— Doutora, posso chamar alguém para rezar com a minha mãe? — perguntou um rapaz na recepção da unidade de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Discutir como filosofias de vida, tradições e instituições religiosas podem influenciar diferentes campos da esfera pública (política, saúde, educação, economia).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Doutora, posso chamar alguém para rezar com a minha mãe? — perguntou um rapaz na recepção da unidade de saúde. O pedido apareceu de novo em uma audiência pública sobre um projeto municipal. A proposta, apoiada por diferentes instituições religiosas e também por grupos não religiosos, queria organizar visitas de apoio emocional a pacientes do SUS. No teste-piloto, a secretaria registrou menos faltas a consultas e relatos de menor ansiedade em parte dos atendidos. Ao mesmo tempo, surgiram queixas: alguns voluntários aproveitaram as visitas para convidar pacientes para seus cultos e fizeram comentários negativos sobre outras crenças. Por isso, conselheiros de saúde e representantes de diversas tradições sugeriram regras para evitar constrangimentos, proteger a liberdade de consciência e manter o atendimento público acessível a todos. Com base no texto, identifique a medida que melhor permite a colaboração de instituições religiosas na saúde pública sem desrespeitar a diversidade de crenças dos pacientes.
- A) Transferir às instituições religiosas a decisão sobre regras e condutas das visitas dentro do SUS
- B) Proibir qualquer participação religiosa nas unidades, mesmo quando o paciente pede esse tipo de apoio
- C) Autorizar visitas em todos os leitos, com orações e convites a cultos, para aumentar a adesão ao tratamento
- D) Designar uma única tradição religiosa para coordenar as visitas, por ser a mais numerosa no município
- E) Estabelecer atendimento apenas quando solicitado, com voluntários de várias tradições e opção de escuta sem prática religiosa
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- O enunciado descreve um projeto de visitas de apoio emocional em unidades do SUS, com benefícios no teste-piloto (menos faltas e menos ansiedade) e queixas de proselitismo e desrespeito a outras crenças. A pergunta pede a medida que permite a colaboração religiosa sem desrespeitar a diversidade de crenças dos pacientes. Passo 2: A alternativa E resolve esse problema em duas frentes. O atendimento só ocorre quando solicitado, o que respeita a vontade do paciente e evita visitas indesejadas. Os voluntários de várias tradições evitam que uma única crença seja privilegiada, e a opção de escuta sem prática religiosa garante acolhimento também a quem não tem religião ou não quer rituais. Passo 3: A alternativa A está errada porque entrega às instituições religiosas a definição das regras dentro de um serviço público, o que enfraquece a supervisão do Estado e a neutralidade do SUS. Passo 4: A alternativa B está errada porque proíbe a participação mesmo quando o paciente pede esse apoio, desrespeitando a liberdade de escolha dele e ignorando o benefício observado no piloto. Passo 5: A alternativa C está errada porque autoriza orações e convites a cultos em todos os leitos, o que expõe pacientes a constrangimento e contraria exatamente as queixas registradas no texto. Passo 6: A alternativa D está errada porque designar uma única tradição por ser a mais numerosa privilegia uma crença e fere a laicidade e a igualdade no atendimento público. Passo 7: Conclusão: a medida que equilibra colaboração religiosa e respeito à diversidade é a E, que corresponde ao gabarito oficial.
💡 Dica: Analise o texto para identificar a medida que respeita a diversidade religiosa na saúde pública.
Alternativa por alternativa
Entendeu que a liberdade religiosa dá às instituições o direito de definir sozinhas as regras de atuação dentro de um serviço público. Não percebeu que o SUS precisa de regras comuns e supervisão do Estado.
Acha que a única forma de proteger a diversidade religiosa é excluir qualquer participação de religiosos, mesmo quando o paciente pede esse apoio. Confunde laicidade do Estado com proibição da religião na vida das pessoas.
Considerou que mais visitas, com orações e convites a cultos, aumentam a adesão ao tratamento e ignorou as queixas do próprio texto sobre constrangimento e proselitismo. Não percebeu a diferença entre apoio emocional e prática religiosa imposta.
Acredita que, por ser a tradição mais numerosa, ela tem legitimidade para coordenar o serviço público. Confunde representatividade numérica com a neutralidade que o Estado deve manter diante de todas as crenças.
Apoio pode existir, mas deve ser voluntário, plural e sem pressão, garantindo liberdade de consciência no serviço público.
Raio-X da questão
respeito diversidade religiosa
diagnostico
liberdade de consciência · respeito à diversidade
Estude sobre liberdade religiosa e respeito à diversidade de crenças.
Confundir apoio emocional com imposição de crenças religiosas, desconsiderando a diversidade.
cidadania_etica
empatia
cotidiano
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