Relatos de estudos no cinturão de pedras verdes de Abitibi, Ontário, apresentam amostras de komatiita de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Investigar as mudanças de estado físico da matéria e explicar essas transformações com base no modelo de constituição submicroscópica.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Relatos de estudos no cinturão de pedras verdes de Abitibi, Ontário, apresentam amostras de komatiita de antigos fluxos de lava ultrafemica. A rocha ilustrada, com 9 cm de largura, exibe lâminas de cristais de olivina, mas textura de spinifex fraca ou ausente. Segundo pesquisas, a formação de spinifex, com cristais esqueléticos entrelaçados, ocorre em resfriamento rápido de lavas ricas em magnésio. Por outro lado, resfriamento mais lento favorece o desenvolvimento de lâminas espessas de olivina, indicando taxas de queda de temperatura distintas durante a solidificação. Compare as condições de resfriamento que formaram os cristais lamelares de olivina nesta amostra com o processo de cristalização do açúcar em receitas culinárias. Identifique a afirmativa que melhor relaciona o histórico térmico do mineral à formação de cristais em doces.
- A) Resfriamento lento da calda de açúcar gera cristais volumosos, análogo às lâminas espessas de olivina observadas nesta amostra.
- B) Resfriamento rápido da calda de açúcar gera muitos cristais finos, análogo ao spinifex intenso, mas não ocorre nesta amostra.
- C) Resfriamento moderado da calda de açúcar dificulta cristais, o que não explica a presença de lâminas de olivina nesta amostra.
- D) Resfriamento muito rápido da calda de açúcar sem agitação pode produzir doce vítreo, mas não corresponde à presença de cristais lamelares.
- E) Resfriamento lento da calda de açúcar com impurezas favorece vários pontos de nucleação, mas não explica fraqueza do spinifex nesta amostra.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- A questão pede a relação entre o histórico térmico e o tamanho dos cristais. O texto diz que resfriamento rápido gera cristais esqueléticos e finos (spinifex), e que resfriamento mais lento favorece lâminas espessas de olivina. Passo 2: Essa mesma lógica vale para a cristalização do açúcar. Quando a calda de açúcar esfria devagar, as moléculas têm tempo para se organizar na rede cristalina, e o resultado são cristais maiores e volumosos. Passo 3: A alternativa A é a correta, pois associa corretamente o resfriamento lento a cristais volumosos, análogos às lâminas espessas de olivina desta amostra. Passo 4: A alternativa B está errada porque associa o resfriamento rápido ao spinifex, mas o texto indica que essa textura não aparece na amostra, e a pergunta busca a relação com cristais lamelares espessos. Passo 5: A alternativa C está errada porque afirma que o resfriamento moderado impede a formação de cristais, o que contraria o fato de que qualquer resfriamento lento permite a cristalização. Passo 6: A alternativa D está errada porque o doce vítreo é resultado de resfriamento muito rápido e não explica a formação de cristais lamelares, que exige resfriamento mais lento. Passo 7: A alternativa E está errada porque relaciona impurezas e nucleação a um fenômeno que a questão não trata, já que o foco é o tamanho dos cristais, e não o número de pontos de nucleação. Conclusão: o tempo de resfriamento controla o tamanho dos cristais, e cristais grandes e lamelares resultam de resfriamento lento, como na olivina e no açúcar da alternativa A.
💡 Dica: Compare os processos de resfriamento e formação de cristais na rocha e no doce.
Alternativa por alternativa
Lâminas espessas de olivina indicam resfriamento lento, assim como cristais volumosos de açúcar se formam em queda de temperatura gradual.
O aluno associa o resfriamento rápido à formação de cristais e acredita que a textura de spinifex aparece na amostra, sem perceber que a questão pede cristais lamelares espessos.
Por que engana: Confundir resfriamento rápido com lento e suas consequências na formação dos cristais.
O aluno entende que um resfriamento moderado impede a formação de cristais, confundindo a dificuldade de cristalização com a ausência total de cristais.
O aluno acredita que o resfriamento muito rápido é o único fator relevante e que o doce vítreo é o resultado central, ignorando que o resfriamento lento é o que gera cristais grandes.
O aluno supõe que a presença de impurezas e de vários pontos de nucleação determina o tamanho dos cristais, confundindo número de núcleos com crescimento dos cristais.
Raio-X da questão
resfriamento e cristalização
avaliacao
processo de cristalização · resfriamento de substâncias
estude processos de cristalização e resfriamento de minerais e substâncias
Confundir resfriamento rápido com lento e suas consequências na formação dos cristais.
pensamento_critico
cientifico
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