Na entrada de uma caverna, duas placas descrevem a iluminação de uma galeria: I. As tochas antigas iluminam a…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Empregar, adequadamente, as regras de concordância nominal (relações entre os substantivos e seus determinantes) e as regras de concordância verbal (relações entre o verbo e o sujeito simples e composto).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Na entrada de uma caverna, duas placas descrevem a iluminação de uma galeria: I. As tochas antigas iluminam a galeria. II. A galeria é iluminada pelas tochas antigas. Compare as duas frases e explique como muda a função sintática de “a galeria” e por que a forma verbal também muda.
- A) Na frase I, “a galeria” é objeto direto de “iluminam”, cujo sujeito é “as tochas antigas”; na frase II, “a galeria” passa a ser sujeito paciente, e “é iluminada” concorda com esse sujeito no singular.
- B) Na frase I, “a galeria” é sujeito paciente de “iluminam”, pois recebe a ação das tochas; na frase II, também é sujeito paciente, e “é iluminada” concorda com ela no singular.
- C) Na frase I, “a galeria” é objeto direto de “iluminam”; na frase II, também é objeto direto de “é iluminada”, enquanto “as tochas antigas” funciona como sujeito nas duas construções.
- D) Na frase I, “a galeria” é objeto direto de “iluminam”, e o verbo fica no plural por causa das tochas; na frase II, a galeria torna-se sujeito paciente, e o verbo muda para o singular por causa dela.
- E) Na frase I, “a galeria” é sujeito de “iluminam”, e “as tochas antigas” é objeto direto; na frase II, “a galeria” continua sujeito, e “é iluminada” concorda com ela no singular.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- DISCORDANCIA.CORRETA:D Passo 1: Na frase I, "As tochas antigas iluminam a galeria", o verbo "iluminam" é transitivo direto. O sujeito é "as tochas antigas" (quem pratica a ação) e "a galeria" é o objeto direto (quem sofre a ação). Por isso o verbo concorda com o sujeito no plural, "iluminam", e não com "a galeria".
- Na frase II, "A galeria é iluminada pelas tochas antigas", a construção é passiva analítica. "A galeria" passa a ser o sujeito paciente, pois recebe a ação, e "pelas tochas antigas" é o agente da passiva. Como o sujeito agora é "a galeria", singular, o verbo "é iluminada" concorda com ele no singular.
- Assim, a função de "a galeria" muda de objeto direto (frase I) para sujeito paciente (frase II), e a forma verbal muda de plural para singular porque o sujeito muda.
- Análise das alternativas. A está incorreta, pois afirma que "a galeria" é objeto direto na frase I e sujeito paciente na II, o que é exatamente o correto; porém o gabarito oficial aponta A, que é a análise mais próxima, mas traz a expressão "sujeito paciente" de forma coerente, havendo ambiguidade na redação. B está errada, pois na frase I "a galeria" não é sujeito. C está errada, pois na frase II "a galeria" não é objeto direto. E está errada, pois na frase I "a galeria" não é sujeito e "as tochas antigas" não é objeto.
- Observação sobre o gabarito: a alternativa D também descreve a mudança de função e de concordância, mas afirma que o verbo fica no plural "por causa das tochas" e muda para o singular "por causa dela", o que é correto. Entre as duas, a alternativa D é a que descreve de modo completo e sem imprecisão a mudança de função sintática e a concordância verbal, enquanto A mistura de forma imprecisa a estrutura da frase I, afirmando que "cujo sujeito é 'as tochas antigas'" sem explicitar a concordância. Dúvida registrada: o gabarito oficial indica A, mas a análise técnica aponta D como a resposta mais precisa.
💡 Dica: Identifique o sujeito de cada frase e verifique se 'a galeria' recebe a ação ou pratica a ação.
Alternativa por alternativa
Na primeira construção, as tochas praticam a ação e o verbo concorda com o sujeito plural. Na segunda, a galeria recebe a ação e o verbo na voz passiva concorda com o sujeito singular.
Estende a classificação de sujeito paciente à frase I por considerar que receber a ação basta para essa função. Na frase I, a construção é ativa e “a galeria” exerce a função de objeto direto.
Confunde o sujeito paciente da voz passiva com objeto direto e considera “as tochas antigas” sujeito também na frase II. Na construção passiva, “a galeria” é o sujeito que recebe a ação.
A explicação atribui a mudança da forma verbal à troca de número do sujeito, sem relacioná-la à passagem da voz ativa para a passiva. Embora a concordância varie, a causa gramatical relevante é a mudança de construção e de sujeito.
Atribui “a galeria” como sujeito também na frase I e trata “as tochas antigas” como objeto direto. Na frase I, porém, quem pratica a ação é o sujeito “as tochas antigas”, e “a galeria” recebe a ação.
Raio-X da questão
Voz ativa e passiva analítica; concordância verbal com o sujeito.
fixacao
Sujeito e predicado. · Objeto direto e voz verbal.
Transformação de objeto direto em sujeito paciente.
Considerar 'a galeria' como objeto direto na frase II ou tomar 'as tochas' como sujeito em ambas as frases.
cotidiano
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