No conto, Lia encontra uma chave e pensa: “Se a chave couber na fechadura, talvez eu descubra o que há atrás…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar os efeitos de sentido dos modos verbais, considerando o gênero textual e a intenção comunicativa.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
No conto, Lia encontra uma chave e pensa: “Se a chave couber na fechadura, talvez eu descubra o que há atrás da porta.” O gráfico registra os verbos de duas partes do conto: na parte 1, narração dos acontecimentos, há 6 no indicativo e 2 no subjuntivo; na parte 2, pensamentos de Lia diante da porta, há 3 no indicativo e 5 no subjuntivo. Observe o gráfico. Considerando também o pensamento de Lia, que efeito de sentido ajuda a explicar o aumento de verbos no subjuntivo na parte 2?
- A) O subjuntivo mostra que Lia relembra acontecimentos que já ocorreram antes de chegar à porta.
- B) O subjuntivo destaca que Lia considera possibilidades ainda incertas, em vez de apresentar como certos os acontecimentos que imagina.
- C) O subjuntivo apresenta ações habituais de Lia enquanto ela observa a porta e a fechadura.
- D) O subjuntivo confirma como certos os acontecimentos que Lia espera encontrar atrás da porta.
- E) O subjuntivo indica que Lia dá uma ordem para que algo aconteça depois da porta.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Observe o gráfico. Na parte 2, que reúne os pensamentos de Lia diante da porta, predominam os verbos no subjuntivo (5), enquanto na parte 1, narrativa, predominam os verbos no indicativo (6). Passo 2: Lembre a função dos modos verbais. O indicativo costuma apresentar fatos como certos, objetivos ou reais; o subjuntivo costuma expressar hipótese, dúvida, possibilidade, desejo ou incerteza. Passo 3: Analise o pensamento de Lia: 'Se a chave couber na fechadura, talvez eu descubra o que há atrás da porta.' A conjunção 'se' introduz uma condição, o advérbio 'talvez' reforça a incerteza, e os verbos 'couber' e 'descubra' estão no subjuntivo porque Lia imagina algo que ainda não aconteceu. Passo 4: Portanto, a alternativa B está correta: o subjuntivo destaca possibilidades ainda incertas, em vez de apresentar como certos os acontecimentos imaginados. Passo 5: A alternativa A está errada, pois relembrar fatos já ocorridos exigiria tempos do indicativo, como o pretérito, e a parte 2 trata de expectativas sobre o que pode acontecer. Passo 6: A alternativa C está errada, pois ações habituais são marcadas, em geral, pelo indicativo, e o pensamento de Lia não descreve hábitos repetidos. Passo 7: A alternativa D está errada, pois o subjuntivo justamente não confirma certezas; uma expectativa confirmada seria apresentada no indicativo. Passo 8: A alternativa E está errada, pois dar ordens se expressa pelo modo imperativo, e Lia apenas pensa sobre uma possibilidade, sem comandar nada.
💡 Dica: Associe o subjuntivo a situações hipotéticas ou incertas no pensamento de Lia.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que o subjuntivo marca fatos passados ou lembranças, confundindo o modo verbal com o tempo verbal.
Na parte 2, o subjuntivo aparece mais vezes e o pensamento de Lia formula uma condição e uma possibilidade. Esse modo verbal contribui para apresentar como incerto o que poderá acontecer.
O aluno associa o subjuntivo à ideia de ações repetidas ou habituais, sem perceber que o hábito é expresso sobretudo pelo indicativo e que o trecho trata de uma possibilidade única.
Por que engana: Interpretar o subjuntivo como certeza, hábito ou ordem, sem considerar a hipótese expressa no pensamento.
O aluno entende que o subjuntivo garante certeza sobre o que será encontrado, ignorando marcadores de incerteza como 'se' e 'talvez' presentes no pensamento de Lia.
O aluno confunde o subjuntivo com o imperativo, por ambos poderem expressar desejo ou ordem, e interpreta o pensamento de Lia como um comando.
Raio-X da questão
Efeito de sentido do modo subjuntivo
fixacao
Reconhecimento do modo subjuntivo · Diferença entre fato e possibilidade
Modos verbais e seus efeitos de sentido
Interpretar o subjuntivo como certeza, hábito ou ordem, sem considerar a hipótese expressa no pensamento.
literario
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