— O homem do navio não obedece para sempre ao patrão? — perguntou Luana durante uma roda de conversa no centro…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Diferenciar escravidão, servidão e trabalho livre no mundo antigo.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— O homem do navio não obedece para sempre ao patrão? — perguntou Luana durante uma roda de conversa no centro cultural. Para responder, o mediador apresentou três registros adaptados. No primeiro, de uma cidade antiga, um prisioneiro de guerra foi incluído na lista de bens de um comerciante, que podia transferi-lo a outra pessoa. No segundo, uma família cultivava uma pequena área e entregava parte da colheita ao senhor local; a família não podia deixar a propriedade sem autorização. No terceiro, um marinheiro combinou trabalhar durante uma viagem, receber moedas ao fim do percurso e decidir se aceitaria outro acordo depois do retorno. Os participantes foram convidados a comparar não apenas as tarefas, mas também os direitos de cada pessoa. Analise as condições descritas nos três registros e identifique a classificação histórica adequada para as relações de trabalho apresentadas.
- A) Reconhecer que o prisioneiro era servil, a família era livre e o marinheiro era escravizado.
- B) Reconhecer que o prisioneiro era servil, a família era escravizada e o marinheiro realizava trabalho livre.
- C) Reconhecer que o prisioneiro era escravizado, a família era servil e o marinheiro realizava trabalho livre.
- D) Reconhecer que o prisioneiro era livre, a família era escravizada e o marinheiro era servil.
- E) Reconhecer que o prisioneiro era escravizado, a família era livre e o marinheiro era servil.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- No primeiro registro, o prisioneiro de guerra é tratado como bem de um comerciante, que pode transferi-lo a outra pessoa. Ele é uma propriedade, portanto é escravizado. Passo 2: No segundo registro, a família cultiva a terra, entrega parte da colheita ao senhor e não pode deixar a propriedade sem autorização. Essa ligação à terra e a obrigação de entregar parte da produção caracterizam a servidão. Passo 3: No terceiro registro, o marinheiro negocia um acordo por tempo determinado, recebe pagamento em moedas ao final e decide sobre novos acordos depois do retorno. Isso é trabalho livre, baseado em contrato e salário. Passo 4: Comparando com as alternativas, a alternativa A está errada porque o prisioneiro não é servil e o marinheiro não é escravizado. A alternativa B está errada porque inverte a família e o prisioneiro, e o marinheiro não é livre de fato. A alternativa D está errada porque o prisioneiro não é livre e o marinheiro não é servil. A alternativa E está errada porque a família não é livre, pois está presa à propriedade, e o marinheiro não é servil. Passo 5: Conclusão: a alternativa correta é a C, que associa escravidão, servidão e trabalho livre às situações descritas, conforme o gabarito oficial.
💡 Dica: Compare os direitos e deveres de cada trabalhador para identificar as relações de trabalho.
Alternativa por alternativa
O aluno inverte a servidão e a escravidão e considera a família livre, ignorando que ela não pode deixar a propriedade sem autorização. Também atribui escravidão ao marinheiro, que negocia o próprio contrato.
O aluno acredita que o prisioneiro, por ser transferível como bem, seria servo, quando na verdade essa condição de propriedade define a escravidão. Além disso, trata o marinheiro como livre, mas confunde a família com escravizada, sem notar que ela está ligada à terra e não é tratada como bem móvel.
Correta: o prisioneiro era tratado como bem; a família tinha vínculo com a terra; e o marinheiro podia contratar e encerrar seu acordo.
O aluno lê mal o primeiro registro, em que o prisioneiro aparece como bem transferível, e o considera livre. Também associa ao marinheiro a servidão, confundindo a obrigação de cumprir um acordo temporário com a dependência de um senhor.
O aluno acerta o prisioneiro como escravizado, mas acha que a família é livre porque entrega parte da colheita por conta própria e vive da terra. Depois considera o marinheiro servil, confundindo a obrigação contratual com a dependência pessoal do servo.
Raio-X da questão
relações históricas de trabalho
diagnostico
conceito de trabalho e servidão · diferenças entre escravidão e trabalho livre
Estude os diferentes tipos de relações de trabalho na história.
Confundir as formas de trabalho e direitos associados a cada tipo de relação histórica.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
Questões parecidas com resolução
- Por que pessoas que realizavam tarefas parecidas podiam ter destinos tão diferentes? Para preparar uma exposição…
- O que muda quando alguém trabalha, mas não pode escolher parar? Em relatos sobre cidades gregas da Antiguidade, aparecem…
- Nos preparativos de uma mostra sobre formas de trabalho compulsório, foram reunidos três documentos. Um livro mercantil…
- — Encontrei duas cadernetas de anotações do sindicato de minha família: uma de um metalúrgico que foi para a capital na…
- Caminhando por uma cidade portuária do Mediterrâneo antigo, ouvi três histórias de trabalho. A primeira era de um homem…
- Em meados da década de 1950, uma associação de bairro de São Paulo registrou as trajetórias de duas moradoras. A mãe…
🔎 Procurar outra questão
Procure no banco do GeraProva pelo tema ou por um trecho do enunciado. Cada questão já vem com resolução comentada e a análise de cada alternativa.
Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog
