Em uma atividade do clube de História, estudantes analisam um painel sobre os iberos na Península Ibérica. O…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar a gênese da produção do saber histórico e analisar o significado das fontes que originaram determinadas formas de registro em sociedades e épocas distintas.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma atividade do clube de História, estudantes analisam um painel sobre os iberos na Península Ibérica. O guia explica que, para além de objetos pequenos (como cerâmicas e ferramentas), arqueólogos procuram vestígios “difíceis de carregar”, porque eles costumam indicar permanência no território. A fotografia do painel mostra uma construção de pedras empilhadas, com base circular, ainda preservada no terreno aberto. Segundo o guia, estruturas desse tipo exigem tempo de trabalho, conhecimento acumulado e organização do grupo para obter e transportar material. Por isso, ao lado da imagem, o museu propõe discutir “o que forma um povo” quando comunidades deixam a vida de deslocamentos frequentes e passam a construir lugares fixos, criando vínculos com o espaço e novas formas de convivência. Analise o texto e a fotografia do vestígio atribuído a grupos iberos e conclua que interpretação histórica é mais consistente para explicar a passagem do nomadismo à sedentarização.
- A) Sustenta a ideia de sociedade já baseada na escrita, usada para registrar regras e controlar o território.
- B) Sustenta a ideia de fixação territorial, com construção durável ligada a usos cotidianos e organização do trabalho.
- C) Sustenta a ideia de famílias isoladas e autossuficientes, sem cooperação nem contato com outros grupos.
- D) Sustenta a ideia de vida sem coordenação social, pois a construção independe de planejamento coletivo.
- E) Sustenta a ideia de deslocamentos contínuos, com preferência por abrigos leves e facilmente desmontáveis.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- A questão pede a interpretação mais consistente para a passagem do nomadismo à sedentarização, a partir do texto do guia e da fotografia de uma construção de pedras empilhadas com base circular, ainda preservada no terreno. Passo 2: O guia afirma que vestígios difíceis de carregar indicam permanência no território, e que estruturas desse tipo exigem tempo de trabalho, conhecimento acumulado e organização do grupo para obter e transportar material. Logo, a construção revela fixação ao território e trabalho coletivo organizado. Passo 3: A alternativa B reúne exatamente essas ideias: fixação territorial, construção durável ligada a usos cotidianos e organização do trabalho. Ela é coerente com o texto, que fala em lugares fixos e em vínculos com o espaço. Passo 4: A alternativa A está errada porque nem o texto nem a fotografia mencionam escrita; uma construção de pedras indica permanência, não registro escrito de regras. Passo 5: A alternativa C contraria o texto, que destaca a cooperação do grupo para obter e transportar material e a criação de novas formas de convivência. Passo 6: A alternativa D está errada porque uma construção desse porte exige planejamento e organização coletiva, como o próprio guia explica. Passo 7: A alternativa E inverte a relação histórica: os deslocamentos frequentes são justamente o que a construção durável e os lugares fixos deixam para trás.
💡 Dica: Analise a relação entre vestígios arqueológicos e organização social para interpretar a sedentarização.
Alternativa por alternativa
O aluno associa qualquer sociedade complexa à escrita e supõe que vestígios construídos já indicariam registro e controle administrativo do território.
A obra em pedra, fixa e trabalhosa, reforça a permanência no território e a necessidade de coordenação coletiva, como indica o texto.
O aluno imagina que a vida fixa implica isolamento e autossuficiência, ignorando que o texto ressalta a cooperação do grupo para obter e transportar material.
O aluno entende que uma construção simples não precisa de planejamento coletivo, desconsiderando que o guia associa a estrutura a tempo de trabalho e organização do grupo.
Por que engana: Confundir nomadismo com sedentarismo e interpretar mal a função das construções arqueológicas.
O aluno confunde a ideia de nomadismo com sedentarização, tomando como prova de deslocamento contínuo uma estrutura que indica justamente permanência no território.
Raio-X da questão
sedentarização e organização social
avaliacao
interpretação de fontes históricas · conceito de nomadismo e sedentarismo
estude os processos de sedentarização e evidências arqueológicas associadas
Confundir nomadismo com sedentarismo e interpretar mal a função das construções arqueológicas.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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