Agroflorestas se espalham pelo país: cultivo sem desmatamento À primeira vista, pode parecer uma mata…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar as diversas formas de manifestação da vida em seus diferentes níveis de organização, bem como as condições ambientais favoráveis e os fatores limitantes a elas, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Agroflorestas se espalham pelo país: cultivo sem desmatamento À primeira vista, pode parecer uma mata crescendo sem interferência humana, tal a quantidade de árvores. Mas, caminhando pela área, o visitante identifica a grande variedade de alimentos brotando de arbustos e das próprias árvores. Limoeiros, açaizeiros, mangueiras, pés de acerola, cajueiros, bananeiras, laranjeiras e muito mais. Nada está ali por acaso. Trata-se de uma agrofloresta, também chamada de sistema agroflorestal (SAF). Os SAFs são áreas em que espécies com propriedades bem diferentes são plantadas misturadas — não raro, em meio à vegetação nativa. “Quando me falaram, achei que era coisa de maluco. Plantar sem desmatar a floresta? Vai semear como?” — conta a agricultora Marlene Assunção, de 52 anos, dona de uma propriedade no interior do RJ. — “Hoje eu entendo. As coisas vão estar aqui para nossos netos. É menos egoísta.” Os SAFs vêm ganhando relevância no país como uma alternativa que alia a produção de alimentos, necessária num mundo de população crescente (seremos 8,5 bilhões de Homo sapiens em 2030, segundo estimativas da ONU) que precisa manter os recursos naturais e, assim, frear as mudanças climáticas. A técnica preconiza que a agricultura pode se beneficiar, e muito, de áreas intensamente arborizadas. <https://tinyurl.com/yb8xauee>. Acesso em: 06.03.2018. Adaptado. Nomes vernáculos, como os das plantas citadas no texto, possibilitam uma comunicação de ordem prática, útil para assuntos mais triviais. No entanto, esses nomes contêm níveis de subjetividade e imprecisão que limitam as práticas científicas e tecnológicas. Suponha que o autor do texto quisesse transmitir uma mensagem a um agrônomo estrangeiro fazendo uso das normas da nomenclatura biológica. Para isso, ele deveria se referir a duas das espécies do texto como (FATEC 2018)
- A) Plantae Arbusta L. (arbustos) e Plantae Arborum L. (árvores).
- B) arbusti Planta (arbustos) e arboris Planta (árvores).
- C) cashew Trees (cajueiros) e mango Trees (mangueiras).
- D) Anacardicum occidentale L. (cajueiros) e Mangifera indica L. (mangueiras).
- E) Anacardicum Anacardicum L. (cajueiros) e Mangifera Mangifera L. (mangueiras).
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O texto menciona cajueiros e mangueiras. O enunciado pede o uso das normas da nomenclatura biologica para um agronomo estrangeiro, ou seja, o nome cientifico.
- A nomenclatura binomial, criada por Lineu, exige genero (com inicial maiuscula) seguido de epiteto especifico (minuscula), ambos em latim, e a indicacao do autor. Isso exclui nomes comuns.
- A alternativa D apresenta Anacardium occidentale L. para o cajueiro e Mangifera indica L. para a mangueira, cumprindo exatamente essa estrutura.
- A alternativa A descarta-se porque usa termos genericos (arbustos, arvores) em vez de nomes de especies. A B usa palavras latinas descritivas, sem genero e epiteto. A C usa nomes vernaculos em ingles. A E repete o genero como epiteto, invalidando a identificacao da especie.
💡 Dica: Procure a estrutura genero + epiteto especifico em latim seguida do autor.
Alternativa por alternativa
Acreditar que descrever a planta em latim (arbustos, arvores) ja constitui nome cientifico, sem perceber que faltam genero e epiteto especificos.
Confundir traducao latina de categorias de porte com nomenclatura binomial, desconsiderando a exigencia de identificar a especie.
Achar que traduzir o nome comum para outro idioma (ingles) basta para que o nome seja universal e cientifico.
CORRETA. Anacardium occidentale L. e Mangifera indica L. seguem o sistema binomial: genero (com inicial maiuscula) + epiteto especifico (minuscula), em latim, seguidos da abreviatura do autor (L., de Lineu).
Aplicar a forma 'genero + genero' por entender que o nome precisa apenas repetir a estrutura, sem notar que o epiteto deve ser especifico.
Por que engana: Tomar traducao ou descricao como nome cientifico
Raio-X da questão
Nomenclatura binomial
avaliacao
Nomes vernaculos x cientificos · Classificacao dos seres vivos
Sistema de Lineu e nomes cientificos
Tomar traducao ou descricao como nome cientifico
educacao_ambiental
cientifico
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