, o que indica certa autonomia administrativa. No entanto, a proposta só é válida se estiver de acordo com as normas da Coroa, representada pelo governo da capitania.
- Conclua: a alternativa B expressa exatamente essa dinâmica, pois reconhece a atuação local da Câmara e, ao mesmo tempo, subordina suas decisões à autoridade régia.
- Verifique as demais alternativas. A) está errada porque atribui à Câmara apenas a função de arrecadar, enquanto a travessia ficaria sob controle da Coroa, o que não é o ponto central do texto. C) está errada porque inverte a hierarquia, transformando a Câmara em mera executora sem qualquer iniciativa local. D) está errada porque afirma autonomia plena da Câmara, contrariando a exigência de respeito às determinações régias. E) está errada porque sugere uma administração compartilhada e em pé de igualdade, o que o enunciado não indica.
- Observação: o gabarito oficial é B, coincidindo com a análise feita de forma independente.
💡 Dica: Identifique quem decide (Coroa) e quem apenas executa ou propõe (Câmara) no texto.
Alternativa por alternativa
O aluno entende que a Coroa controla diretamente a travessia e que a Câmara serve apenas como arrecadadora, ignorando a iniciativa local de organizar o serviço.
As câmaras municipais cuidavam de questões locais, mas não eram independentes da monarquia: a administração colonial também envolvia autoridades que representavam a Coroa.
O aluno acredita que a Câmara só executa ordens da capitania, sem qualquer poder de propor medidas para necessidades locais.
O aluno supõe que a autonomia local da Câmara era total, dispensando qualquer autorização régia, o que desconsidera a fala do representante da Coroa no enunciado.
Por que engana: Confundir autonomia local com independência em relação à Coroa.
O aluno imagina uma administração dividida em partes iguais entre Câmara e representante régio, quando o texto sugere subordinação das decisões locais à autoridade da Coroa.
Raio-X da questão
Relação de poder entre Câmaras municipais e autoridade régia no período colonial.
fixacao
Estrutura administrativa da América portuguesa. · Função das capitanias e do poder régio.
Administração colonial portuguesa e autonomia das Câmaras.
Confundir autonomia local com independência em relação à Coroa.
historico
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