Pesquisadores de um organismo internacional organizam, em uma simulação didática, três mapas temáticos para…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações populacionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com diferentes projeções cartográficas.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Pesquisadores de um organismo internacional organizam, em uma simulação didática, três mapas temáticos para discutir padrões de consumo e ambiente. No mapa de renda anual por habitante, a América do Norte aparece com US$ 61 mil, o Sul da Ásia com US$ 2,5 mil e a África Subsaariana com US$ 1,7 mil. No mapa de emissões de CO2 por habitante, os valores são, respectivamente, 14, 2 e 1 toneladas anuais. Um terceiro mapa indica densidades demográficas de 20, 330 e 50 habitantes por km2. Os mapas permitem observar que uma região muito populosa não é, obrigatoriamente, aquela em que cada morador emite mais gases de efeito estufa. Interprete a comparação entre os mapas e identifique a classificação que explica a desigualdade ambiental relacionada ao consumo por habitante.
- A) Classifica o Sul da Ásia como região de alto consumo energético por habitante, ligado à sua população total.
- B) Classifica a América do Norte como região de alto consumo energético por habitante, ligado à renda elevada.
- C) Classifica a África Subsaariana como região de alto consumo energético por habitante, ligado à renda elevada.
- D) Classifica o Sul da Ásia como região de menor pressão ambiental, ligada a emissões totais necessariamente baixas.
- E) Classifica a América do Norte como região de grande densidade populacional, ligada às suas emissões por habitante.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Os dados por habitante são: renda de US$ 61 mil (América do Norte), US$ 2,5 mil (Sul da Ásia) e US$ 1,7 mil (África Subsaariana); emissões de CO2 de 14, 2 e 1 toneladas por ano, na mesma ordem; densidades de 20, 330 e 50 habitantes por km2. Passo 2: A América do Norte tem a maior renda e a maior emissão por habitante (14 t), apesar de ter a menor densidade (20 hab/km2). Isso mostra consumo individual elevado ligado à renda alta, que é a desigualdade ambiental relacionada ao consumo por habitante. Passo 3: O Sul da Ásia tem a maior densidade (330 hab/km2), mas emite apenas 2 t por habitante, o que confirma que muita população não implica emissão individual alta. A África Subsaariana tem a menor renda e a menor emissão (1 t). Passo 4: Portanto, a classificação correta é a da alternativa B, pois a América do Norte é região de alto consumo por habitante associado à renda elevada. Passo 5: A alternativa A está errada porque associa o Sul da Ásia a alto consumo, quando seus valores por habitante são baixos. A alternativa C está errada porque atribui alto consumo à África Subsaariana, que tem a menor renda e a menor emissão. A alternativa D está errada porque afirma que as emissões totais são necessariamente baixas, algo que os mapas por habitante não permitem concluir, e porque confunde pressão individual com pressão total. A alternativa E está errada porque associa a América do Norte à grande densidade, quando ela tem a menor densidade entre as três regiões. O gabarito oficial B está correto.
💡 Dica: Analise os dados dos mapas e relacione renda, emissões e densidade demográfica para entender a desigualdade ambiental.
Alternativa por alternativa
O aluno confunde população total ou densidade com consumo por habitante e supõe que muitas pessoas significam muito consumo individual. Os dados por habitante do Sul da Ásia (US$ 2,5 mil e 2 t) mostram o contrário.
A renda elevada e as maiores emissões por habitante indicam padrão de consumo energético individual mais intenso nessa região.
O aluno acredita que região pobre consome muito, ou lê a África Subsaariana sem relacionar a renda baixa de US$ 1,7 mil com a emissão de apenas 1 t por habitante. Consumo elevado não aparece associado à renda baixa.
O aluno lê a densidade alta do Sul da Ásia como sinal de pressão ambiental pequena e presume que emissões totais são necessariamente baixas. Os mapas por habitante não permitem essa conclusão, pois o total depende também da população.
O aluno inverte a leitura dos dados e associa a América do Norte à grande densidade populacional, quando ela tem 20 hab/km2, a menor entre as regiões. Também não percebe que a emissão alta é por habitante, não por densidade.
Raio-X da questão
desigualdade ambiental consumo habitante
diagnostico
interpretação de mapas temáticos · conceitos básicos de geografia humana
estude relação entre consumo, renda e impacto ambiental
confundir densidade populacional com emissão per capita, levando a conclusões erradas sobre impacto ambiental.
educacao_ambiental
pensamento_critico
cotidiano
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