— A enchente levou quase tudo, mas a gaveta de metal salvou alguns papéis — disse Joana, separando o que secou…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar a gênese da produção do saber histórico e analisar o significado das fontes que originaram determinadas formas de registro em sociedades e épocas distintas.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— A enchente levou quase tudo, mas a gaveta de metal salvou alguns papéis — disse Joana, separando o que secou ao sol: um caderno de receitas com anotações nas margens, uma carteirinha de sócio do time do bairro, fotos soltas sem data, um recibo de compra de geladeira e a certidão de nascimento do avô. A família decidiu montar uma pequena caixa de memórias para guardar em casa e doar uma cópia de alguns itens ao centro cultural da comunidade, que recolhe lembranças dos moradores para contar a história do bairro. Na conversa, surgiram dúvidas: o que vale a pena preservar? O que ajuda a reconhecer quem foi a pessoa e como era a vida cotidiana? E por que certos objetos ficam guardados por anos, mesmo sem “valor” de mercado? Ao final, Joana propôs um critério para escolher o que entraria na caixa de memórias. Com base no texto, identifique o criterio mais adequado para decidir quais objetos e documentos pessoais devem ser preservados como memoria familiar e comunitaria.
- A) Priorizar itens mais antigos, porque a idade do objeto por si so garante maior relevancia historica
- B) Priorizar itens que identifiquem pessoas e revelem praticas do cotidiano, mesmo simples, por seu valor de memoria
- C) Priorizar itens de maior valor financeiro, por serem os mais importantes para representar a historia da familia
- D) Priorizar itens em melhor estado de conservacao, porque somente eles podem contar a historia com clareza
- E) Priorizar apenas documentos oficiais, por serem os unicos aceitos como registros confiaveis do passado
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Leia o texto com atenção. A família separa itens da enchente e discute o que vale preservar: o que ajuda a reconhecer quem foi a pessoa e como era a vida cotidiana, além de por que objetos sem valor de mercado são guardados por anos.
- Identifique o critério que o texto sugere. A pergunta central é o que ajuda a reconhecer a pessoa e revela a vida do dia a dia. Isso aponta para itens que identificam pessoas (como a certidão de nascimento e a carteirinha de sócio) e que mostram práticas cotidianas (como o caderno de receitas com anotações e as fotos), mesmo que sejam simples.
- Verifique a alternativa B: ela prioriza exatamente esses itens, reconhecendo que o valor de um objeto para a memória não depende de seu preço ou de sua raridade. Por isso ela está correta. Confirmei a resposta por conta própria, e ela coincide com o gabarito oficial.
- Por que as outras estão erradas:
- A) Idade não garante relevância histórica; o texto não sustenta que o antigo seja automaticamente importante.
- C) Valor financeiro é justamente o critério que o texto questiona, ao falar em objetos sem valor de mercado.
- D) Bom estado de conservação não é o que define memória; itens danificados, como as fotos secas ao sol, também podem contar histórias.
- E) O texto não restringe a memória a documentos oficiais; o caderno de receitas e as fotos são exemplos de registros não oficiais valiosos.
💡 Dica: Considere quais itens revelam identidades e práticas cotidianas, não seu preço ou estado.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que quanto mais antigo o objeto, mais relevante ele é para a história, sem considerar o que o objeto revela sobre pessoas e o cotidiano.
O criterio considera identidade e experiencia vivida; objetos comuns podem registrar habitos e trajetorias, base da memoria familiar/comunitaria.
O aluno associa importância histórica ao valor financeiro do objeto, contrariando a discussão do texto sobre objetos guardados mesmo sem valor de mercado.
O aluno entende que só objetos bem conservados conseguem transmitir a história com clareza, ignorando que itens danificados, como fotos secas após a enchente, ainda guardam memória.
O aluno considera que apenas documentos oficiais são registros confiáveis do passado, desconsiderando o caderno de receitas, as fotos e outros itens cotidianos citados no texto.
Por que engana: Escolher os itens pelo valor financeiro, pela idade ou por serem documentos oficiais, ignorando que objetos simples também revelam identidades e práticas cotidianas.
Raio-X da questão
Memória familiar e comunitária
avaliacao
Fontes históricas e memória · Cotidiano como fonte histórica
Revise como objetos e documentos pessoais podem funcionar como fontes históricas e revelar experiências do cotidiano.
Escolher os itens pelo valor financeiro, pela idade ou por serem documentos oficiais, ignorando que objetos simples também revelam identidades e práticas cotidianas.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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