Quando delegacoes dos EUA e da URSS discutiam na ONU regras para o uso do espaco, alguns jornais descreviam a…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Comparar os significados de território, fronteiras e vazio (espacial, temporal e cultural) em diferentes sociedades, contextualizando e relativizando visões dualistas (civilização/barbárie, nomadismo/sedentarismo, esclarecimento/obscurantismo, cidade/campo, entre outras).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Quando delegacoes dos EUA e da URSS discutiam na ONU regras para o uso do espaco, alguns jornais descreviam a orbita e a Lua como um "novo Oeste" a ser conquistado. No debate, diplomatas lembravam que, em epocas anteriores, mapas europeus tracaram linhas em mares e continentes pouco conhecidos e, ao nomea-los como "terras sem dono", abriram caminho para reivindicacoes exclusivas. Ao mesmo tempo, o lancamento de satelites mostrava que aquele "vazio" tinha valor estrategico: permitir comunicacao, observacao e prestigio internacional. O acordo negociado estabeleceu que nenhum Estado poderia declarar soberania sobre corpos celestes ou sobre partes do espaco, embora autorizasse pesquisa e uso pacifico. A proposta buscava evitar que a competicao tecnologica repetisse, em outro cenario, logicas antigas de apropriacao. Compare as noções de "vazio" e "fronteira" presentes no texto-base e identifique a interpretacao historica que melhor explica a regra de nao soberania no acordo citado.
- A) Associar a regra do tratado a criacao de fronteiras fixas no espaco, permitindo cercar orbitas e astros como territorios nacionais.
- B) Associar a regra do tratado a ideia de que a exploracao espacial substitui conflitos na Terra e elimina disputas territoriais entre Estados.
- C) Associar a regra do tratado a nocao de que o "vazio" e natural e neutro, dispensando normas porque nao envolve interesses politicos.
- D) Associar a regra do tratado a extensao da soberania total sobre rotas de navegacao, aplicando ao espaco o modelo de controle dos mares.
- E) Associar a regra do tratado a critica a partilhas que tratavam espacos como "vazios" e legitimavam sua apropriacao por potencias.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- O texto mostra que o termo 'vazio' era usado por mapas europeus para chamar terras e mares pouco conhecidos de 'terras sem dono', o que abria caminho para reivindicações exclusivas. A ideia de 'novo Oeste' reforça a lógica de fronteira como conquista. Passo 2: O acordo proíbe que qualquer Estado declare soberania sobre corpos celestes ou partes do espaço, mas permite pesquisa e uso pacífico. Isso é uma resposta direta à lógica histórica de apropriação de espaços tratados como vazios. Passo 3: Por isso, a alternativa E é a correta, pois associa a regra do tratado à crítica às partilhas que tratavam espaços como vazios e legitimavam sua apropriação por potências. Passo 4: A alternativa A está errada, porque o tratado justamente impede fronteiras e soberania no espaço, e não cria territórios cercados. Passo 5: A alternativa B está errada, porque o texto mostra que o espaço tem valor estratégico e que a competição tecnológica continua, sem eliminar disputas. Passo 6: A alternativa C está errada, porque o texto afirma que o vazio tinha valor estratégico e interesses políticos, portanto não é neutro. Passo 7: A alternativa D está errada, porque o texto não trata de rotas de navegação nem de controle dos mares; a comparação com mares serve apenas para mostrar a lógica histórica de partilha. Passo 8: Conclusão: o gabarito oficial E está correto.
💡 Dica: Analise a comparação entre exploração espacial e histórica para entender a regra de não soberania.
Alternativa por alternativa
O aluno entende que o tratado organiza o espaço em fronteiras fixas, como nas partilhas terrestres, e confunde a proibição de soberania com a permissão de territórios delimitados.
O aluno acredita que a exploração espacial substitui conflitos na Terra, quando o texto diz que a competição tecnológica continua e que o espaço tem valor estratégico.
O aluno considera o vazio como neutro e sem interesses políticos, ignorando que o texto mostra o espaço como objeto de valor estratégico e de disputa, o que motivou a regra.
Por que engana: Confundir a ideia de soberania com controle absoluto ou pensar que o espaço é neutro e sem interesses políticos.
O aluno toma a comparação com os mares como se o texto tratasse de controle de rotas de navegação, e não da lógica histórica de apropriação de espaços vazios.
O texto aproxima o espaco de antigas ocupacoes justificadas por "terra sem dono"; a nao soberania busca impedir essa logica de fronteira apropriavel.
Raio-X da questão
soberania espacial e fronteiras
diagnostico
conceito de soberania territorial · história da exploração e colonização
Estude conceitos de soberania, fronteiras e história da exploração territorial.
Confundir a ideia de soberania com controle absoluto ou pensar que o espaço é neutro e sem interesses políticos.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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