Em 2020, a troca na direção da Polícia Federal do Rio de Janeiro e a saída do então ministro da Justiça…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar e caracterizar a presença do paternalismo, do autoritarismo e do populismo na política, na sociedade e nas culturas brasileira e latino-americana, em períodos ditatoriais e democráticos, relacionando-os com as formas de organização e de articulação das sociedades em defesa da autonomia, da liberdade, do diálogo e da promoção da democracia, da cidadania e dos direitos humanos na sociedade atual.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em 2020, a troca na direção da Polícia Federal do Rio de Janeiro e a saída do então ministro da Justiça ganharam destaque no noticiário. O debate público passou a discutir até que ponto um governo pode pressionar órgãos de investigação e buscar ocupar cargos estratégicos com pessoas de sua confiança política. A situação descrita evidencia qual leitura histórica sobre a relação entre o governo Bolsonaro e a autonomia das instituições do Estado brasileiro?
- A) Mostra um esforço legítimo de reorganizar a administração pública, com a substituição de quadros técnicos por aliados como forma de aumentar a eficiência do governo.
- B) Indica a consolidação natural da autoridade presidencial sobre os órgãos de investigação, já que a hierarquia do Executivo permite controlar livremente as instituições do Estado.
- C) Mostra que a disputa em torno desses cargos ocorreu apenas por diferença de opinião entre grupos partidários, sem relação com a autonomia das instituições do Estado.
- D) Revela a tentativa de submeter uma instituição de Estado à lógica da confiança pessoal e do controle político do governo, em choque com a autonomia, a impessoalidade e a fiscalização republicana.
- E) Evidencia que a troca de cargos e a pressão sobre órgãos públicos foram consequências diretas e inevitáveis da crise sanitária e econômica do período.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O enunciado descreve a troca na direção da Polícia Federal do Rio de Janeiro em 2020, a saída do ministro da Justiça e o debate sobre até que ponto um governo pode pressionar órgãos de investigação e ocupar cargos estratégicos com aliados políticos.
- A pergunta pede a leitura histórica sobre a relação entre o governo e a autonomia das instituições do Estado. A ideia central é que órgãos de investigação, como a Polícia Federal, devem atuar com independência técnica, impessoalidade e fiscalização republicana, e não como extensões da vontade do governante.
- Analisando as alternativas, a D afirma que a situação revela a tentativa de submeter uma instituição de Estado à lógica da confiança pessoal e ao controle político, em choque com a autonomia e a impessoalidade. Essa leitura é a que melhor corresponde ao fato descrito e ao debate citado no enunciado.
- Por que as outras estão erradas: A) trata a substituição de técnicos por aliados como reorganização legítima, ignorando o problema da autonomia; B) apresenta como natural o controle livre das instituições, o que contraria o princípio republicano; C) nega a relação com a autonomia, quando o próprio enunciado a coloca em debate; E) atribui a troca de cargos à crise sanitária e econômica, sem qualquer base no texto.
- Conclusão: a alternativa correta é a D, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Procure a ideia de interferência política e de falta de autonomia institucional.
Alternativa por alternativa
Considera que trocar quadros técnicos por aliados políticos é uma medida de eficiência administrativa, sem avaliar o risco à independência do órgão de investigação.
Entende que a hierarquia do Executivo autoriza o controle livre de órgãos de investigação, desconsiderando que essas instituições precisam de autonomia técnica.
Por que engana: Confundir nomeação política com gestão legítima sem limites institucionais.
Acredita que a disputa por cargos era apenas uma divergência partidária comum, sem relação com a independência das instituições do Estado.
Resposta adequada porque interpreta o episódio como tensão entre interesse governamental e autonomia institucional, destacando traços centrais do princípio republicano.
Supõe que a pressão sobre órgãos públicos foi uma consequência inevitável da pandemia e da crise econômica, sem relação com escolhas políticas do governo.
Raio-X da questão
Autonomia das instituições e princípio republicano.
Relacionar fato rece
Separação entre governo e Estado. · Função institucional dos órgãos de fiscalização.
Impessoalidade na administração pública.
Confundir nomeação política com gestão legítima sem limites institucionais.
Ética e cidadania.
Pensamento crítico.
Avaliação de Históri
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