Em uma escola pública, estudantes de diferentes regiões participam de uma apresentação oral. Alguns empregam…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar situações da vida cotidiana, estilos de vida, valores, condutas etc., desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade, preconceito, intolerância e discriminação, e identificar ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às liberdades individuais.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma escola pública, estudantes de diferentes regiões participam de uma apresentação oral. Alguns empregam marcas de variedades regionais e populares da língua portuguesa. A professora explica que essas formas seguem regras próprias e não são linguisticamente inferiores. Ela também esclarece que, em situações formais, a escola ensina a variedade-padrão como mais uma possibilidade de uso, sem desvalorizar as demais. Apesar disso, um estudante afirma que uma colega “não tem inteligência para apresentar o trabalho” porque ela pronuncia certas palavras de acordo com a variedade de sua comunidade. Com base na situação apresentada e no conceito de preconceito linguístico, identifique a conduta que expressa esse tipo de preconceito.
- A) Ensinar à turma o uso da variedade-padrão em situações formais.
- B) Solicitar que a colega adapte sua fala ao contexto da apresentação.
- C) Reconhecer que a colega emprega marcas de sua variedade linguística.
- D) Explicar que diferentes comunidades possuem diferentes formas de pronunciar palavras.
- E) Considerar a colega incapaz por empregar marcas de sua variedade linguística.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Leia o enunciado com atenção. Ele trata de preconceito linguístico, isto é, de juízos negativos sobre uma pessoa ou grupo apenas porque usa uma variedade da língua diferente da variedade-padrão. A professora afirma que as variedades regionais e populares seguem regras próprias e não são inferiores, e que a variedade-padrão é apenas mais uma possibilidade de uso em situações formais.
- Identifique a conduta que contraria essa visão. Um estudante afirma que a colega 'não tem inteligência para apresentar o trabalho' por causa da pronúncia característica da comunidade dela. Isso associa a forma de falar a uma suposta incapacidade intelectual, o que é exatamente o preconceito linguístico.
- Resolva por conta própria. A alternativa E descreve esse julgamento: considerar a colega incapaz por empregar marcas de sua variedade linguística. Ela é a única que transforma a diferença linguística em desvalorização da pessoa.
- Analise as demais alternativas. A) é uma prática pedagógica adequada, pois ensina a variedade-padrão como possibilidade para situações formais, sem desvalorizar as outras. B) pede adaptação ao contexto formal, o que é uma orientação de uso e não um juízo sobre a capacidade da pessoa. C) reconhece a variedade da colega sem discriminá-la, sendo atitude de respeito. D) explica a diversidade linguística de forma científica e não preconceituosa.
- Conclusão. O gabarito oficial E está correto, pois corresponde à conduta de preconceito linguístico descrita no enunciado.
💡 Dica: Compreenda o conceito de preconceito linguístico e identifique exemplos práticos.
Alternativa por alternativa
Acredita que ensinar a variedade-padrão já implica desvalorizar as variedades regionais, confundindo ensino de uma possibilidade de uso com imposição de superioridade.
Entende que qualquer pedido para adaptar a fala ao contexto formal é discriminatório, sem perceber que adequação ao contexto é um uso social da língua e não um juízo sobre a capacidade da pessoa.
Supõe que reconhecer marcas regionais na fala da colega já é um ato de preconceito, quando na verdade essa constatação, feita sem juízo de valor, é coerente com a explicação da professora.
Pensa que explicar a diversidade de pronúncias entre comunidades reforça a ideia de diferença inferior, ignorando que a explicação apenas descreve variação linguística sem julgamento.
Por que engana: O aluno pode confundir a ideia de que todos os falantes nativos conhecem plenamente a língua, ignorando as variações e nuances que existem.
O preconceito linguístico ocorre quando uma variedade ou o modo de falar de uma pessoa é desqualificado e associado a características negativas, como incapacidade ou falta de inteligência. No caso apresentado, a estudante é julgada negativamente por empregar marcas linguísticas de sua comunidade, e não pelo conteúdo de sua apresentação.
Raio-X da questão
preconceito linguístico
diagnostico
preconceito linguístico · variabilidade da língua
Revisar o conceito e exemplos de preconceito linguístico na sociedade.
O aluno pode confundir a ideia de que todos os falantes nativos conhecem plenamente a língua, ignorando as variações e nuances que existem.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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