Uma exposição sobre a urbanização brasileira entre 1946 e 1964 apresenta um gráfico esquemático, elaborado a…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Descrever e analisar as relações entre as transformações urbanas e seus impactos na cultura brasileira entre 1946 e 1964 e na produção das desigualdades regionais e sociais.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Uma exposição sobre a urbanização brasileira entre 1946 e 1964 apresenta um gráfico esquemático, elaborado a partir de registros fictícios de uma capital: entre 1948 e 1962, a população dos bairros recém-abertos na periferia triplicou, enquanto a dos bairros centrais cresceu pouco. No mesmo período, o número de salas de cinema e teatros por 10 mil moradores passou de 8 para 11 no centro e de 1 para 2 na periferia. Com base nos dados do gráfico descrito, qual conclusão relaciona o crescimento urbano à distribuição do acesso à cultura nessa capital?
- A) A oferta cultural por morador cresceu mais na periferia, indicando redução da desigualdade de acesso entre os bairros.
- B) A concentração cultural no centro diminuiu, pois os bairros centrais tiveram menor crescimento populacional.
- C) A expansão da periferia descentralizou a cultura, pois o acesso aumentou nos dois tipos de bairro.
- D) O crescimento dos equipamentos acompanhou a expansão da população periférica, preservando o acesso à cultura nos novos bairros.
- E) A expansão periférica ocorreu sem aumento proporcional de equipamentos culturais, mantendo maior concentração de cinemas e teatros na área central e aprofundando desigualdades de acesso à cultura.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Leia os dados sem o gabarito. Na periferia, a população triplicou entre 1948 e 1962, e os equipamentos por 10 mil moradores passaram de 1 para 2. No centro, a população cresceu pouco, e os equipamentos por 10 mil moradores passaram de 8 para 11. Passo 2: Compare os índices. A periferia dobrou seu índice, enquanto o centro cresceu cerca de 37,5%, então a periferia ganhou mais em termos relativos. Passo 3: Mesmo assim, em 1962 o centro ainda tinha 11 equipamentos por 10 mil moradores contra 2 na periferia, ou seja, cerca de 5,5 vezes mais. A diferença absoluta passou de 7 para 9 por 10 mil moradores, o que indica que a desigualdade se manteve e até aumentou em termos absolutos. Passo 4: A alternativa E descreve essa situação: a expansão periférica não veio acompanhada de oferta cultural proporcional, e a concentração de cinemas e teatros continuou no centro. Dúvida registrada: a expressão 'sem aumento proporcional' é imprecisa, pois o índice da periferia dobrou; o que não acompanhou a população foi o volume total de equipamentos por morador, que segue muito inferior ao centro. Passo 5: Por que as outras estão erradas. A: o índice cresceu mais na periferia, mas a desigualdade absoluta aumentou, então não há redução real do acesso. B: a população central crescer pouco não reduz a oferta cultural central, que de fato subiu de 8 para 11. C: o acesso aumentou nos dois tipos de bairro, mas a diferença entre eles continuou grande, então não houve descentralização. D: a periferia triplicou e o índice por morador só dobrou, o que não preserva o acesso nos novos bairros.
💡 Dica: Compare o crescimento populacional periférico com a variação dos equipamentos por 10 mil moradores.
Alternativa por alternativa
O aluno percebe que o índice da periferia dobrou e conclui que a desigualdade diminuiu, ignorando que o centro continua com cerca de 5,5 vezes mais equipamentos e que a diferença absoluta subiu de 7 para 9 por 10 mil moradores.
Por que engana: Confundir aumento do número de equipamentos com crescimento proporcional do acesso por morador.
O aluno associa menor crescimento populacional do centro a menor concentração cultural, mas o número de equipamentos centrais por 10 mil moradores subiu de 8 para 11, então a concentração aumentou.
O aluno vê aumento do acesso nos dois tipos de bairro e conclui que houve descentralização, sem comparar as diferenças entre centro e periferia, que permaneceram grandes.
O aluno supõe que os equipamentos cresceram na mesma proporção da população periférica, mas a população triplicou enquanto o índice por morador apenas dobrou, o que indica perda relativa de acesso.
A população periférica triplicou, mas a oferta de cinemas e teatros por morador cresceu pouco e permaneceu muito inferior à do centro. Os dados indicam que a expansão urbana não distribuiu os equipamentos culturais de forma equivalente.
Raio-X da questão
Desigualdade de acesso à cultura na expansão urbana.
Relacionar expansão
Crescimento urbano e expansão periférica. · Interpretação de taxas por 10 mil habitantes.
Urbanização brasileira e concentração de equipamentos culturais.
Confundir aumento do número de equipamentos com crescimento proporcional do acesso por morador.
Desigualdade social e acesso à cultura.
Urbanização brasilei
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