Segundo Aristóteles em Ética a Nicômaco, como deve ser modulada a emoção do medo para que se realize a virtude…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Segundo Aristóteles em Ética a Nicômaco, como deve ser modulada a emoção do medo para que se realize a virtude da coragem?
- A) Como uma mesótes entre excesso (temer demais = covardia) e deficiência (temer de menos = temeridade).
- B) Ser corajoso significa sempre agir sem medo, independentemente da situação.
- C) O medo deve ser inexistente para alcançar a coragem, pois não se pode temer nada.
- D) A virtude da coragem depende de sentir medo excessivo em todas as situações.
- E) A coragem é definida como o ato de ignorar completamente os perigos.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- A questão pede como a emoção do medo deve ser regulada para que se realize a coragem, segundo Aristóteles na Ética a Nicômaco. Passo 2: Aristóteles define as virtudes morais como um meio-termo (mesótes) entre dois extremos viciosos, um por excesso e outro por falta. Passo 3: No caso da coragem, o extremo por excesso de medo é a covardia, pois o covarde teme o que não deveria temer e foge diante de perigos que um homem corajoso enfrentaria. O extremo por falta de medo é a temeridade, pois o temerário não sente o temor adequado e se lança a perigos sem necessidade. Passo 4: A coragem está no meio, em sentir medo na medida certa, diante do que é razoável temer, no tempo, na intensidade e pelo motivo adequados. Passo 5: Por isso a alternativa A está correta. Passo 6: A alternativa B está errada, pois para Aristóteles a coragem não consiste em agir sem medo em qualquer situação, e sim em sentir e dominar o medo de forma adequada. Passo 7: A alternativa C está errada, pois a coragem não exige ausência de medo, já que o corajoso sente medo na medida certa. Passo 8: A alternativa D está errada, pois o medo excessivo em todas as situações caracteriza a covardia, que é um vício e não a virtude. Passo 9: A alternativa E está errada, pois ignorar completamente os perigos é uma forma de temeridade, e não de coragem. Passo 10: O gabarito oficial A coincide com a resolução feita por conta própria.
💡 Dica: Reflita sobre a relação entre medo e coragem na filosofia de Aristóteles.
Alternativa por alternativa
Aristóteles define a virtude moral como um meio relativo a nós; a coragem equilibra sentimentos de medo e confiança diante de bens nobres, evitando extremos.
O aluno entendeu que o corajoso é aquele que nunca sente medo, confundindo a coragem com a ausência de temor. Assim, ignora que Aristóteles fala de sentir o medo na medida certa.
Por que engana: Confundir coragem com a ausência total de medo, acreditando que ser corajoso é não sentir medo em nenhuma situação.
O aluno acredita que, para ser corajoso, é preciso eliminar totalmente o medo, como se a emoção fosse sempre um obstáculo à virtude. Não percebe que, na ética aristotélica, as emoções devem ser educadas e não suprimidas.
O aluno associou a coragem a um medo excessivo e generalizado, confundindo o excesso de medo, que é a covardia, com a virtude. Provavelmente leu a palavra medo e não percebeu que o texto fala de medida e não de intensidade máxima.
O aluno entendeu coragem como desprezo pelo perigo, algo que parece coragem no senso comum. Não percebeu que ignorar completamente o perigo corresponde à temeridade, o extremo vicioso por falta de medo.
Raio-X da questão
virtude da coragem
avaliacao
virtude e ética · modulação das emoções
Estudar a relação entre emoções e virtudes na ética aristotélica.
Confundir coragem com a ausência total de medo, acreditando que ser corajoso é não sentir medo em nenhuma situação.
cidadania_etica
pensamento_critico
abstrato
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