Qual é a limitação principal de aplicar a periodização 'Idade Moderna' de forma ampla a territórios…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Qual é a limitação principal de aplicar a periodização 'Idade Moderna' de forma ampla a territórios colonizados entre os séculos XVI e XIX?
- A) Aumento da homogeneidade cultural entre regiões
- B) Homogeneização de temporalidades locais e invisibilização das dinâmicas regionais.
- C) Uniformização das economias africanas e indígenas
- D) Desconsideração da Revolução Industrial
- E) Foco exclusivo em conflitos armados
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- A questão pergunta qual é a principal limitação de usar a periodização Idade Moderna de forma ampla para territórios colonizados entre os séculos XVI e XIX. Trata-se de uma crítica historiográfica sobre eurocentrismo na divisão do tempo histórico.
- Ao resolver por conta própria, percebo que a periodização europeia (Idade Moderna, de cerca de 1453 a 1789) foi construída a partir da história da Europa Ocidental. Aplicá-la de forma ampla a territórios colonizados impõe a esses lugares um ritmo temporal que não corresponde às suas próprias dinâmicas, como as sociedades indígenas, africanas e as formações regionais americanas e asiáticas. Isso faz com que temporalidades locais sejam homogeneizadas e que as dinâmicas regionais fiquem invisíveis.
- A alternativa B expressa exatamente essa limitação: homogeneização de temporalidades locais e invisibilização das dinâmicas regionais.
- Por que as outras estão erradas: A afirma um aumento de homogeneidade, o que é o contrário do problema real, pois a periodização apaga diferenças em vez de criar uniformidade cultural. C fala em uniformização das economias africanas e indígenas, mas o problema não é uniformizar essas economias e sim tratá-las pelo modelo europeu de tempo. D menciona a Revolução Industrial, que é um marco da periodização contemporânea e não o foco da crítica. E restringe a análise a conflitos armados, o que não corresponde à limitação principal discutida pela historiografia.
- Concluo que o gabarito oficial B está correto.
💡 Dica: Considere como uma periodização ampla pode apagar experiências e temporalidades locais.
Alternativa por alternativa
O aluno pode imaginar que a periodização europeia aproxima culturas diferentes, confundindo colonização com integração cultural espontânea.
Rótulos gerais nivelam experiências distintas: processos coloniais, resistências indígenas e ritmos econômicos variaram por região e em escalas diferentes.
O aluno pode entender que a crítica é sobre tratar economias africanas e indígenas como iguais, sem perceber que o problema central é o tempo histórico imposto.
O aluno pode associar a periodização ao marco da Revolução Industrial e supor que sua ausência seria a falha principal, sem perceber que a crítica é sobre temporalidades locais.
Por que engana: Pode-se confundir a crítica à periodização ampla com a ausência de eventos importantes, como a Revolução Industrial, sem perceber que o problema central é apagar temporalidades e dinâmicas locais.
O aluno pode supor que a Idade Moderna é tradicionalmente associada a guerras e conquistas, e por isso restringir a análise a conflitos armados, desviando-se da discussão sobre temporalidades.
Raio-X da questão
Periodização histórica e colonialismo
avaliacao
Periodização histórica e temporalidades · Colonização e histórias regionais
Revise os limites das periodizações eurocêntricas e seus efeitos sobre a compreensão das histórias locais.
Pode-se confundir a crítica à periodização ampla com a ausência de eventos importantes, como a Revolução Industrial, sem perceber que o problema central é apagar temporalidades e dinâmicas locais.
multiculturalismo
pensamento_critico
historico
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