No último verso do poema, o eu lírico conclui que UNESP - 2014
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar relações intertextuais e interdiscursivas entre obras de diferentes autores e gêneros literários de um mesmo momento histórico e de momentos históricos diversos, explorando os modos como a literatura e as artes em geral se constituem, dialogam e se retroalimentam.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
No último verso do poema, o eu lírico conclui que UNESP - 2014
- A) os espíritos mostram-se insensíveis ao volúvel Universo.
- B) o Universo acompanha de perto a alma ou espírito.
- C) o Universo é indiferente à relação entre o espírito e as coisas.
- D) a variação das coisas é indiferente ao espírito que as sente.
- E) as coisas têm espírito, mas o Universo não tem.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Identifique o foco da pergunta. Ela pede a conclusão do eu lírico no último verso, ou seja, qual é a posição final do poema sobre a relação entre o espírito, as coisas e o Universo. Passo 2: Observe o contraste que as alternativas sugerem. Algumas tratam o Universo como próximo ou sensível ao espírito, outras o colocam como estranho a ele. A alternativa C afirma que o Universo é indiferente à relação entre o espírito e as coisas, isto é, o Universo segue seu curso sem se importar com o modo como o espírito percebe e se relaciona com o mundo. Passo 3: Verifique a coerência com a ideia de um Universo volúvel, em constante mudança. Se o Universo é volúvel e não se ocupa dessa relação, a conclusão do eu lírico é de que o vínculo entre espírito e coisas fica entregue a si mesmo, sem amparo cósmico. Essa leitura é a que o gabarito oficial confirma. Passo 4: Por eliminação, a alternativa A está errada porque inverte o sentido: no poema o espírito é sensível às mudanças, e não insensível. A alternativa B está errada porque atribui ao Universo uma companhia próxima à alma, o que contraria a ideia de indiferença. A alternativa D está errada porque troca os sujeitos: quem é indiferente, segundo a conclusão, é o Universo, e não a variação das coisas. A alternativa E está errada porque separa espírito e coisas de modo que não corresponde à relação que o poema constrói, e ainda deixa de lado o papel do Universo, que é o centro da conclusão. Passo 5: Guarde a estratégia: no último verso, procure o sujeito da conclusão e o predicado que o qualifica, e confira se a alternativa mantém esses dois elementos sem inversões.
💡 Dica: Analise o significado do último verso do poema para identificar a conclusão do eu lírico.
Alternativa por alternativa
O aluno inverte o sentido da conclusão, entendendo que o espírito é que se mostra insensível às mudanças do Universo, quando o foco do verso é a indiferença do próprio Universo.
O aluno toma o Universo como companhia próxima da alma, como se ele acompanhasse o espírito de perto, ideia oposta à indiferença que o verso enuncia.
Por que engana: Confundir a relação entre o espírito e o Universo, interpretando incorretamente a indiferença ou sensibilidade do Universo.
Correta porque o último verso aponta justamente que o Universo é indiferente à relação entre o espírito (ou alma) e as coisas. O eu lírico conclui que essa relação ocorre sem que o Universo se importe ou tome parte.
O aluno troca os sujeitos da frase, atribuindo a indiferença à variação das coisas, e não ao Universo, o que muda o sentido da conclusão.
O aluno separa de forma literal o espírito, presente nas coisas, e o Universo, desprovido de espírito, sem perceber que a conclusão trata da relação entre espírito e coisas diante do Universo.
Raio-X da questão
interpretação de poema
diagnostico
interpretação de texto poético · análise do eu lírico
estudar interpretação de textos poéticos e análise do eu lírico
Confundir a relação entre o espírito e o Universo, interpretando incorretamente a indiferença ou sensibilidade do Universo.
pensamento_critico
literario
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