Em adolescentes submetidos à restrição calórica crônica, descreva em etapas como se estabelece a perda de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar as diversas formas de manifestação da vida em seus diferentes níveis de organização, bem como as condições ambientais favoráveis e os fatores limitantes a elas, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em adolescentes submetidos à restrição calórica crônica, descreva em etapas como se estabelece a perda de massa óssea, relacionando leptina, eixo hipotálamo-hipófise-gônadas e remodelamento ósseo.
- A) A inibição do RANKL resulta na queda da reabsorção óssea e aumento da formação óssea.
- B) A amenorreia hipotalâmica aumenta a produção de estrogênio, promovendo manutenção da massa óssea.
- C) Aumento de leptina leva ao aumento de GnRH e subsequente aumento de estrogênio, preservando a massa óssea.
- D) Baixa leptina ? amenorreia hipotalâmica (?GnRH ? ?LH/FSH) ? queda de estrogênio ? aumento de RANKL e osteoclastogênese ? maior reabsorção óssea que formação ? perda de massa óssea.
- E) O estrogênio elevado ativa os osteoclastos, aumentando a perda de massa óssea durante a restrição calórica.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- A restrição calórica crônica reduz a energia disponível e, com isso, cai a leptina, hormônio secretado pelo tecido adiposo que informa ao hipotálamo a reserva energética. Passo 2: Com leptina baixa, o hipotálamo reduz a liberação pulsátil de GnRH, diminuindo LH e FSH na hipófise. Passo 3: Sem estímulo gonadotrófico adequado, os ovários produzem menos estrogênio, o que caracteriza a amenorreia hipotalâmica em adolescentes. Passo 4: O estrogênio normalmente restringe a osteoclastogênese, pois atua sobre osteoblastos e osteócitos reduzindo a expressão de RANKL; com a queda do estrogênio, o RANKL aumenta e os osteoclastos são mais formados e ativados. Passo 5: Como a reabsorção passa a superar a formação, há perda líquida de massa óssea, justamente em uma fase em que o pico de massa óssea deveria estar sendo construído. Passo 6: A alternativa D está correta porque apresenta a cadeia completa e coerente: leptina baixa, queda de GnRH e de LH/FSH, queda de estrogênio, aumento de RANKL e osteoclastogênese, reabsorção maior que formação e perda de massa óssea. Observação: no texto da alternativa, os símbolos de seta aparecem como interrogação, mas a sequência deve ser lida como relações de causa e efeito. Por que as outras estão erradas: A) inibir o RANKL reduziria a reabsorção, mas na restrição o RANKL aumenta, então o mecanismo descrito está invertido. B) A amenorreia hipotalâmica reduz o estrogênio, e não o aumenta, então a manutenção óssea não ocorre por esse caminho. C) Na restrição a leptina cai, e não aumenta, portanto a preservação óssea descrita não corresponde ao quadro. E) O estrogênio cai na restrição e, quando elevado, protege o osso, em vez de ativar os osteoclastos.
💡 Dica: Relacione os hormônios e processos envolvidos na perda óssea.
Alternativa por alternativa
Confunde o efeito de bloquear o RANKL, usado em medicamentos antirreabsortivos, com o que ocorre na restrição calórica, supondo que a reabsorção óssea diminua nesse quadro.
Acredita que a amenorreia eleva o estrogênio e que isso protege o osso, quando na verdade a amenorreia hipotalâmica resulta da queda do estrogênio.
Inverte a relação entre leptina e hipotálamo, supondo que mais leptina estimula o GnRH, quando na restrição a leptina cai e o GnRH diminui.
Por que engana: Confundir os efeitos da leptina e do estrogênio na regulação do remodelamento ósseo, levando a uma interpretação incorreta da relação entre esses hormônios e a massa óssea.
A restrição calórica reduz leptina, afetando GnRH e diminuindo hormônios gonadais; a queda de estrogênio aumenta expressão de RANKL, estimulando osteoclastos e reabsorção, reduzindo massa óssea, especialmente em adolescentes em fase de pico de massa óssea.
Atribui ao estrogênio um efeito pró-reabsortivo, achando que ele ativa os osteoclastos, e supõe que ele esteja elevado na restrição, quando ocorre o contrário.
Raio-X da questão
perda de massa óssea
diagnostico
remodelamento ósseo · eixo hipotálamo-hipófise-gônadas
Revisar os efeitos da restrição calórica na saúde óssea e hormonal.
Confundir os efeitos da leptina e do estrogênio na regulação do remodelamento ósseo, levando a uma interpretação incorreta da relação entre esses hormônios e a massa óssea.
saude
pensamento_critico
cientifico
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