Em uma exposição escolar sobre a Europa do fim da Idade Média, uma turma encontrou um mapa histórico que…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Descrever e contextualizar os processos da emergência do fascismo e do nazismo, a consolidação dos estados totalitários e as práticas de extermínio (como o holocausto).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma exposição escolar sobre a Europa do fim da Idade Média, uma turma encontrou um mapa histórico que destaca a Marca de Baden-Baden. A imagem mostra um território pequeno, recortado e cercado por várias outras jurisdições, com cidades e rotas importantes indicadas no entorno. O guia da mostra explica que Baden-Baden surgiu por desagregação de uma marca maior e permaneceu como Estado vassalo dentro do Sacro Império Romano-Germânico. Ao comparar a explicação com o mapa, os estudantes perceberam que, naquele império, o poder não se organizava como um país único e contínuo, mas como uma rede de domínios com obrigações políticas e militares, governados por nobres locais. Analise o texto-base e a configuração territorial apresentada no mapa e identifique o aspecto da organização política do Sacro Império Romano-Germânico que essa marca vassala ajuda a lembrar.
- A) Relacionar o recorte do mapa à formação de um Estado-nação unificado, com fronteiras estáveis e governo único.
- B) Relacionar o recorte do mapa à divisão administrativa moderna definida por um governo central para facilitar a burocracia.
- C) Relacionar o recorte do mapa à centralização do poder do imperador sobre um território contínuo e padronizado.
- D) Relacionar o recorte do mapa à expansão colonial ultramarina como base principal do poder político dos margraves.
- E) Relacionar o recorte do mapa à fragmentação do poder em principados e marcas vassalas, com grande autonomia local.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Leia o texto-base com atenção. Ele informa que a Marca de Baden-Baden surgiu por desagregação de uma marca maior e que permaneceu como Estado vassalo dentro do Sacro Império Romano-Germânico. Também diz que, nesse império, o poder não formava um país único e contínuo, mas uma rede de domínios com obrigações políticas e militares, governados por nobres locais.
- Observe a configuração territorial indicada na questão. O território é pequeno, recortado e cercado por outras jurisdições, o que mostra um espaço político fragmentado, e não um bloco unificado. Essa leitura da imagem deve ser feita de forma geral, sem depender de detalhes que não aparecem no enunciado.
- Conecte as informações. Uma marca vassala é um território governado por um senhor local que devia lealdade e serviço ao imperador, mas que tinha grande autonomia interna. Assim, o aspecto da organização política que o caso lembra é a fragmentação do poder em principados e marcas vassalas, com autonomia local. Esse é o gabarito, alternativa E.
- Verifique as alternativas erradas. A alternativa A está errada porque o Estado-nação unificado com governo único é justamente o oposto da rede de domínios descrita no texto. A alternativa B está errada porque a divisão administrativa moderna, feita por governo central para burocracia, não corresponde ao sistema medieval de vassalagem. A alternativa C está errada porque a centralização em torno do imperador sobre território contínuo contradiz a descrição de poder disperso. A alternativa D está errada porque a expansão colonial ultramarina é um fenômeno de épocas posteriores e não é a base do poder dos margraves imperiais.
💡 Dica: Analise o texto e o mapa para identificar a organização política do Sacro Império Romano-Germânico.
Alternativa por alternativa
O aluno associa o recorte territorial a um país unificado, imaginando que o império tinha fronteiras estáveis e governo único como os Estados modernos.
Por que engana: Confundir a fragmentação política do Sacro Império com a formação de Estados-nação centralizados.
O aluno projeta a ideia de divisão administrativa moderna e burocrática sobre o mapa medieval, supondo que as divisões eram criadas por um governo central.
O aluno entende que o recorte indica um território contínuo e padronizado controlado pelo imperador, ignorando que o texto fala de domínios governados por nobres locais.
O aluno confunde as marcas imperiais medievais com domínios coloniais ultramarinos, associando margraves a expansão colonial, que pertence à época moderna.
Texto e mapa evidenciam um território vassalo surgido por desagregação, típico da estrutura descentralizada do Sacro Império Romano-Germânico.
Raio-X da questão
organização política fragmentada
diagnostico
estrutura política medieval · conceito de Estado-nação
Estude a estrutura política do Sacro Império Romano-Germânico e a fragmentação do poder em principados.
Confundir a fragmentação política do Sacro Império com a formação de Estados-nação centralizados.
pensamento_critico
historico
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