Por que a construção de grandes hidrelétricas impulsionou protestos de comunidades tradicionais? Durante os…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar e relacionar as demandas indígenas e quilombolas como forma de contestação ao modelo desenvolvimentista da ditadura.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que a construção de grandes hidrelétricas impulsionou protestos de comunidades tradicionais? Durante os anos 1970, o Plano Nacional de Energia acelerou obras de barragens em rios da Amazônia. Em 1975, lideranças indígenas do rio Jucuruá e quilombolas da comunidade São Gonçalo organizaram um encontro às margens do rio. No debate público, denunciaram a inundação de roças, a perda de sítios sagrados e a falta de consulta prévia por parte do governo. Exigiram reconhecimento legal de seus territórios e reparação pelos danos ambientais e sociais. Em carta enviada ao Ministério das Minas e Energia, afirmaram que o modelo de “progresso” usava a floresta e o trabalho das comunidades como meros recursos extraíveis. Analise o texto-base e identifique de que forma as demandas apresentadas se constituíram em forma de contestação ao modelo desenvolvimentista da ditadura militar.
- A) Valorizaram tradições culturais para fortalecer a identidade comunitária sem criticar diretamente o governo
- B) Focaram em iniciativas assistencialistas de caráter privado para minorar impactos sem dimensão política
- C) Propuseram a urbanização de seus territórios como solução para o atraso rural defendido pelo regime
- D) Reivindicaram reparação pelos danos ambientais e territoriais, questionando a lógica de extração do regime
- E) Apoiaram projetos de integração regional propostos pelo governo, colaborando com as obras de barragens
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Leia o texto-base com atenção. O texto descreve três demandas das comunidades: reparação pelos danos ambientais e sociais (inundação de roças e perda de sítios sagrados), reconhecimento legal dos territórios e denúncia da falta de consulta prévia. Além disso, a carta critica a ideia de 'progresso' que trata a floresta e o trabalho das comunidades como meros recursos extraíveis. Passo 2: Pergunta-se de que forma essas demandas se constituem como contestação ao modelo desenvolvimentista da ditadura militar. A resposta está em questionar a própria lógica do modelo, que coloca a extração de recursos e a grande obra acima dos direitos e dos modos de vida das populações atingidas. Passo 3: A alternativa D reúne exatamente esses elementos: reivindica reparação pelos danos ambientais e territoriais e questiona a lógica de extração do regime. Passo 4: A alternativa A está errada, pois as comunidades não se limitaram a valorizar tradições; elas criticaram diretamente as obras e o governo. Passo 5: A alternativa B está errada, pois as demandas não são assistencialistas nem privadas, têm caráter político e se dirigem ao Estado e ao Ministério. Passo 6: A alternativa C está errada, pois o texto não propõe urbanização e sim a permanência e o reconhecimento dos territórios tradicionais. Passo 7: A alternativa E está errada, pois as comunidades se opuseram às barragens, e não colaboraram com elas. Passo 8: O gabarito oficial D está correto, pois coincide com a análise feita a partir do texto.
💡 Dica: Analise as reivindicações das comunidades e relacione com o modelo desenvolvimentista da ditadura.
Alternativa por alternativa
O aluno pode supor que a defesa da cultura e da identidade é uma forma neutra de protesto, sem enfrentamento ao governo. O texto mostra o contrário, pois há denúncia direta da falta de consulta e das obras.
Por que engana: Confundir a contestação política com apoio ou iniciativas assistencialistas, ignorando a crítica ao modelo de extração.
O aluno pode associar qualquer mobilização social a ações de ajuda ou assistência, ignorando que as reivindicações são dirigidas ao Estado e têm conteúdo político.
O aluno pode imaginar que a modernização do campo era apenas um atraso a ser superado pela urbanização, sem perceber que o texto defende a permanência dos territórios tradicionais.
As comunidades expuseram violações de direitos e desafiaram o discurso oficial de progresso pela extração.
O aluno pode entender que integração regional e desenvolvimento nacional são automaticamente favoráveis às populações locais, desconsiderando as denúncias de inundação e falta de consulta.
Raio-X da questão
contestação ao modelo desenvolvimentista
diagnostico
história da ditadura militar · movimentos sociais no Brasil
estude o impacto das hidrelétricas nas comunidades tradicionais e a resistência social na ditadura
Confundir a contestação política com apoio ou iniciativas assistencialistas, ignorando a crítica ao modelo de extração.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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