No grupo de mensagens, Bia escreveu que não iria à apresentação de dança de Joana. Na tarde do evento…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades linguísticas (no discurso direto, se houver) empregados, identificando o enredo e o foco narrativo e percebendo como se estrutura a narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do foco narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de personagens em discurso direto e indireto), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
No grupo de mensagens, Bia escreveu que não iria à apresentação de dança de Joana. Na tarde do evento, apareceu no teatro com um cartaz dobrado. Quando Joana perguntou por que ela tinha ido, Bia respondeu: “Minha avó já tinha comprado ingresso.” Durante a apresentação, porém, Bia ergueu o cartaz com o nome de Joana e acompanhou cada número. Um colega concluiu: “Bia foi à apresentação só por obrigação.” Essa conclusão é bem sustentada pelo texto? Analise a afirmação considerando também o que Bia fez durante o espetáculo.
- A) Não. O cartaz e o acompanhamento dos números provam que Bia foi por vontade própria, e a compra do ingresso pela avó não influenciou sua decisão.
- B) Sim. A fala de Bia mostra que ela foi apenas porque a avó já tinha comprado o ingresso; o cartaz e o acompanhamento dos números não mudam esse motivo.
- C) Não. O cartaz com o nome de Joana e o acompanhamento de cada número mostram que Bia foi principalmente para apoiar a amiga, não por causa do ingresso da avó.
- D) Não é possível avaliar a conclusão do colega, pois Bia não explicou claramente por que foi à apresentação, e suas ações durante o espetáculo não esclarecem sua motivação.
- E) Não. A fala de Bia sugere que o ingresso comprado pela avó influenciou sua ida, mas sua participação durante a apresentação impede concluir que ela foi apenas por obrigação.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- A conclusão do colega é que Bia foi à apresentação só por obrigação, ou seja, que a obrigação foi o único motivo. Para avaliar isso, é preciso verificar se o texto sustenta essa afirmação de forma exclusiva. Passo 2: O texto traz a fala de Bia, que atribui sua presença à compra do ingresso pela avó. Isso sugere que houve uma influência externa, mas não prova que ela foi apenas por obrigação. Passo 3: Em seguida, o texto mostra ações que indicam envolvimento com a amiga: Bia levou um cartaz dobrado com o nome de Joana, ergueu o cartaz durante a apresentação e acompanhou cada número. Essas atitudes não são típicas de quem apenas cumpre uma obrigação. Passo 4: Logo, a conclusão do colega não é bem sustentada, porque ignora as ações de Bia durante o espetáculo, que apontam para o desejo de apoiar Joana. Passo 5: A alternativa correta é E, pois reconhece que a fala de Bia sugere influência do ingresso da avó, mas que a participação ativa impede concluir que ela foi apenas por obrigação. Passo 6: Por que as outras estão erradas: A afirma que o ingresso não influenciou, o que contraria a própria fala de Bia. B aceita a conclusão do colega e ignora o cartaz e o acompanhamento dos números. C vai além do texto ao afirmar que Bia foi principalmente para apoiar a amiga, pois o texto não hierarquiza os motivos. D diz que não é possível avaliar, mas o texto oferece evidências suficientes para discutir a conclusão.
💡 Dica: Compare o que Bia diz sobre o ingresso com o que faz durante a apresentação; não confunda indício com certeza sobre sua motivação.
Alternativa por alternativa
O aluno supõe que as ações de Bia comprovam vontade própria e descarta a influência do ingresso, ignorando a fala dela que relaciona sua ida à compra da avó.
O aluno toma a fala de Bia como único motivo e acredita que as ações durante o espetáculo não alteram essa leitura, aceitando a conclusão do colega sem considerar o envolvimento demonstrado.
Por que engana: Concluir que Bia foi apenas por obrigação com base na fala, ignorando suas ações de apoio durante o espetáculo.
O aluno transforma as evidências em uma motivação definitiva e hierarquizada, afirmando que Bia foi principalmente para apoiar a amiga, algo que o texto não estabelece e vai além do que foi dito.
O aluno confunde não haver certeza absoluta com impossibilidade de avaliar a conclusão, desconsiderando que o texto oferece evidências suficientes para julgar se a conclusão é bem sustentada.
A justificativa dada por Bia apoia parcialmente a interpretação do colega, mas o gesto de erguer o cartaz e acompanhar os números mostra envolvimento. Por isso, o texto não sustenta a ideia de que ela foi somente por obrigação.
Raio-X da questão
Inferência sobre motivação a partir de ações e falas narrativas.
avaliacao
Identificar informações explícitas em um texto narrativo. · Distinguir fato observado de interpretação ou inferência.
Construção de inferências e efeitos de sentido em narrativa ficcional.
Concluir que Bia foi apenas por obrigação com base na fala, ignorando suas ações de apoio durante o espetáculo.
Convivência e relações de amizade.
Empatia e valorização do apoio entre amigas.
cotidiano
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