O que muda quando alguém trabalha, mas não pode escolher parar? Em relatos sobre cidades gregas da…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Diferenciar escravidão, servidão e trabalho livre no mundo antigo.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
O que muda quando alguém trabalha, mas não pode escolher parar? Em relatos sobre cidades gregas da Antiguidade, aparecem três situações. I. Em Esparta, um camponês colhe cevada em um lote e entrega parte da produção aos guerreiros que dominam a cidade. Ele vive ali com a família, mas não pode abandonar a terra nem decidir para quem vai produzir. II. Em Atenas, uma jovem capturada em guerra serve na casa de um comerciante. O dono pode vendê-la a outra pessoa e ela não decide onde morar nem que tarefas fará. III. Na mesma Atenas, um oleiro combina o preço de vasos para uma festa pública. Se não aceitar o pagamento oferecido, pode procurar outro comprador e organizar seu próprio tempo de trabalho. Interprete as três situações do texto e conclua como se classificam as relações de trabalho I, II e III no mundo antigo.
- A) I = servidão; II = trabalho livre; III = escravidão
- B) I = trabalho livre; II = escravidão; III = servidão
- C) I = escravidão; II = trabalho livre; III = servidão
- D) I = escravidão; II = servidão; III = trabalho livre
- E) I = servidão; II = escravidão; III = trabalho livre
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Identifique o critério que separa as situações: se a pessoa pode escolher parar, negociar e para quem trabalhar. Passo 2: Situação I (Esparta): o camponês vive na terra, entrega parte da colheita aos guerreiros dominantes e não pode abandonar a terra nem decidir para quem produz. Ele está preso a um lote e obrigado a entregar produção a outro grupo, o que caracteriza servidão. Passo 3: Situação II (Atenas): a jovem foi capturada em guerra, pode ser vendida pelo dono e não decide onde morar nem que tarefas fará. Ela é tratada como propriedade de alguém, o que caracteriza escravidão. Passo 4: Situação III (Atenas): o oleiro negocia o preço, pode recusar o pagamento e procurar outro comprador, além de organizar o próprio tempo. Há liberdade de escolha e de contrato, o que caracteriza trabalho livre. Passo 5: Conclusão: I = servidão; II = escravidão; III = trabalho livre, alternativa E. Passo 6: Por que as outras estão erradas: A troca servidão e escravidão em II e III; B classifica o camponês preso à terra como trabalho livre; C trata o camponês como escravo e o oleiro livre como servidão; D inverte I e II e também atribui a servidão à jovem capturada.
💡 Dica: Analise cada situação e relacione com tipos de trabalho na Antiguidade.
Alternativa por alternativa
Acredita que a jovem capturada tem trabalho livre por morar e trabalhar em casa, sem perceber que ela pode ser vendida e não decide nada. Também confunde a autonomia do oleiro com escravidão.
Considera que o camponês é trabalhador livre porque vive com a família, ignorando que ele não pode deixar a terra e deve entregar parte da produção. Chama de servidão a situação do oleiro, que negocia livremente.
Interpreta que o camponês preso à terra é escravizado, sem distinguir escravidão (pessoa tratada como propriedade) de servidão (vínculo à terra e obrigação de entregar produção). Vê o oleiro como servidão, ignorando que ele negocia e escolhe o comprador.
Entende que o camponês é escravizado porque não pode sair da terra, e que a jovem capturada e vendível está apenas presa a um vínculo de dependência. Não percebe que a posse e venda de pessoas define a escravidão.
I mostra ligação à terra e entrega obrigatória; II envolve pessoa como propriedade vendável; III envolve acordo de pagamento e escolha.
Raio-X da questão
relações de trabalho na Antiguidade
diagnostico
sociedade grega antiga · formas de trabalho antigo
Estude os tipos de trabalho e escravidão na Grécia Antiga.
Confundir tipos de trabalho livre e escravo nas cidades gregas antigas.
pensamento_critico
historico
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