Em uma visita a um museu de arqueologia, uma turma observa uma fotografia de escavação feita na região do…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Questão
Em uma visita a um museu de arqueologia, uma turma observa uma fotografia de escavação feita na região do Vesúvio. A legenda informa que se trata de uma vítima da erupção de Avellino, ocorrida há cerca de 3.800 anos. Na imagem, o corpo aparece coberto por camadas de cinzas e com os braços junto ao rosto, como se tentasse se proteger. O guia explica que, para períodos sem documentos escritos preservados, pesquisadores combinam a posição do esqueleto, o tipo de sedimento ao redor e o contexto do achado para reconstruir o que aconteceu e discutir como comunidades antigas reagiam a eventos extremos. A turma debate como esse tipo de vestígio contribui para produzir conhecimento histórico. Analise o texto-base e a fotografia da escavação e identifique o que esse achado arqueológico permite concluir sobre a forma de reconstruir esse acontecimento no passado.
- A) Concluir que o achado demonstra a existência de leis escritas que registraram a tragédia em detalhes.
- B) Interpretar que a morte ocorreu em batalha, pois ossos expostos indicam violência humana organizada.
- C) Compreender que a cena comprova um enterro ritual planejado pela comunidade local.
- D) Identificar que o esqueleto confirma a erupção de 79 d.C. que destruiu Pompeia, igual em toda a região.
- E) Perceber que vestígios materiais permitem reconstituir um evento súbito mesmo sem registros escritos diretos.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- O enunciado afirma que, em períodos sem documentos escritos preservados, pesquisadores combinam a posição do esqueleto, o tipo de sedimento e o contexto do achado para reconstruir o acontecimento. Isso já indica o caminho: o passado é reconstruído a partir de vestígios materiais. Passo 2: Na fotografia, o corpo coberto por camadas de cinzas e com os braços junto ao rosto sugere uma morte rápida, causada por um evento súbito. Os vestígios permitem inferir o que aconteceu, mesmo sem relatos escritos. Passo 3: A alternativa E resume essa ideia: vestígios materiais permitem reconstituir um evento súbito mesmo sem registros escritos diretos, que é exatamente o que o texto-base descreve. Passo 4: A alternativa A está errada, pois o achado não traz leis escritas, e o próprio texto diz que faltam documentos escritos desse período. Passo 5: A alternativa B está errada, pois nada na cena indica batalha ou violência organizada; a posição do corpo sugere proteção diante de uma catástrofe natural. Passo 6: A alternativa C está errada, pois a cena não comprova um enterro ritual planejado; o corpo está coberto por cinzas de uma erupção. Passo 7: A alternativa D está errada, pois o texto situa a erupção de Avellino há cerca de 3.800 anos, e não a erupção de 79 d.C. que atingiu Pompeia; além disso, a alternativa generaliza uma conclusão que o achado não permite.
💡 Dica: Analise o contexto arqueológico e o que vestígios materiais revelam sobre eventos históricos.
Alternativa por alternativa
O aluno supõe que qualquer vestígio arqueológico prova a existência de registros escritos, confundindo a fonte material com um documento legal.
O aluno associa o corpo com ossos expostos a guerra e violência humana, a partir da intuição cotidiana de que mortes antigas quase sempre foram batalhas.
O aluno acredita que uma posição corporal específica prova um sepultamento intencional e ritual, sem considerar que o corpo foi soterrado pela erupção.
O aluno associa a erupção ao nome Vesúvio e a Pompeia, transferindo o evento de 79 d.C. para o achado sem verificar a data informada no texto, que é cerca de 3.800 anos.
Por que engana: Confundir vestigios arqueologicos com registros escritos ou interpretar erroneamente o contexto do achado.
A imagem (corpo coberto por cinzas e postura de proteção) e o texto indicam uso de fonte arqueológica para inferir um desastre rápido, apesar da falta de textos.
Raio-X da questão
reconstrucao historica por vestigios arqueologicos
diagnostico
interpretacao de fontes historicas · conhecimento basico de arqueologia
estudo de fontes historicas e arqueologicas para interpretacao de eventos passados
Confundir vestigios arqueologicos com registros escritos ou interpretar erroneamente o contexto do achado.
pensamento_critico
historico
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