Em programas de entretenimento, convidados comentam marcas e produtos como parte natural da conversa, enquanto…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em programas de entretenimento, convidados comentam marcas e produtos como parte natural da conversa, enquanto o programa quase não discute temas públicos relevantes. — De acordo com Marcuse, essa naturalização do consumo contribui para
- A) aumentar a participação cidadã, já que a presença constante de marcas despertaria maior interesse pelos problemas públicos.
- B) enfraquecer a capacidade de reflexão crítica sobre a sociedade, ao tratar o consumo como algo normal e pouco questionável.
- C) ampliar a autonomia intelectual do público, pois o consumo frequente estimularia análises mais profundas sobre a vida coletiva.
- D) substituir os debates públicos por escolhas individuais de compra, tornando o consumo o principal espaço de formação política.
- E) estimular maior consciência social, porque a exposição repetida a produtos levaria o público a questionar mais os conflitos da sociedade.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O enunciado descreve programas em que marcas e produtos aparecem como assunto natural da conversa, enquanto temas públicos quase não são discutidos. A pergunta pede o efeito dessa naturalização do consumo segundo Marcuse. Passo 2: Marcuse, em obras como A Sociedade Unidimensional, critica a sociedade industrial avançada, na qual a indústria cultural e o consumo integram os indivíduos ao sistema e reduzem a capacidade de crítica e de negação. Quando o consumo parece normal e natural, deixa de ser questionado, e o pensamento crítico sobre a sociedade se enfraquece. Passo 3: Logo, a alternativa B está correta, pois trata o consumo como algo normal e pouco questionável, o que corresponde ao enfraquecimento da reflexão crítica. Passo 4: A alternativa A está errada, porque Marcuse não associa a presença de marcas a maior participação cidadã; ao contrário, o consumo tende a afastar o interesse pelos problemas públicos. Passo 5: A alternativa C está errada, pois inverte a relação: para Marcuse, o consumo estimulado pela indústria cultural reduz a autonomia intelectual, e não a amplia. Passo 6: A alternativa D está errada, porque, embora o consumo ocupe o lugar do debate público, a ideia de formação política por escolhas individuais de compra não é o argumento central da crítica; o problema é a perda da reflexão, não a substituição da política por compras. Passo 7: A alternativa E está errada, já que a exposição repetida a produtos, segundo Marcuse, tende a anestesiar a consciência crítica e não a estimular a consciência social. Passo 8: O gabarito oficial B coincide com a resolução feita de forma independente.
💡 Dica: Busque o efeito crítico do consumo naturalizado, não apenas o tema do programa.
Alternativa por alternativa
O aluno supõe que a visibilidade de marcas despertaria interesse pelos problemas coletivos, como se a publicidade fosse porta de entrada para a política.
Responde exatamente ao efeito apontado por Marcuse: a naturalização do consumo reduz o olhar crítico sobre a vida social.
O aluno acredita que consumir muito estimula análises profundas, invertendo a crítica de Marcuse, que vê o consumo como forma de controle e de redução da autonomia.
Por que engana: Confundir consumo recorrente com participação crítica ou cidadania
O aluno interpreta a passagem como se o consumo tivesse se tornado literalmente um espaço de formação política, confundindo a crítica à perda do debate público com uma tese sobre escolhas de compra.
O aluno entende que a exposição repetida a produtos levaria à consciência social, por intuição do senso comum de que informação constante gera mais conhecimento, sem perceber que Marcuse fala em anestesia da crítica.
Raio-X da questão
Indústria cultural e redução da criticidade
Aplicar Marcuse ao c
Indústria cultural · Alienação
Crítica de Marcuse ao consumo
Confundir consumo recorrente com participação crítica ou cidadania
Cultura midiática e consumo
Pensamento crítico
Mídia, consumo e cul
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