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Posto que as qualidades que impressionam nossos sentidos estão nas próprias coisas, é claro que as ideias…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13CHS101

Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

Posto que as qualidades que impressionam nossos sentidos estão nas próprias coisas, é claro que as ideias produzidas na mente entram pelos sentidos. O entendimento não tem o poder de inventar ou formar uma única ideia simples na mente que não tenha sido recebida pelos sentidos. Gostaria que alguém tentasse imaginar um gosto que jamais impressionou seu paladar, ou tentasse formar a ideia de um aroma que nunca cheirou. Quando puder fazer isso, concluirei também que um cego tem ideias das cores, e um surdo, noções reais dos diversos sons. (John Locke. Ensaio acerca do entendimento humano, 1991. Adaptado.) UNESP - 2018

  1. A) Da reminiscência de ideias originalmente transcendentes.
  2. B) Da combinação de ideias metafísicas e empíricas.
  3. C) De categorias a priori existentes na mente humana.
  4. D) Da experiência com os objetos reais e empíricos.
  5. E) De uma relação dialética do espírito humano com o mundo.

✅ Resposta correta: alternativa D

Resolução passo a passo

  1. O texto de Locke afirma que as qualidades que impressionam nossos sentidos estão nas próprias coisas, e que as ideias entram na mente pelos sentidos. Ele também diz que o entendimento não consegue criar nenhuma ideia simples que não tenha sido recebida pelos sentidos.
  2. Locke dá exemplos concretos: pede que alguém imagine um gosto que nunca sentiu ou um aroma que nunca cheirou. Conclui, por isso, que um cego não pode ter ideias reais das cores e um surdo não pode ter noções reais dos sons. Ou seja, o conhecimento depende de contato sensível com os objetos.
  3. Portanto, a origem das ideias, segundo o texto, é a experiência com os objetos reais e empíricos, que é a alternativa D. Esse é o núcleo do empirismo lockeano, em que a mente começa vazia, como uma tábula rasa, e é preenchida pelas sensações e pela reflexão sobre elas.
  4. Por que as outras estão erradas: A) a reminiscência de ideias transcendentes é a tese platônica, que Locke rejeita; B) a combinação de ideias metafísicas e empíricas mistura elementos que o texto não admite como origem; C) categorias a priori existentes na mente são a tese kantiana, oposta ao empirismo; E) a relação dialética do espírito com o mundo é uma concepção hegeliana, que não aparece no trecho.
  5. O gabarito oficial D está correto e coincide com a resolução feita a partir do próprio texto.

💡 Dica: Analise o texto e relacione as ideias com a teoria do conhecimento de Locke.

Alternativa por alternativa

A Erradaerro: Conceitual

O aluno pode ter associado a ideia de que o conhecimento já está na alma desde o início, como em Platão. Assim, confunde a reminiscência com a origem sensorial das ideias defendida por Locke.

B Erradaerro: Interpretação

O aluno pode ter achado que Locke admite ideias metafísicas inatas combinadas com a experiência. O texto rejeita qualquer ideia que não tenha vindo dos sentidos, então essa mistura não se sustenta.

C Erradaerro: Conceituala que mais engana

O aluno pode ter confundido Locke com Kant, atribuindo à mente estruturas a priori que organizam a experiência. Locke nega que o entendimento crie ideias simples por conta própria.

Por que engana: Confundir a origem das ideias com conceitos inatos ou categorias a priori, ignorando a ênfase na experiência sensorial.

D Correta

A alternativa (D) está correta porque John Locke é um dos principais filósofos empiristas. Para ele, todas as ideias e todo o conhecimento vêm da experiência sensível – dos sentidos e da interação com o mundo real. No texto citado, ele argumenta que a mente não consegue formar ideias simples (como um gosto ou cheiro) sem já ter tido experiência com elas pelos sentidos. Locke recusa a existência de ideias inatas, defendendo que tudo parte das percepções sensoriais e da vivência concreta com objetos empíricos. Assim, para Locke, a mente é como uma folha em branco (tabula rasa) que é preenchida a partir dos dados fornecidos pelos sentidos.

E Erradaerro: Senso comum

O aluno pode ter se deixado levar pela palavra 'relação' e por um vocabulário filosófico mais amplo, imaginando uma dialética entre espírito e mundo. O texto fala apenas em recepção pelos sentidos, sem processo dialético.

Raio-X da questão

Dificuldade Média
Leitura alto
Discriminação medio
Peso pedagógico medio
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade unica
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativa🧩 progressao
🎯 Conceito central

origem das ideias segundo Locke

📌 Objetivo

diagnostico

🧱 Pré-requisitos

teoria do conhecimento · empirismo filosófico

📚 Reveja

Estude a teoria empirista de John Locke sobre a origem das ideias.

⚠️ Erro mais comum

Confundir a origem das ideias com conceitos inatos ou categorias a priori, ignorando a ênfase na experiência sensorial.

🌎 Tema transversal

cidadania_etica

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

abstrato

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