Por que certas comidas são consideradas pontes entre o humano e o divino? Uma pesquisa com líderes de cinco…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar princípios e orientações para o cuidado da vida e nas diversas tradições religiosas e filosofias de vida.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que certas comidas são consideradas pontes entre o humano e o divino? Uma pesquisa com líderes de cinco tradições religiosas apresentou uma definição comum: alimento sagrado é aquele preparado ou dedicado como oferta ritual, carregado de significado simbólico e consumido em cerimônias que selam a comunhão com o divino. Foram analisados cinco casos: - Hóstia: pão ázimo consumido na eucaristia católica. - Prasad: porção de arroz doce ofertada e depois compartilhada em templos hindus. - Matzo: pão não fermentado consumido no Seder, na Páscoa judaica. - Tâmaras: frutas consumidas por muçulmanos para romper o jejum no Ramadã, conforme tradição profética. - Peixe: alimento permitido na Quaresma cristã como substituto de carne vermelha, sem ritual de oferta. Com base no texto-base, identifique qual dos alimentos listados não atende à definição de alimento sagrado fornecida pelos líderes e, portanto, não atua como oferta ritual simbólica de comunhão com o divino.
- A) Matzo consumido no Seder da Páscoa judaica
- B) Prasad compartilhado em templos hindus
- C) Peixe utilizado como substituto de carne na Quaresma cristã
- D) Tâmaras ingeridas para romper o jejum no Ramadã
- E) Hóstia consumida na eucaristia católica
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- A definição dos líderes tem três critérios: o alimento é preparado ou dedicado como oferta ritual, carrega significado simbólico e é consumido em cerimônias que selam a comunhão com o divino. O alimento que não atende à definição precisa falhar em pelo menos um desses critérios. Passo 2: Verifique os casos. A hóstia (pão ázimo na eucaristia), o prasad (arroz doce ofertado e depois compartilhado), o matzo (pão não fermentado no Seder) e as tâmaras (consumidas para romper o jejum conforme a tradição profética) estão ligados a práticas religiosas com caráter simbólico e de comunhão. Passo 3: O peixe é o único caso em que o texto afirma explicitamente que não há ritual de oferta. Ele é permitido na Quaresma apenas como substituto da carne vermelha, uma regra alimentar de abstinência, sem dimensão de oferta nem de comunhão com o divino. Passo 4: Por que as demais alternativas estão erradas. A) O matzo é consumido no Seder, cerimônia ritual da Páscoa judaica, portanto atende à definição. B) O prasad é ofertado e depois compartilhado em templos hindus, o que caracteriza oferta ritual e comunhão. D) As tâmaras são consumidas em um ato religioso de ruptura do jejum no Ramadã, conforme a tradição, o que as aproxima da definição. Há uma leve ambiguidade, pois o texto não diz que as tâmaras são ofertadas, mas elas são usadas em cerimônia com significado religioso, enquanto o peixe é excluído de forma expressa. E) A hóstia é pão preparado para a eucaristia, cerimônia de comunhão central do catolicismo, logo atende à definição. Conclusão: a alternativa C é a correta, pois o peixe não atua como oferta ritual simbólica de comunhão com o divino.
💡 Dica: Compare cada exemplo com a definição de alimento sagrado, especialmente a presença de oferta ritual simbólica.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que o matzo, por ser um pão comum e não fermentado, não tem caráter religioso, confundindo sua simplicidade material com ausência de sentido ritual.
O aluno entende que, por ser um arroz doce comum e não um prato de festa, o prasad não envolve oferta sagrada, sem perceber que a oferta e o compartilhamento são justamente o que define o alimento sagrado.
O peixe é descrito como substituto de carne e o texto informa que não há ritual de oferta.
O aluno considera que as tâmaras são apenas alimento para repor energia após o jejum e não ligado a um rito, ignorando que o texto as associa à tradição profética e ao ato religioso de romper o jejum.
Por que engana: O aluno pode considerar sagrado qualquer alimento associado a uma tradição religiosa, sem verificar se ele é oferecido ritualmente e simboliza comunhão com o divino.
O aluno pensa que a hóstia é apenas um pão sem significado de oferta, por não ser preparada em casa como alimento comum, e não percebe que ela é consumida em cerimônia de comunhão.
Raio-X da questão
Alimento sagrado e ritual
avaliacao
Leitura e interpretação de texto · Rituais e símbolos religiosos
Revise como diferentes tradições religiosas atribuem significado ritual aos alimentos.
O aluno pode considerar sagrado qualquer alimento associado a uma tradição religiosa, sem verificar se ele é oferecido ritualmente e simboliza comunhão com o divino.
multiculturalismo
pensamento_critico
historico
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